sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Exercício da humildade


A campanha do quilo é um excelente exercício de humildade. Pedir significa lançar uma proposta uma solicitação e dispor-se a aceitar com gratidão a doação ainda que não atenda precisamente ao que se espera ou a quantidade que se espera.

Quando o legionário pede uma ajuda em praça pública e recebe uma doação, insignificante, de centavos, proceda esta doação de um pobre ou de uma pessoa mais bem aquinhoada, suas palavras expressões e sentimentos devem ser de gratidão.

Na hipótese de não receber doações deve abençoar em nome de Deus a pessoa e sua família. Pode, se a pessoa se mostrou desejosa de colaborar, esclarecer que no próximo mês voltará quando haverá nova oportunidade de cooperação.

Ainda nos casos em que for tratado com indiferença ou descortesia, deverá manter-se calmo, com o pensamento voltado para o Mestre Jesus e enviar pensamentos de paz, perdão e harmonia para a pessoa que foi abordada.

Essas ações essas atitudes frente as diversas experiências da campanha do quilo, constituem-se em exercícios da humildade, que ao longo dos anos se fortalecerá na alma do trabalhador.

Assistimos a transformações morais de jovens e adultos. Pessoas iradas, descontroladas que passam a adotar atitude serena ante os insultos.

Esse é o resultado da prática da campanha associada a preces diárias, ao estudo do Evangelho e da Doutrina Espírita.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Capacitação de dirigentes - comentários

A propósito da Capacitação para dirigentes de Campanhas do Quilo, realizada nos dias 29 e 30 de setembro/2012, Isoláquio comentou sobre o grande êxito do empreendimento.

Em resposta ao comentário, recebemos mensagens de incentivo. Ei-las:

Parabens amigo!

Parabens a todos que fazem esse trabalho lindo!

Abraços!

Elaine*

Berlin – DE

(*) - Elaine é brasileira, residente em Berlim. Realiza um meritório de trabalho de divulgação do Espiritismo na língua alemã; língua essa que domina e fala fluentemente.
Quem desejar maiores informações sobre o trabalho de Elaine deverá clickar neste link


Paz e alegrias!

Caro Isoláquio, também parabenizo todos pelo curso, os legionários do quilo do Guupo Espirita Júlio Cezar só destilou elogios a toda equipe da coordenação e do conteúdo explanado, os três que participaram ficaram felizes e foi uma oxigenação dos seus conhecimentos e como disse doravante farão a campanha do quilo com os verdadeiros olhos de ver. Não pude participar devido a problemas de saúde, mas estou feliz pois o objetivo fora alcançado e a Espiritualidade da Fraternidade atuou como nunca que Deus abençõe as duas equipes.

Um fraterno abraço,

Rosimeres

Quem desejar maiores informações sobre o Grupo Espírita Júlio Cezar, deverá clickar neste link

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Posições terrestres

Sair às ruas pedindo ajuda para quem não dispõe do necessário, além de ser um ato de amor ao próximo, coloca a pessoa em uma situação diferente da habitual. O trabalhador do bem expõem-se à opinião pública em nova posição, assumindo postura diferente de outros papéis que desempenha na sociedade.
Os que ocupam cargos de comando, se vêem na condição de pedir, de posicionar-se "abaixo" da população, de submeter-se ao arbítrio dos outros no que se refere a doar ou a negar a colaboração solicitada.

Pode-se identificar chefes  estendendo o apelo da beneficência a subordinados; empregados abordados por patrões. Essa situação imprevista em que, por vezes, se defrontam esses que ocupam cargos relevantes na vida civil, representa preciosa oportunidade de reflexão sobre suas posturas, palavras e ações diárias.

Naturalmente surge no íntimo, pergunta desse tipo: estou cumprindo com meus deveres perante meu subordinado? Estou remunerando os serviços prestados adequadamente? Estou em dia com minhas obrigações?

Nessas situações, os superiores são induzidos a reverem, a reavaliarem eventuais apegos à títulos e posições. Se esse trabalhador é espírita, se tem consciência da reencarnação, encara o ato de pedir como forte lembrança sobre a brevidade da vida atual. Recorda que em existências pretéritas poderia ter sido inferior, ter ocupado posição de um serviçal ou que pode vir a ocupá-la em reencarnação futura.

Desapego às posições constitui em regra, grande desafio aos que se filiam ao Cristianismo. A campanha do quilo apresenta-se como forte auxiliar do candidato à conquista do própria felicidade.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Fortuna

Anda a Fortuna por uma praça,
Fala à Ventura com riso irmão,
E mais adiante topa a Desgraça,
E altiva e rude lhe esconde a mão.

Vaidosa e bela, dá preferência
Ao torpe egoísmo acomodatício,
E entre as virtudes, na existência,
Escolhe sempre flores do vício.

E assim prossegue na desmarcada
Carreira louca do vão prazer,
Como perdida, e já sepultada,
No esquecimento do próprio ser.

Depois, cansada e já comovida,
Quando só pede luz e amor,
Acorre à Morte por dar-lhe a Vida,
E vem a Vida por dar-lhe a Dor.

João de Deus - espírito

Página psicografa por F. C. Xavier - do livro Parnaso de Além Túmulo - Edição FEB.

domingo, 16 de setembro de 2012

Espaço do legionário


PEQUENINO SER


VI UM PEQUENINO SER

SEUS OLHOS SONHAVAM

SUA ALMA GRITAVA 

A SOLIDÃO, O QUE FAZER?

POBRE CRIANÇA!

VIOLENTADA PELA VIDA

PROFUNDAMENTE DESILUDIDA

A DOR LHE PERSEGUIA.

CLARA É A REALIDADE DO SEU SER

SOZINHA,ABATIDA,NADA PARA COMER.

SUA ALMA IMPLORA,ME AJUDEM!

EU SÓ QUERO UM POUCO DE ATENÇÃO

UM PEDAÇO DE PÃO!

SINTO FRIO! QUEM ME AQUECE É O CHÃO.


 UM ESPÍRITO AMIGO

Contribuição: Joana Darque – Escola Espírita Pedro Carneiro

domingo, 2 de setembro de 2012

Salvani e Slizgol

Esse artigo foi escrito para marcar a centésima postagem do Blog da Campanha do Quilo. Procura fazer um paralelo entre dois episódios históricos das campanha do quilo.

O primeiro episódio ocorreu na antiga Itália, na época de Dante Alighieri. O segundo em Vilnius ou, como nós e os franceses a denominamos: Vilna, na Lithuânia (um dos países bálticos, situado na Europa Oriental), na época de Allan Kardec.

O trabalho de Dante, A Divina Comédia, marcou o pensamento de vários séculos na cultura ocidental, e contribuiu para a evolução de diversos povos. Esse trabalho relata as visitas que Dante empreendeu no mundo espiritual a regiões de punição, de reeducação e de felicidade. Na companhia do poeta latino Virgílio, percorreu ambientes no pós morte que denominou "Inferno" e "Purgatório".

Visitou também o "Paraíso", não mais em companhia de Virgílio, tendo em conta que este último era pagão e, segundo a tradição católica, os pagãos não poderiam acessar as regiões celestiais.
Nessa visita, Dante foi guiado por Beatriz uma jovem cristã, falecida ainda jovem, que na terra havia sido o amor da vida de Dante.

Em sua passagem pelo Purgatório, Dante reconheceu Provenzan Salvani, o orgulhoso chefe dos gibelinos de Siena que, após a batalha de Montaperti propôs a destruição de Florença. Entretanto o nobre vencedor também havia voluntariamente se submetido a pedir ajuda as passantes na praça de Siena do Século XIV para libertar um amigo da prisão onde os guelfos o haviam metido. Carlos d'Anjou, pela libertação, exigiu uma fiança de dez mil florins. Recursos que Salvani não possuía. Eis segundo citação de Antonio Alves o registro contido na Divina Comédia:

( A Divina Comédia - 1304 à 1321) Canto XI- Os Orgulhosos :Espíritos de Omberto , Oderisi e Salvani. 
Provenzano Salvani, teve a pena reduzida apesar dos erros e soberba por ter pedido esmola para tirar o amigo da prisão: - Quando ele estava no seu apogeu - disse Oderisi - ele se humilhou por um amigo, que cumpria pena na cadeia de Carlos de Anjou. Colocando de lado toda a vergonha para resgatar o amigo da prisão, ele pediu esmolas aos que passavam na praça de Siena. Foi esse ato que o libertou da espera.
Pode-se apreciar na obra "Grandes Personagens da História Universal" da Editora Abril Cultural uma tela do pintor Amós Cassioli - Pal. Comunal de Siena, retratando a mendicância de Salvani.





Nos próximos séculos, o livro que marcará a nova era dos estudos das penas e recompensas, tanto no pós morte como na vida atual, será "O Céu e o Inferno" de Allan Kardec. Nesta obra valiosíssima, a humanidade receberá os necessários esclarecimentos sobre os mecanismos da Lei Divina sobre este tema palpitante.

Refere-se Kardec a um judeu-lituano, que viveu no Séc. XIX. Após sua morte, em 1865, o personagem referido informou em comunicação mediúnica na Sociedade Espírita de Paris, que em tempos remotos, havia sido um soberano que governava tiranicamente, como um algoz. Dotado de caráter avaro, sensual e violento, abusava do poder para subjugar os fracos. Subordinava empregos, trabalhos e dores a serviço das próprias paixões.
Cobrava uma uma dízima até mesmo do produto da mendicância.

Segundo suas próprias palavras: "...fui tudo quanto se pode imaginar de mais cruel, em relação ao sofrimento e à miséria alheia. "

Naquela experiência reencarnatória, ao final da vida, experimentou sofrimentos horrorosos e no mundo espiritual, precisou sofrer durante trezentos e cinquenta anos para entender que a vida deve ser aplicada na prática do Bem.

Após arrepender-se profundamente, orou humildemente ao Pai Eterno e pediu que obtivesse nova oportunidade para vivenciar em si próprio os sofrimentos infligidos ao próximo.
Cedo experimentou a orfandade, viveu sozinho, sem amor, sem afeições, suportou brutalidades, que no passado havia imposto aos outros. Passou a ajudar o próximo, inclusive com sacrifício das próprias necessidades.

Kardec descreveu, nos seguintes termos a mais recente encarnação de Szimel Slizgol:
"Este não passou de um pobre israelita de Vilna, falecido em maio de 1865. Durante 30 anos mendigou com uma salva nas mãos. Por toda a cidade era bem conhecida aquela voz que dizia: “Lembrai-vos dos pobres, das viúvas e dos órfãos!” Por essa longa peregrinação Slizgol havia juntado 90.000 rublos, não guardando, porém, para si um só copeque. Aliviava e curava os enfermos; pagava o ensino de crianças pobres; distribuía aos necessitados a comida que lhe davam. A noite, destinava-a ele ao preparo do rapé, que vendia a fim de prover às suas necessidades, e o que lhe sobrava era dos pobres. Foi só no mundo, e no entanto o seu enterro teve o acompanhamento de grande parte da população de Vilna, cujos armazéns cerraram as portas."

As primeiras palavras da comunicação de Slizgol foram:


" Excessivamente feliz, chegado, enfim, à plenitude do que mais ambicionava e bem caro paguei, aqui estou, entre vós, desde o cair da noite.
Agradecido, pelo interesse que vos desperta o Espírito do pobre mendigo, que, com
satisfação, vai procurar responder às vossas perguntas."


Entre tantas lições desta comunicação, destacamos:

"A pressão moral exercida pela prática do bem, sobre a Humanidade, é tal que, por mais materializada que esta seja, inclina-se sempre, venera o bem, a despeito da sua tendência para o mal."

(As citações de O Céu e o Inferno são da 60 ª Edição Editora FEB - tradução de Manoel Quintão)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Mensagem recomendada para campanha do quilo


Aborto delituoso

Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião.
Homicídios que convulsionam a imprensa e mobilizam largas
equipes policiais...
Furtos espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância...
Assassínios, conflitos, ludíbrios e assaltos de todo jaez criam a guerra 
de nervos, em toda parte; e, para coibir semelhantes fecundações de 
ignorância e delinqüência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas, 
organiza-se o trabalho forçado e em algumas nações a própria 
lapidação de infelizes é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão.
Todavia, um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade
com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico
ou no regaço da Natureza...
Crime estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar
piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos
da reação.
Referimo-nos ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam 
a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência,
antes que possam sorrir para a bênção da luz.
Homens da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados
à exaltação do amor e da vida, abstende-vos de semelhante
ação que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho!
Fugi do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio
seio, porque os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da
Providência, assomantes no lar em vosso próprio socorro, e, se
não há legislação humana que vos assinale a torpitude do infanticídio,
nos recintos familiares ou na sombra da noite, os olhos
divinos de Nosso Pai vos contemplam do Céu, chamando-vos,
em silêncio, às provas do reajuste, a fim de que se vos expurgue
da consciência a falta indesculpável que perpetrastes.

Emmanuel

(Mensagem psicografada por F.C. Xavier, constante do livro Religião dos Espíritos - Editora FEB- Federação Espírita Brasileira)

domingo, 5 de agosto de 2012

Posicionamento da Fraternidade do Quilo

Muitas vezes os amigos nos dizem: desejaria contribuir para a melhoria social do nosso país, da nossa cidade, mas nem sei como começar. Outros afirmam-se impotentes para realizar ações meritórias, de amparo a crianças e idosos necessitados.

Um amigo observou, certa feita, uma criança caída no chão. Não sabia o que fazer. Sentia-se, segundo ele mesmo declarou, impotente para ajudar. Passou à distância, meditava sobre sua situação de profissional de nível superior, bem aquinhoado, bem nascido, que recebera boa educação, dedicação e atenção dos pais.... Mas aquela criança não recebera o mesmo apoio. Seria, portanto, justo dividir o pão, oferecer alguma esperança a uma criança abandonada, mitigar-lhe as dificuldades.

Mas como fazer.
O amigo a que me referi, saiu para sua residência confortável e foi passar a noite junto aos entes queridos. Mas uma inquietação passou a habitar em sua mente: e as crianças pobres? Tenho meus deveres familiares e profissionais, não posso administrar uma creche, um lar de crianças, dizia para consigo próprio.

A Fraternidade da Campanha do Quilo, tem justamente a função de unir três grupos de pessoas - o grupo dos pobres necessitados, dos administradores de casas de caridade e dos que, ocupados com seus afazeres, dizem-se incapazes de ajudar, mas gostariam muito...

Por meio da campanha do quilo, os profissionais, que só tem o domingo livre, podem reservar algumas horas para colocar o saco às costas e a mochila na mão e pedir para as creches e lares de velhinhos. Não se lhes pede que sacrifiquem seus trabalhos profissionais, nem mesmo suas diversões junto às suas famílias. Pode-se realizar a campanha do quilo, uma, duas, três, quatro ou mais vezes por mês, a pessoa é sempre livre para programar-se, para reservar alguns dias ao seu critério para ajudar.

Assim, teremos casas de caridade mais equilibradas, com manutenção garantida, crianças amparadas, menos necessitados nas ruas e os que já despertaram suas sensibilidades para o sofrimento alheio com suas consciências tranquilas por participarem da grande obra do amor ao próximo.

É assim que a Fraternidade do Quilo não é um lar de idosos, uma creche ou outra entidade que ajude direta e diariamente os necessitados, mas uma entidade de apoio às obras beneméritas. Faz exatamente esse "meio de campo": está presente na sociedade, nas repartições, nos centros espíritas, por intermédio dos trabalhadores do quilo, convidando as pessoas para colaborarem nos trabalhos assistenciais. Possibilitando a todos a ação de ajudar os caídos conforme suas possibilidades.



terça-feira, 31 de julho de 2012

PATERNIDADE


No segundo domingo de agosto comemora-se o dia dos pais. Aproveitamos a oportunidade para recordar as reflexões contidas em O Livro dos Espíritos sobre a paternidade. Há quem diga que o livro básico da Filosofia Espírita é um dos maiores tratados de Sabedoria que a Humanidade já possuiu. Os que ainda não tiveram oportunidade de ler e meditar sobre os grandiosos ensinamentos contidos neste compêndio poderão apreciar uma pequena amostra. Extraímos um trecho da Segunda Parte, Capítulo X, “Das Ocupações e Missões dos Espíritos”. Vejamos:

582. Pode-se considerar como missão a paternidade?

“É, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem, e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização débil e delicada,que o torna propício a todas as impressões. Muitos há, no entanto, que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho. Se este vier a sucumbir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem.”

583. São responsáveis os pais pelo transviamento de um filho que envereda pelo caminho do mal, apesar dos cuidados que lhe dispensaram?

“Não; porém, quanto piores forem as propensões do filho, tanto mais pesada é a tarefa e tanto maior o mérito dos pais, se conseguirem desviá-lo do mau caminho.”

a) Se um filho se torna homem de bem, não obstante a negligência ou os maus exemplos de seus pais, tiram estes daí algum proveito?

“Deus é justo.”

(KARDEC, Allan – O Livro dos Espíritos – 76ª Edição FEB – Federação Espírita Brasileira)

Se possuíssemos consciência dessas verdades, a Humanidade sofreria menos, teríamos menos problemas sociais, psicologicos e comportamentais.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Escola Central da Campanha do Quilo do Rio de Janeiro

Após a publicação do Livro de Elias Sobreira, "A Campanha do Quilo ou o Bom Combate", surgiram instituições beneficentes espíritas promotoras na Campanha do Quilo. Foram enviados livros para diversas instituições espíritas no Brasil. No Rio de Janeiro, o coidealista Ederson Pereira Silva recebeu um exemplar, fez a leitura da obra, analisou os fundamentos da campanha do quilo, entrou em contato epistolar com Elias Sobreira.

Iniciou-se uma troca de correspondências edificante. Ederson, após receber grande incentivo de Elias Sobreira que à época contava mais de setenta anos, decidiu fundar uma Escola do Quilo no Rio de Janeiro.

Em 1980 Ederson esteve em Recife, visitou a Escola do Quilo de Pernambuco, Casa dos Espíritas, Núcleo Espírita Investigadores da Luz, Lar Ceci Costa, Casa dos Humildes e principalmente fez diversas entrevistas com Elias Sobreira.

O resultado desses contatos foi a efetiva fundação da Escola Central da Campanha do Quilo do Rio de Janeiro. Em dezembro de 1981, partiu uma caravana de trabalhadores da Escola do Quilo de Pernambuco: Heleno Vidal, Isoláquio Mustafa Filho, Louise Mustafa, Luzinete Oliveira, Rivaldo Melo, Lenilda Melo, Vera Lúcia Gonçalves para visitar a ainda jovem instituição carioca.

O grupo teve oportunidade de participar de debates com os legionários de diversas instituições do Rio de Janeiro, inclusive do Abrigo Creche Nazareno, berço da campanha do quilo no Brasil.

Os anos rolaram e neste mês de Junho/2012, o companheiro Isoláquio visitou a Escola Central da Campanha do Quilo do Rio de Janeiro e o Abrigo Creche Nazareno. Encontrou a Escola com uma bela, apesar de simples, sede no bairro de Paciência.


Placa da Escola do Quilo do Rio de Janeiro



Deixou-se retratar junto ao atual presidente da instituição, o companheiro Orlando verificou que os trabalhos de amor ao próximo estão vivos e que há uma grande necessidade de união dos trabalhadores do quilo no Brasil.




Isoláquio visitou o Abrigo Nazareno, hoje transformado em uma instituição para onde convergem eventos interinstitucionais espíritas e onde se presta belo trabalho de educação e de orientação moral para crianças da redondeza. O Abrigo Nazareno também mantém diversas atividades doutrinárias.






Nessa segunda visita, tivemos o apoio fraterno e incondicional do diretor da Escola do Quilo do Rio de Janeiro, Wellington Carvalho. Abaixo, foto do Wellington quando visitava o Abrigo Nazareno:



E, foi com o coração tomado de júbilo que Isoláquio comunicou-se com Ederson Pereira Silva. Não foi possível um contato pessoal, tendo em vista que Isoláquio tinha apenas um dia no Rio e que Ederson atualmente mora a grande distância, no bairro de Jacarepaguá. A comunicação foi via telefônica e Isoláquio testemunhou que, mesmo portador de deficiência visual que o impede de ler, Ederson continua um entusiasta do bem; amigo, fraterno e otimista.

sábado, 9 de junho de 2012

Campanha recomendada

Aos segundos domingos de cada mês, várias instituições promovem a campanha do quilo. Hoje, apresentamos a Creche do Cenáculo Espírita Casa de Maria, onde se realiza a campanha aos segundos e quartos domingos de cada mês.


Reunimo-nos às 08h00 da manhã para a reunião preparatória, necessária para todo o participante, e retornamos à sede do Cenáculo às 11h00 para apuração, registro da arrecadação e prece final.

Todos estão convidados.

O Cenáculo localiza-se à Rua Marquês de Baependi, 219 em Campo Grande - Recife - PE.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Busca do equilíbrio interior



A partir do próximo dia 15, Isoláquio, se Deus assim o permitir, representará a Fraternidade do Quilo em algumas instituições do Rio de Janeiro, da Holanda e da Alemanha.

Está prevista uma palestra no GEON - Grupo Espírita O Nazareno, localizado na cidade de Enschede - Holanda. A palestra será em português, mas será acompanhada por Mateus Heezen, espírita residente na Holanda, que possui dupla nacionalidade - brasileira e holandesa, que fará tradução simultânea. Isoláquio propôs incluir na palestra a seguinte vivência:


Por volta de 1989, estive em uma grande cidade brasileira, uma capital de estado, em missão profissional.
Durante as noites e os finais de semana procurava reuniões espíritas. Certa noite, proferi uma palestra na sede da Federação Esírita do Estado a que me refiro, havia poucas pessoas na platéia. Falei sobre o Espiritismo e sobre a campanha do quilo, fiz a divulgação do livro de Elias Sobreira – A Campanha do Quilo ou o Bom Combate.
Um jovem presente, após a reunião interessou-se pela campanha do quilo. Entreguei-lhe um exemplar do livro de Elias Sobreira.
Um ano depois o cidadão a quem eu havia entregue o livro esteve em Recife, entrou em comunicação comigo. Desejava conhecer Elias Sobreira. Dirigimo-nos, após contato telefônico, à residência de Sobreira que, à época, contava mais de setenta anos. O rapaz disse que havia lido o livro e gostaria de fazer a campanha. Sobreira como sempre dirigiu acaloradas palavras de incentivo ao jovem.
Três anos depois voltei à cidade onde residia o leitor do Livro “O Bom Combate”. Ele havia fundado uma instituição espírita especializada na prática do Bem. Uma vez por mês, em um domingo pré-agendado, realizava a campanha do quilo, em outro domingo, também uma vez por mês, reunia em suas dependências os mendigos da rua. Banhava-os, cortava-lhes o cabelo, oferecia roupas, alimentos e instrução moral. Uma vez por semana, reunia os amigos, preparava um caldeirão de sopa e saía distribuindo nas ruas para os pobres.
Quatro anos depois, retornei àquela instituição. Era uma sexta-feira, havia um grupo de pessoas preparando dois caldeirões de sopa, reuniam-se alegremente, conversavam. Explicavam-me que a sopa só ficava preparada por volta das 21 horas. Quando o relógio marcou 21 hs, reuniram-se proferiram uma prece e saíram às ruas com os caldeirões nos porta-malas dos carros dos voluntários, um violão para cantarem com os mendigos e fazerem preces cantadas.
Ajudei a colocar um dos caldeirões em um dos automóveis; uma das voluntárias estava com fome, pegou um recipiente e retirou um pouco de sopa para si. A noite estava esplêndida. Céu estrelado, limpo. Demandamos praças e ruas. Entramos em uma delegacia de polícia, visitamos uma sela superlotada. Falamos aos penitentes de amor, Evangelho e Esperança. Oferecemos sopa. Eles aceitaram. Foi recomendado às voluntárias do sexo feminino que mantivessem distância das selas, de modo a não serem alcançadas pelos detentos.
Fizemos uma oração, prosseguimos nas ruas. Mais adiante em uma praça, os voluntários com mãos dadas formaram um círculo. Convidamos mendigos, para aproximarem-se. Duas pobres jovens que ganhavam a vida vendendo prazeres, andavam nas proximidades; convidâmo-las para participarem da oração e depois da sopa. Umas das jovens usava roupas exageradamente sensuais. Independentemente da posição ou forma de ganhar a vida, recebemos todos como irmãos. Chamou-me a atenção o fato de uma senhora voluntária segurava as mãos de uma daquelas irmãs, daquela mesma que, chamava a atenção pelos seus trajes. Fizemos uma prece, lemos um mensagem, cantamos uma música cristã. Oferecemos sopa que foi aceita pelos necessitados.
Considerei uma bela atitude nessa cidade, localizada em uma região onde havia muitos preconceitos, uma senhora de destaque social, professora universitária, após oferecer-se para distribuir alimentos ao pobres recebe com carinho e naturalidade as irmãs, que por serem vítimas do egoísmo e do sensualismo de nossa sociedade, entregam-se à única forma de sobrevivência que estivera ao seu alcance, o comércio do próprio corpo.

Visitamos diversos mendigos e finalmente chegamos ao local onde a última refeição seria servida. Era uma praça, havia muitos mendigos. Aproximamo-nos deles. O céu estava inspirador, cheio de estrelas; beirava a meia noite. Chamamos os mendigos, distribuímos as sopas, exceto uma jovem pobre, os necessitados receberam a sopa, a quantidade não foi suficiente para atender a todos.

O dirigente da reunião após entoar uma bela canção cuja letra era a oração de São Francisco, pediu que eu lesse a mensagem. Estava diante da jovem que não havia recebido a sopa. Observei-a. Era uma mulher derrotada pelo desprezo e pelo alcoolismo. Possuía uma expressão de inocência. Cabelos desgrenhados, mal tratados, sujos, corpo também mal tratado. Meu coração havia sido tocado de compaixão por aquela mulher. Disse-lhe: eu te ofereço essa mensagem. Antes mesmo que eu começasse a ler a mensagem, um fluxo de lágrimas brotou dos seus olhos. Enquanto lia a mensagem psicografada por Chico Xavier ela baixava a cabeça e chorava silenciosamente. Ao terminar a leitura, perguntei se poderia dar-lhe um abraço fraterno. Ela consentiu, abraçei-a. Ela chorou mais e me agradeceu. Não pude ofertar nada para ela exceto o abraço fraterno e a leitura da mensagem.

Ao encerramento dos trabalhos, pedi carona a um dos trabalhadores; eu estava hospedado em um bairro distante. No dia seguinte meditei: que sensação de felicidade sinto. Todos os meus problemas são pequenos; como a caridade e a beneficência inundam nosso coração de luz e de saúde, e impedem que a tristeza e que todos os distúrbios emocionais, visitem nossos sentimentos!
Por isso disse Jesus:
"Vinde a mim vós todos que vos achais fatigados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o  meu jugo, aprendei de mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis repouso para vossas almas. Porque, o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." MATHEUS - Cap. XI v. 28-30.

Obrigado Jesus.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Extensões da Campanha do Quilo.


A atividade da campanha do quilo dá margem ao desenvolvimento de outras tarefas beneméritas. Sempre que encontramos pessoas em miseráveis condições, doentes, acamadas, necessitadas de assistência, mandam as normas que devemos anotar nome e endereço, levar à escola do quilo para as providências cabíveis.

Nos dias de hoje, como o movimento da campanha cresceu muito, costuma-se levar ao conhecimento da instituição espírita promotora da campanha. Assim, as ações de amor ao próximo já intensas e meritórias durante a campanha, se ampliam. Podemos aliviar a dor. A campanha favorece, como nenhuma outra atividade a possibilidade de identificação do sofrimento humano. É evidente que abordar a todos nas ruas, a todas as residências que estiverem ao nosso alcance, constitui a genuína pesquisa de campo dos que precisam de ajuda.

Visitar os lares de idosos beneficiados ou não beneficiados pela campanha, é também ato de grande mérito e resulta em um bem estar celestial. Visitar as velhinhas nos abrigos, aplicar-lhes passe, aliviar perturbações, dores e até problemas de saúde é outra linda extensão da campanha do quilo. Visitar creches, participar, com humildade da administração dessas instituições é grande contribuição para construção de um mundo melhor.

Pessoas que, gostariam de realizar obras beneméritas mas, por diversas razões não realizam a campanha, podem participar das Extensões da Campanha do Quilo. Grandes ações de amor são efetivadas. Deus, neste momento disponibiliza oportunidades preciosíssimas aos que desejam melhorar seu proceder, reduzir o Egoísmo e o Orgulho; ampliar o amor e a fraternidade em si mesmos.

domingo, 6 de maio de 2012

Mensagem - Sugestão para impressão

Caros amigos, enviamos sugestão de mensagem em homenagem ao dia das mães. Essa sugestão é dirigida principalmente para as instituições espíritas que mandam imprimir mensagens para distribuição na campanha do quilo.

A título de recordação, esses panfletos deverão constar o nome do autor e, se for o caso, do médium receptor, o livro de onde foi extraída a mensagem, bem como a editora detentora dos direitos autorais do livro.

Pode-se acrescentar umas três linhas com o nome, endereço e os dias de reuniões públicas da instituição espírita responsável pela impressão.


Eis nossa sugestão:




EM LOUVOR DAS MÃES

Emmanuel


O lar é a célula ativa do organismo social e a mulher, dentro dele, é a força
essencial que rege a própria vida.
Se a criança é o futuro, no coração das mães que repousa a sementeira de todos os bens e de todos os males do porvir.
O homem é o pensamento.
A mulher é o ideal.
O homem é a oficina.
A mulher é o santuário.
O homem realiza.
A mulher inspira.
Compreender a gloriosa missão da alma feminina, no soerguimento na Terra, é apostolado fundamental do Cristianismo renascente em nossa Doutrina Consoladora.
Auxiliar, assim, o espírito materno, no desempenho de sua tarefa sublime, constitui obrigação primária de todos nós que abraçamos nos Centros Espíritas novos lares de idealismo superior e que buscamos na Boa Nova do Divino Mestre a orientação maternal para a renovação de nossos destinos.
Nesse sentido, se nos cabe reconhecer no homem o condutor da civilização e o mordomo dos patrimônios materiais na gleba planetária, não podemos esquecer que na mulher devemos identificar o anjo da esperança, ternura e amor, a descer para ajudar, erguer e salvar nos despenhadeiros da sombra, oferecendo-nos, no campo abençoado da luta regenerativa, novos tabernáculos de serviço e purificação.
Glorifiquemos, desse modo, o ministério santificante da maternidade na Terra, recordando que o Todo-Misericordioso, quando se designou enviar ao mundo o seu mais sublime legado para o aperfeiçoamento e a elevação dos homens, chamou um coração de mulher, em Maria Santíssima, e, através das suas mãos devotadas à humanidade e ao bem, à renunciação e ao sacrifício, materializou para nós o coração divino de Nosso Senhor Jesus Cristo, a luz de todos os séculos e o alvo de redenção da Humanidade inteira.

Mensagem extraída do Livro Cartas do Coração – psicografado por F C Xavier – Editora – LAKE – Livraria Allan Kardec Editora.)

NOME DA INSTITUIÇÃO ESPÍRITA
ENDEREÇO
DIAS E HORÁRIOS DE REUNIÕES PÚBLICAS.


Interessante lembrar que, se não for possível distribuir todas as mensagens impressas nas campanhas do quilo, até os últimos dias do período de homenagens, o dirigente da campanha, poderá organizar grupos de trabalhadores para distribuir as mensagens nas ruas, independentemente da realização da campanha.

sábado, 28 de abril de 2012

Espaço do legionário

A campanha do quilo é um trabalho redentor.
Para frente legionários, com assiduidade e amor!

Com os sacos brancos às costas,
Palmas às portas a bater,
Cumpre o legionário, com amor,
Seu verdadeiro dever.

Mensagem inspirada a Leandro Augusto da Silva

sábado, 21 de abril de 2012

UM CASO DE PREVENÇÃO DO SUICÍDIO



Um método de trabalho adotado pela Fraternidade do Quilo, baseado na ação de Elias Sobreira é visitar  instituições espíritas com o objetivo de incentivar a campanha do quilo. Atualmente, ainda adotamos essa forma de trabalho, que resulta em benefícios espirituais e materiais em favor dos necessitados.

Nessas visitas, encontramos companheiros, já experientes no trabalho que nos relatam casos em que, algumas pessoas foram dissuadidas de ideias suicidas durante a campanha do quilo.
Recentemente, estivemos visitando um grupo de valorosos trabalhadores do Espiritismo e da Campanha do Quilo. Conversávamos com a dirigente da campanha, quando, sem que levantássemos o tema do suicídio, ela nos relatou que durante a realização da campanha do quilo em favor de uma instituição assistencial espírita, bateu à porta de uma bela e confortável residência. A legionária lançou o apelo em favor dos necessitados. Abordada, uma senhora residente explicou que se encontrava em situação desesperadora e que logo mais iria tomar banho, preparar-se e em seguida incendiar a própria casa.

A nossa amiga trabalhadora da campanha, nos disse: pedi licença para adentrar a residência; a partir daí, “acabou-se” a campanha: vinte ou trinta minutos restantes foram usados para conversas e desabafos. Essa senhora, apesar da situação de aparente tranquilidade, queixava-se continuamente da situação financeira. Percebia-se em sua expressão, um emaranhado de problemas de ordem patológica e emocional;  destacava com ênfase que vivia muitos problemas financeiros.

Após a dona da casa relacionar suas dificuldades, a legionária sempre trazendo uma palavra de esperança, de fé, demoveu a senhora da idéia insana do suicídio.
De nossa parte, procuramos fazer preces pela irmã deprimida. Recomendamos à legionária que prosseguisse realizando vibrações e preces em nome de Jesus.

Acreditamos que a senhora, antes desesperada e triste encontrou uma tábua de salvação por meio da campanha do quilo.

Suponhamos que, naquele dia, o centro espírita, por razões não justificadas, decidisse não realizar os pedidos de porta em porta. Poderíamos ter a tristíssima notícia de um suicídio e de várias residências incendiadas, dado que a senhora, que alimentava pensamentos autocidas, reside em uma habitação em meio a muitas outras casas conjugadas.

Agradeçamos pois ao Senhor da Vida que nos ofereceu a Campanha do Quilo como valiosa atividade que divulga o bem, consola os sofredores, leva a fé aos incrédulos e a esperança aos desesperados.

A bem da verdade, a campanha do quilo não acabou quando a legionária interrompeu a atividade de pedir por que consolar desesperados, conduzi-los a um estado de espírito sereno e confiante é um dos maiores objetivos da campanha.

A nossa amiga dirigente da campanha do quilo concluiu: “nunca a humanidade precisou tanto de Deus quanto agora! Feliz dessa senhora por alguém lhe ter batido à sua porta num instante crucial. Este tema (suicídio) deveria ser muito debatido nos centros espíritas."

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Homenagem da Fraternidade do Quilo ao Livro dos Espíritos

A Doutrina Espírita

O Editor Dentu acaba de publicar uma obra deveras notável; diríamos mesmo bastante curiosa, mas há coisas que repelem toda qualificação banal.  


O Livro dos Espíritos, do Sr. Allan Kardec, é uma página nova do grande livro do infinito, e estamos persuadidos de que um marcador assinalará essa página. Ficaríamos desolados se pensassem que acabamos de fazer aqui um anúncio bibliográfico; se pudéssemos supor que assim fora, quebraríamos nossa pena imediatamente. Não conhecemos absolutamente o autor, masconfessamos abertamente que ficaríamos felizes em conhecê-lo. Aquele que escreveu a introdução que inicia O Livro dos Espíritos deve ter a alma aberta a todos os sentimentos nobres. 


Aliás, para que não se possa suspeitar de nossa boa-fé e nos acusar de tomar partido, diremos com toda sinceridade que jamais fizemos um estudo aprofundado das questões sobrenaturais. Apenas, se os fatos que se produziram nos causaram admiração, pelo menos jamais nos levaram a dar de ombros. Somos um pouco dessas pessoas que se chamam de sonhadores, porque não pensamos absolutamente como todo o mundo. A vinte léguas de Paris, à noite sob as grandes árvores, quando não tínhamos em torno de nós senão choupanas esparsas, pensávamos naturalmente em qualquer coisa, menos na Bolsa, no macadame dos bulevares ou nas corridas de Longchamp. Diversas vezes nos interrogamos, e isto muito tempo antes de ter ouvido falar em médiuns, o que haveria de passar no que se convencionou chamar o Alto. Outrora chegamos mesmo a esboçar uma teoria sobre os mundos invisíveis, guardando-a cuidadosamente para nós, e ficamos muito felizes de reencontrá-la quase por inteiro no livro do Sr. Allan Kardec.


 A todos os deserdados da Terra, a todos os que caminham e caem, regando com suas lágrimas o pó da estrada, diremos: Lede O Livro dos Espíritos; isso vos tornará mais fortes. Também aos felizes, aos que pelos caminhos só encontram os aplausos da multidão ou os sorrisos da fortuna, diremos: Estudai-o; ele vos tornará melhores.


O corpo da obra, diz o Sr. Allan Kardec, deve ser reivindicado inteiramente pelos Espíritos que o ditaram. Está admiravelmente classificado por perguntas e por respostas. Algumas vezes, estas últimas são sublimes, e isto não nos surpreende; mas, não foi preciso um grande mérito a quem as soube provocar?
Desafiamos a rir os mais incrédulos quando lerem este livro, no silêncio e na solidão. Todos honrarão o homem que lhe escreveu o prefácio.   


A doutrina se resume em duas palavras: Não façais aos outros o que não quereríeis que vos fizessem. Lamentamos que o Sr. Allan Kardec não tenha acrescentado: e fazei aos outros o que gostaríeis que vos fosse feito. O livro, aliás, o diz claramente e a doutrina, sem isto, não estaria completa. Não basta não fazer o mal; é preciso também fazer o bem. Se apenas sois um homem de bem, não tereis cumprido senão a metade do vosso dever. Sois um átomo imperceptível desta grande máquina que se chama mundo, onde nada deve ser inútil. Sobretudo, não nos digais que se pode ser útil sem fazer o bem; vernos-íamos forçados de vos replicar por um volume. 


Lendo as admiráveis respostas dos Espíritos na obrado Sr. Kardec, dissemos a nós mesmos que haveria um belo livro a escrever. Bem depressa reconhecemos que nos havíamos enganado: o livro já está escrito. Apenas o estragaríamos se tentássemos completá-lo.
Sois homem de estudo e possuís a boa-fé, que não pede senão para se instruir? Lede o Livro Primeiro sobre a Doutrina Espírita. 


Estais colocado na classe dos que só se ocupam consigo mesmos e que, como se diz, fazem os seus pequenos negócios muito tranqüilamente, nada vendo além dos próprios interesses? Lede as
Leis Morais.


 A desgraça vos persegue com furor, e a dúvida vos envolve, por vezes, com o seu abraço gelado? Estudai o Livro Terceiro: Esperanças e Consolações.  


Todos vós que abrigais nobres pensamentos no coração e que acreditais no bem, lede o livro do começo ao fim. 


Se alguém nele encontrasse matéria para zombaria, nós o lamentaríamos sinceramente.

G. du Chalard

(Revista Espírita – Jan/1858) – Tradução Evandro Noleto Bezerra – edição - FEB

domingo, 15 de abril de 2012

Destinação da arrecadação da campanha do quilo


Atualmente, os Estatutos da Fraternidade admitem a realização de campanha do quilo para assistir a comunidades carentes. Anteriormente é que se fazia campanha exclusivamente para creches e lares de idosos.

Dessa forma, se a diretoria da instituição desejar, poderá realizar a campanha para as famílias carentes. Para que essa campanha seja adesa à Fraternidade, é necessário apresentar um pedido formal. A Fraternidade fornecerá crachás e um talão de ata que será preenchido com o total da arrecadação em dinheiro e em gêneros ao final de cada campanha. Anualmente as instituições adesas enviam um relatório com resumo das arrecadações, o trabalho realizado e solicitação de renovação da adesão à Fraternidade.

As creches espíritas são instituições dirigidas por pessoas de boa vontade com o sentimento cristão de ajudar a crianças em condições de risco sócio-moral. Raros são os trabalhadores que se desprendem dos interesses transitórios para, abnegadamente, ampararem as crianças. Muitas atividades são necessárias ao bom desempenho da missão das creches.

Dirigentes, algumas vezes sentem-se sobrecarregados e é aí que se percebe a importância da campanha do quilo para essas instituições. Quando levamos o produto da campanha para as creches, estamos demonstrando solidariedade para com a luta nobre e difícil desses apóstolos do bem. Eles sentem como que os legionários do quilo fossem arrimos, apoios abençoados. Há, inclusive, alguns que dizem que sem a campanha do quilo a instituição não poderia subsistir.

Recorde-se o pensamento de um nobre vulto da Humanidade: Eduque-se as crianças hoje e não haverá necessidade de castigar os adultos amanhã.

DICA DO QUILO VI - Retorno à instituição promotora da campanha.

Por padrão, a campanha do quilo inicia-se às 08hs, realiza-se uma reunião preparatória de 30 min. Segue-se  a parte prática, nas ruas. Às 11 hs os trabalhadores deverão encerrar as atividades na praça pública e retornar à instituição que promove a campanha do quilo.

Necessário lembrar que, encerrados os pedidos, a campanha ainda não está encerrada. É necessário contar o dinheiro arrecadado, pesar os gêneros e material recolhido, consignar em ata, ou formulário distribuído pela Fraternidade do Quilo e enviar o produto da arrecadação com o formulário preenchido e assinado para a instituição beneficiada. Esse encerramento será motivo de detalhamento em próximo artigo.

Como dizíamos às 11hs os trabalhadores retornam à instituição patrocinadora. Todos deverão retornar para avaliar a arrecadação e fazer a prece final. Durante o retorno observa-se que muitas pessoas carregam pesos às vezes quase que insuportáveis; outros têm problemas de saúde. Por isso, alguns solicitam a ajuda dos companheiros.

Antes mesmo que os mais velhos e portadores de algum problema físico solicite, deve-se oferecer ajuda aos amigos sobrecarrecados. Havendo um automóvel que esteja disponível para levar o material recolhido, todos devem depositar no referido automóvel a arrecadação e rumarem para a instituição.

Deve-se evitar conversas paralelas e, até às 11hs todos devem manter-se empenhados no trabalho, pode-se continuar pedindo nas casas ou mesmo aos transeuntes. É preciso aproveitar o tempo disponível, se  deixarmos de abordar alguém, corremos o risco de não assistir pessoas necessitadas de uma mensagem e de exemplificação do bem; poderemos perder belíssimas oportunidades de ajudar o próximo em nome de Jesus. Lembremos que os contribuintes da campanha são muito beneficiados do ponto de vista espiritual, pois realizam um belo ato de caridade e de desprendimento.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Aborto Criminoso


- Reconhecendo-se que os crimes do aborto provocada criminosamente surgem, em esmagadora maioria, nas classes mais responsáveis da comunidade terrestre, como identificar o trabalho expiatório que lhes diz respeito, se passam quase totalmente despercebidas da justiça humana?
Temos no Plano Terrestre cada povo com o seu código penal apropriado à evolução em que se encontra; mas, considerando o Universo em sua totalidade como Reino Divino, vamos encontrar o Bem do Criador para todas as criaturas, como Lei básica, cujas transgressões deliberadas são corrigidas no próprio infrator, com o objetivo natural de conseguir-se, em cada círculo de trabalho no Campo Cósmico, o máximo de equilíbrio o com respeito máximo aos direitos alheios, dentro da mínima pena.
Atendendo-se, no entanto, a que a Justiça Perfeita se eleva, indefectível, sobre o Perfeito Amor, no hausto de Deus "em nos que movemos e existimos", toda reparação, perante a Lei básica a que nos reportamos, se realiza em termos de vida eterna e não segundo a vida fragmentária que conhecemos na encarnação humana, porqüanto, uma existência pode estar repleta de acertos e desacertos, méritos e deméritos e a Misericórdia do Senhor preceitua, não que o delinqüente seja flagelado, com extensão indiscriminada de dor expiatória, o que seria volúpia de castigar nos tribunais do destino, invariavelmente regidos pela Eqüidade Soberana, mas sim que o mal seja suprimido de suas vítimas, com a possível redução do sofrimento.
Desse modo, segundo o princípio universal do Direito Cósmico a expressar-se, claro, no ensinamento de Jesus que manda conferir "a cada um de acordo com as próprias obras", arquivamos em nós as raízes do mal que acalentamos para extirpá-las à custa do esforço próprio, em companhia daqueles que se no afinem à faixa de culpa, com os quais, perante a Justiça Eterna, os nossos débitos jazem associados.
Em face de semelhantes fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de créditos e dívidas, pode terminar com aparências de regularidade irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as conseqüências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, a fim de reabilitar-se ante a Harmonia Divina, caminhando, assim, transitoriamente, ao lado de Espíritos incursos em regeneração da mesma espécie.
É dessa forma que a mulher e o homem, acumpliciados nas ocorrências do aborto delituoso, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma a sementeira de males que frutescerão, mais tarde, em regime de produção a tempo certo. Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no ser, à feição de víbora magnética, mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústia e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos Espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino.
No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata àquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção.
Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves. O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesa-maternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, de vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e os obséquios dos Espíritos Amigos e Benfeitores que lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitido num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia.
Dessarte, ressurgem na vida física, externando gradativamente, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como sendo a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana, nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes hemorrágicos de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragipara que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras do órgão germinal em desajuste.
Enqüadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas aparecem, flagelando a vida feminina como sejam o descolamento da placenta eutópica, por hiperatividade histolítica da vilosidade corial; a hipocinesia uterina, favorecendo a germicultura do estreptococo ou do gonococo, depois das crises endometríticas puerperais; a salpingite tubercuksa; a degeneração cística do córto; a salpingooforite, em que o edema e o exsudato fibrinoso provocam a aderência das pregas da mucosa tubária, preparando campo propício às grandes inflamações anexiais, em que o ovário e a trompa experimentam a formação de tumores purulentos que os identificam no mesmo processo de desagregação; os síndromes circulatórios da gravidez aparentemente normal, quando a mulher, no pretérito, viciou também o centro cardíaco, em conseqüência do aborto calculado e seguido por disritmia das forças psicossomáticas que regulam o eixo elétrico do coração, ressentindo-se, como resultado, na nova encarnação e em pleno surto de gravidez, da miopraxia do aparelho cardiovascular, com aumento da carga plasmática na corrente sangüínea, por deficiência no orçamento hormonal, daí resultando graves problemas da cardiopatia conseqüente.
Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores, inocula automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe evidenciarem na existência próxima pela vasta acumulação do antígeno que lhe imporá as divergências sangüíneas com que asfixia, gradativamente, através da hemólise, o rebento de amor que alberga carinhosamente no próprio seio, a partir da segunda ou terceira gestação, porque as enfermidades do corpo humano, como reflexos das depressões profundas da alma, ocorrem dentro de justos períodos etários.
Além dos sintomas que abordamos em sintética digressão na etiopatogenia das moléstias do órgão genital da mulher, surpreenderemos largo capítulo a ponderar no campo nervoso, à face da hiperexcitação do centro cerebral, com inquietantes modificações da personalidade, a ralarem, muitas vezes, no martirológio da obsessão, devendo-se ainda salientar o caráter doloroso dos efeitos espirituais do aborto criminoso, para os ginecologistas e obstetras delinqüentes.
- Para melhorar a própria situação, que deve fazer a mulher que se reconhece, na atualidade, com dívidas no aborto provocado, antecipando-se, desde agora, no trabalho da sua própria melhoria moral, antes que a próxima existência lhe imponha as aflições regenerativas?
- Sabemos que é possível renovar o destino todos os dias.
Quem ontem abandonou os próprios filhos pode hoje afeiçoar-se aos filhos alheios, necessitados de carinho e abnegação.
O próprio Evangelho do Senhor, na palavra do Apóstolo Pedro, advertenos quanto à necessidade de cultivarmos ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobre a multidão de nossos males (1a. Epístola à Pedro, capítulo 4, versículo 8).
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Evolução em Dois Mundos. Pelo Espírito André Luiz. FEB. Capítulo 34

Pode-se concluir que a prática contínua e persistente do bem, o amparo às crianças necessitadas, a ajuda a orfanatos, creches e famílias pobres pode amenizar as consciências daqueles que nesta e em outras vidas provocaram o terrível crime do aborto.

segunda-feira, 19 de março de 2012

SUICÍDIO – UMA ANÁLISE ESPÍRITA



Autocídio, ou suicídio – ato de tirar a própria vida. O Espiritismo, que é a ciência que estuda os espíritos, sua origem, evolução, destino bem como os meios de comunicação que estes possuem de comunicar-se com o mundo corporal, com o nosso mundo, nos ensinam como avaliar esse ato.

Espíritos de suicidas têm se comunicado desde os primeiros tempos do Espiritismo. Encontramos manifestações de suicidas na Revista Espírita, no Céu e no Inferno, etc. Além das comunicações propriamente ditas, existem análises doutrinárias sobre o tema em O Livro dos Espíritos e em O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Há um trabalho mediúnico particularmente interessante intitulado “Memórias de um Suicida” de autoria de Camilo Castelo Branco e enriquecido com conceitos espíritas pelo filósofo poeta León Denis. Esses autores desencarnados transmitiram essa obra por intermédio da mediunidade de Ivone do Amaral Pereira.

Trata-se, portanto de fontes riquíssimas de informações, de fatos muito bem descritos e, há, inclusive alguns averiguados e cujas descrições contidas nas mensagens mediúnicas foram comprovadas por ulteriores investigações (veja-se, por exemplo em O Céu e o Inferno – Francois Simon Louvet).

Como o Espiritismo vê o suicídio?

Como um enorme crime. Ninguém tem o direito de dispor da própria vida. A nossa existência pertence a Deus; somente o Criador pode tirá-la. As consequências do suicídio, no mundo espiritual são terríveis. A necessidade da vida corporal cortada intempestivamente gera sensações tenebrosas. Em alguns casos, os espíritos sofrem como que uma repercussão do estado corporal, sentem os horrores da decomposição e por vezes a sensação de os vermes roerem a própria carne.

O que pode ser feito para confortar, amenizar os grandes padecimentos dos suicidas?

A melhor atitude que podemos adotar em favor do conforto dos suicidas é a prece. A prece do coração, sentida, profunda, dirigida em nome de Deus, aos suicidas. Dizem os espíritos dos suicidas que a prece é como que um orvalho a suavizar suas aflições. Nas reuniões de mediunidade, por vezes, comunicam-se espíritos suicidas que são confortados por meio da palavra fraterna dos espíritos amigos, bem como da utilização dos recursos fluídicos oferecidos pelos encarnados.

Quais as causas, as motivações do suicídio? Que condições representam maior risco de suicídio?

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo nos ensina que a falta de fé no futuro, na continuidade da vida é uma situação que fragiliza o ser diante das provações e das decepções. Nessa circunstância, o homem se encontra mais exposto a cair na loucura ou no suicídio. Diz o Codificador: “A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as ideias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio” - Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap V – nr 16 – 123° edição FEB – Tradução de Guillon Ribeiro.

Análises estatísticas indicam que os transtornos psicológicos, o uso de drogas, de álcool, rede social restrita, acesso aos meios de autodestruição (armas, venenos, etc), comportamento sexual (LBGT, solteiros), ociosidade, representam riscos ao suicídio.
( http://pt.wikipedia.org/wiki/Suicídio ). As obsessões são também fatores importantes de risco.

O que o Espiritismo pode fazer para contribuir com a prevenção do suicídio?

A divulgação do Espiritismo é a melhor forma de prevenir o suicídio. O Espiritismo infunde uma fé sólida aos que se dedicam aos estudos sério e continuado dessa magnífica Doutrina. Além disso, o movimento espírita oferece oportunidades de trabalhos voluntários que fornecem um sentido útil e até mesmo elevado à vida. Na Fraternidade do Quilo, por exemplo há oportunidades de trabalho voluntário como visitas a hospitais, assistência a famílias carentes, trabalhos em favor de creches e lares de idosos. As pessoas que aderem a esses trabalhos passam a usufruírem de uma alegria interior duradoura que conforta e ajuda decisivamente na superação de tristezas e decepções.

Como a campanha do quilo pode atuar no sentido de prevenir e de tratar o suicídio?

A campanha do quilo, constitui-se em um exercício dos ensinos morais do Cristo - por meio da campanha podemos exercitar a humildade, a caridade e o amor ao próximo. A ação de perdir a quem tem para dar a quem falta o necessário, com o sentimento de fraternidade, espalha energias purificadas no ambiente em que atua. Leva bons exemplos e bons fluidos às pessoas, aos lares, aos ambientes públicos, às favelas, aos prédios de apartamentos. Muitos dos que recebem essas influências, são desviados dos atos nefastos do suicídio, pois perseguidores espirituais que, ao longo do tempo adquiriram domínio sobre o pensamento e o sentimento de suas vítimas, adotam a estratégia de convencerem gradualmente; utilizam técnicas de hipnotismo que vão paralisando a razão e o discernimento dos obsidiados ao longo do tempo. As boas influências e as mensagens distribuídas pela campanha do quilo contribuem para reduzir a atuação de espíritos perigosos sobre mentes frágeis.

As mensagens também representam um convite ao estudo do Espiritismo. E a campanha do quilo é a maior estrutura de distribuição de mensagens existente nos dias de hoje. Durante uma campanha do quilo, pode-se distribuir centenas ou mesmo milhares de mensagens. Trata-se de uma ação massiva e muito benéfica.

Além disso, nos trabalhos preparatórios e durante as atividades nas ruas, espíritos sofredores, alguns suicidas, observam as palavras e as atitudes dos legionários, recebem as vibrações de amor, de desinteresse emanadas por essa atividade cristã e sentem importante alívio em seus padecimentos.

Diante de tudo o que foi dito, podemos concluir que a campanha do quilo é um poderoso se não o mais poderoso recuso preventivo contra o suicídio.