André Honorato, um trabalhador espírita, nos relatou que, há alguns anos, estava "Quebrando a cabeça" na tentativa de resolver problemas elétricos na Casa dos Humildes - instituição fundada por Elias Sobreira para amparo de idosas. Sobreira, ao observar o desafio que estava sendo enfrentado por André, disse:
"A boa vontade suplanta a técnica".
Em princípio, poderíamos interpretar como existisse uma concorrência entre boa vontade e técnica. Mas há outra forma de entender:
A boa vontade antecede à técnica.
A boa vontade pressupõe espírito de .serviço, criatividade, enfrentamento do risco, exposição à crítica, maior possibilidade de fracasso. Quem, julgue possuir técnica insuficiente, por meio da boa vontade, com o uso de ensaio e erro, procure resolver algum problema, deve dispor de:
a) Capacidade de ouvir críticas sem se agastar;
b) Vontade de servir que supere as limitações do conhecimento;
c) Resiliência - ou seja, capacidade de se recompor diante de decepções e fracassos.
Frequentemente, quem age mais por boa vontade, ainda que possua pouca técnica, envolve o coração no que realiza.
Boa vontade com pouca técnica descobre caminhos que podem conduzir à resolução do problema.
Técnica com pouca boa vontade pode manter um talento paralisado e inútil.
Mas, quando a pessoa possuiu bastante boa vontade procura conhecer a técnica.
Originalmente, é a grande boa vontade dos cientistas, engenheiros, administradores, e outros que cria a técnica. Portanto, a técnica é filha da boa vontade. Quando a técnica surgiu, sistematizou o conhecimento adquirido pela boa vontade e ofereceu-se às gerações futuras para que essas partissem de patamares superiores de ação e serviço.
É por isso que preconizamos o uso da boa vontade e da técnica nos serviços da campanha do quilo, na sua administração, na sua orientação, em seus registros, na formação de seu patrimônio intelectual e histórico. A campanha será mais eficiente quando utilizar as maravilhosas ferramentas técnicas disponíveis, por meio da informática, da comunicação via Internet e de outros meios que Deus nos enviar.
Podemos concluir que, de fato, a boa vontade, se fosse concorrer, superaria a técnica que é sua filha. Isso, contudo, não se dá, precisamente porque a boa vontade "ama maternalmente" a técnica.
Oportuno alertar os que se julguem possuidores de muita técnica que não seria justo que a filha (técnica) menosprezasse quem trabalha motivado predominantemente pela mãe (boa vontade).
Destina-se a divulgar a filosofia e o movimento da campanha do quilo.
domingo, 27 de janeiro de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
Zé Galdino III
Como eu havia dito anteriormente, o Galdino era uma figura permanentemente fraterna, simpática, amiga. Essa condição de benevolência constante, contudo, não se acumpliciava com comportamentos incompatíveis com a moral evangélica, com a crueldade, nem com atitudes nitidamente egoísticas.
Certa feita, um dos trabalhadores da equipa da Escola Regional que ele dirigia, por questões que não conhecemos, abandonou a esposa. Ao que deduzi da narrativa do Galdino, a senhora abandonada, além de muito entristecida também passou a enfrentar forte .escassez de recursos em decorrência da separação.
Informado da situação, o Galdino não titubeou; chamou seu amigo e cooperador e comunicou-lhe:
"Meu irmão fulano de tal, eu sou muito grato aos seus esforços no sentido de incentivar a Campanha do Quilo nos centros espíritas. Tenho grande respeito pelos seus trabalhos de beneficência, porém não podemos entender que um trabalhador de Jesus abandone seu lar, sua esposa que tanto o ajudou nas horas difíceis por questões de somenos importância. É indispensável que o amigo reassuma suas responsabilidades de marido e pai.
O interpelado ficou em silêncio inicialmente e logo em seguida declarou que havia se aborrecido por tais e tais motivos e não poderia retornar à casa.
Galdino esclareceu que esse sentimento revelava fraqueza moral e espiritual e que o irmão só poderia pregar em nome de Jesus após reassumir seus compromissos familiares. Orientou o irmão a submeter-se a um tratamento de desobsessão e evitar usar a tribuna.
O cidadão atendeu rigorosamente às orientações recebidas. Após o tratamento desobsessivo, o irmão reconciliou-se com a esposa e retornou ao lar. Nessa condição, Galdino franqueou novamente as tribunas espíritas ao cidadão.
Faz uns cinco anos mais ou memos que Galdino partiu para o mundo espiritual. Confesso que essa partida me deixou um pouco triste. Mas, como nos esclarece a Doutrina Espírita, nada temos a lamentar da morte dos homens de bem.
Recentemente, ao digiri-me à sede do Abrigo Espírita Batista de Carvalho, fui informado que alguns dos antigos trabalhadores da Escola Regional do Quilo, permaneciam, no além trabalhando pela instituição. Galdino está na posição de orientador da equipe espiritual.
Certa feita, um dos trabalhadores da equipa da Escola Regional que ele dirigia, por questões que não conhecemos, abandonou a esposa. Ao que deduzi da narrativa do Galdino, a senhora abandonada, além de muito entristecida também passou a enfrentar forte .escassez de recursos em decorrência da separação.
Informado da situação, o Galdino não titubeou; chamou seu amigo e cooperador e comunicou-lhe:
"Meu irmão fulano de tal, eu sou muito grato aos seus esforços no sentido de incentivar a Campanha do Quilo nos centros espíritas. Tenho grande respeito pelos seus trabalhos de beneficência, porém não podemos entender que um trabalhador de Jesus abandone seu lar, sua esposa que tanto o ajudou nas horas difíceis por questões de somenos importância. É indispensável que o amigo reassuma suas responsabilidades de marido e pai.
O interpelado ficou em silêncio inicialmente e logo em seguida declarou que havia se aborrecido por tais e tais motivos e não poderia retornar à casa.
Galdino esclareceu que esse sentimento revelava fraqueza moral e espiritual e que o irmão só poderia pregar em nome de Jesus após reassumir seus compromissos familiares. Orientou o irmão a submeter-se a um tratamento de desobsessão e evitar usar a tribuna.
O cidadão atendeu rigorosamente às orientações recebidas. Após o tratamento desobsessivo, o irmão reconciliou-se com a esposa e retornou ao lar. Nessa condição, Galdino franqueou novamente as tribunas espíritas ao cidadão.
Faz uns cinco anos mais ou memos que Galdino partiu para o mundo espiritual. Confesso que essa partida me deixou um pouco triste. Mas, como nos esclarece a Doutrina Espírita, nada temos a lamentar da morte dos homens de bem.
Recentemente, ao digiri-me à sede do Abrigo Espírita Batista de Carvalho, fui informado que alguns dos antigos trabalhadores da Escola Regional do Quilo, permaneciam, no além trabalhando pela instituição. Galdino está na posição de orientador da equipe espiritual.
Zé Galdino II
Lembro-me do Galdino relatando o resgate de uma senhora idosa que havia caído em um buraco e permanecia ali por alguns dias.
Galdino, já responsável pelo Abrigo Espírita Batsita de Carvalho, informado da ocorrência, sem delongas, reuniu alguns trabalhadores de boa vontade, resgatou a velhinha e recebeu-a com aquele amor e carinho que o caracterizava.
A senhora passou a fazer parte das internas do Abrigo.
Em outra ocasião, encontrava-se o nosso amigo pedindo em nome de Jesus, em público, para as vovós (como ele carinhosamente chamava as internas do Abrigo), quando avistou um cavalheiro impecavelmente vestido, postura sobranceira, fumava um charuto, quando Galdino aproximou-se e disse:
"Em nome do Senhor Jesus, peço uma ajuda para as velhinhas do A E Batista de Carvalho."
O interpelado esbaforiu gases provenientes da queima do charuto, lançou um olhar quase que de desprezo e redarguiu:
"Você não tem vergonha de andar por aí pedindo esmolas?" A pergunta arrojada de chofre desconcertou o nosso amigo trabalhador do quilo. Entretanto, os amigos espirituais a postos e, por meio de ondas mentais, inspiraram o Galdino que repassou a sugestão espiritual da seguinte forma: "Não tenho vergonha de fazer a Campanha do Quilo, entretanto tenho vergonha de ver uma velhinha desamparada e não fazer nada por ela."
Ante a resposta segura, de origem moral superior, o cidadão reconsiderou a negativa preconceituosa, imediatamente retirou algumas moedas do bolso e depositou na mochila que os trabalhadores da Campanha trazem para arrecadação de dinheiro. Ao que o ilustre legionário respondeu, sem o mínimo agastamento: "Deus o abençoe".
Galdino, já responsável pelo Abrigo Espírita Batsita de Carvalho, informado da ocorrência, sem delongas, reuniu alguns trabalhadores de boa vontade, resgatou a velhinha e recebeu-a com aquele amor e carinho que o caracterizava.
A senhora passou a fazer parte das internas do Abrigo.
Em outra ocasião, encontrava-se o nosso amigo pedindo em nome de Jesus, em público, para as vovós (como ele carinhosamente chamava as internas do Abrigo), quando avistou um cavalheiro impecavelmente vestido, postura sobranceira, fumava um charuto, quando Galdino aproximou-se e disse:
"Em nome do Senhor Jesus, peço uma ajuda para as velhinhas do A E Batista de Carvalho."
O interpelado esbaforiu gases provenientes da queima do charuto, lançou um olhar quase que de desprezo e redarguiu:
"Você não tem vergonha de andar por aí pedindo esmolas?" A pergunta arrojada de chofre desconcertou o nosso amigo trabalhador do quilo. Entretanto, os amigos espirituais a postos e, por meio de ondas mentais, inspiraram o Galdino que repassou a sugestão espiritual da seguinte forma: "Não tenho vergonha de fazer a Campanha do Quilo, entretanto tenho vergonha de ver uma velhinha desamparada e não fazer nada por ela."
Ante a resposta segura, de origem moral superior, o cidadão reconsiderou a negativa preconceituosa, imediatamente retirou algumas moedas do bolso e depositou na mochila que os trabalhadores da Campanha trazem para arrecadação de dinheiro. Ao que o ilustre legionário respondeu, sem o mínimo agastamento: "Deus o abençoe".
domingo, 13 de janeiro de 2013
Zé Galdino
As arrecadações da
campanha do quilo têm contribuído de forma
importante com a manutenção de casas assistenciais.
O Lar de idosos Batista
de Carvalho é uma das que recebe a campanha do quilo por décadas.
Segundo informações
dos trabalhadores do abrigo, mais ou menos no início dos anos
setenta, a instituição era presidida por Bezerra de Vasconcelos,
que também foi presidente da União Espírita de Pernambuco.
À época, havia muitas
dificuldades para sustentar os trabalhos. Bezerra de Vasconcelos e
seu filho Allan Vasconcelos eram os únicos que saíam nos finais de
semana de porta em porta pedindo uma ajuda para o abrigo. Diante da
escassez de trabalhadores e consequentemente da severa insuficiência
de recursos, pensava-se em encerrar as atividades sociais da casa.
Por essa época, Elias
Alverne Sobreira proferiu diversas palestras sobre a campanha do
quilo nos centros espíritas da região oeste de Recife, onde se
localiza o A E Batista de Carvalho.
Foi em uma dessas
palestras que a palavra vibrante do arauto da campanha do quilo
conquistou o grande trabalhador José Galdino da Silva para a atividade de pedir a quem tem para dar a quem não tem.
Galdino aderiu ao movimento do quilo e
em seguida conheceu a situação precária do abrigo. Passou a cooperar
com a manutenção da casa. Aumentou gradativamente sua participação e, por fim, assumiu a
presidência do Abrigo. Com sua notável capacidade de agregar
cooperadores ao trabalho do Bem afastou o risco de fechamento do Lar
de velhinhos.
Galdino transpirava
fraternidade. Tratava a todos com respeito e carinho. Sorria com
vibração sempre fraterna. Por meio de nossas modestas percepções psíquicas, registrávamos um como dínamo de energias simpáticas e amigas na alma do Galdino.
Organizou, na sede do abrigo, a Escola
Regional do Quilo de Jardim São Paulo. A Escola Regional funcionava semanalmente aos sábados à noite. Nessa reunião escalava os
trabalhadores para visitarem as instituições espíritas dos bairros
circunvizinhos. As visitas ocorriam nas reuniões públicas no decorrer da semana subsequente. Nessas oportunidades, os integrantes da Escola Regional pediam a palavra, ainda que
fosse por cinco minutos e convidavam os presentes para realização
da campanha do quilo que ocorreria no domingo seguinte. O
representante da Escola Regional, além de convidar os presentes para
a campanha, participavam da atividade do quilo no domingo marcado.
Assim, as arrecadações
em favor do Abrigo atingiram níveis satisfatórios e a instituição
permanece, até hoje, quarenta anos depois, sustentada pela campanha
do quilo.
Galdino, apesar de
pouca escolaridade naquela oportunidade reencarnatória, é um
espírito esclarecido, que fazia belas preleções sobre a Doutrina
Espírita e o Evangelho de Jesus, sua mensagem cativante atraiu
muitos espíritas para o trabalho da campanha do quilo em favor das
casas de caridade.
Era um administrador
organizado. Foi tesoureiro da Escola Central do Quilo; mantinha a
escrita sempre atualizada e em todas as reuniões administrativas
mensais, lá estava o Galdino prestando contas. Fazia a leitura do
movimento financeiro resumida, mas essa leitura sempre revelava com
clareza a situação da Escola do Quilo.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Espaço do legionário
LUZ
, AÇÃO!
CANTEMOS UMA CANÇÃO.
COMPOSTA PELO MESTRE
AME DE TODO CORAÇÃO!
ESTENDAMOS AS MÃOS
FAÇAMOS UMA REFLEXÃO
O NATAL NÃO É SÓ EMOÇÃO.
SE ELEVE!
FAÇA UMA ORAÇÃO,
AJUDANDO SEUS IRMÃOS.
EM TOM MAIOR, (JESUS)
AME DE TODO CORAÇÃO!
Um Espírito Amigo
(Contribuição Joana Darque - Centro Espírita Pedro Carneiro)
sábado, 15 de dezembro de 2012
Sugestão de Mensagem
Na
noite de Natal
– “Minha mãe, por
que Jesus,
Cheio de amor e
grandeza,
Preferiu nascer no
mundo
Nos caminhos da
pobreza?
Por que não veio até
nós,
Entre flores e
alegrias,
Num berço todo
enfeitado
De sedas e pedrarias?
– “Acredito, meu
filhinho,
Que o Mestre da
Caridade
Mostrou, em tudo e por
tudo,
A luminosa
humildade!...
Às vezes, penso também
Nos trabalhos deste
mundo,
Que a Manjedoura revela
Ensino bem mais
profundo!”
E a pobre mãe, de
olhos fixos
Na luz do céu que
sorria,
Concluiu com
sentimento,
Em terna melancolia:
– “Por certo, Jesus
ficou
Nas palhas, sem
proteção,
Por não lhe abrirmos
na Terra
As portas do coração.”
João de Deus –
Espírito
(página psicografada
por Francisco Cândido Xavier)
(Do livro Parnaso de
Além Túmulo – publicado pela Federação Espírita Brasileira)
Distribuição do
CENTRO ESPÍRITA XXXXXXXX.
ENDEREÇO: RUA TAL ,
NR TAL – BAIRRO TAL
REUNIÕES PÚBLICAS:
TAIS E TAIS DIAS TAIS E TAIS HORÁRIOS.
Mensagens de Natal
Lembramos às instituições que imprimem mensagens para distribuição por meio da Campanha do Quilo, que se houver sobra de mensagens no período de Natal, poderemos formar pequenos grupos de trabalhadores de boa vontade para distribuir nas esquinas de Recife mesmo fora do horário da campanha.
Explicando melhor: podemos simplesmente em um dia e horário quaisquer, sem intenção de arrecadar nenhuma contribuição, distribuir mensagens. Essa atividade que se limita a distribuir mensagens, já foi realizada pela Escola Central do Quilo no passado com muito sucesso.
Assim, se sobrarem mensagens com o tema "Natal" pode-se, para não deixá-las durante o ano inteiro guardadas para distribuí-las apenas no próximo Natal, entregá-las em outro dia e horário nas ruas.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Século XX - Nasceu a Campanha do Quilo espírita
Ouvi
Sobreira dizer que a campanha do quilo teria vindo antes do tempo.
Semelhantemente à apreciação que Allan Kardec fez da doutrina de
Sócrates e Platão, Sobreira quis dizer que os homens ainda não
estavam preparados para entender, praticar e manter a campanha do
quilo nos padrões de elevação moral que representam sua essência.
Não
sei se concordo com o mestre Sobreira, mas gostaria de situar e fazer
breve avaliação sobre o processo regenerador que vem se instalando
nas últimas décadas.
O
Século XX assistiu a grandes transformações na face do planeta;
impressionante evolução científica na Física, na Biologia....
Velocissimas transformações tecnológicas, políticas e sociais.
Sob pesados tributos de trabalho e sofrimento, o mundo avançou.
Além
disso, ao lado da evolução material, observamos sinais claros de
evolução moral. Se os espíritos, antes de suas reencarnações
comprometem-se a desenvolver trabalhos em favor do melhoramento
geral, tal como ocorreu com Einstein, Max Planck, De Broglie,
Heisenberg, na área moral, espíritos de escol voltam à Terra para
suavizar os costumes, reduzir a violência, fomentar a Fraternidade.
Vimos
Mohandas Karanchand Gandhi, Albert Schweitzer, Tereza de Calcutá,
Irmã Dulce, Titus Brandasma, Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e Elias
Sobreira embora aparentemente distantes, ensinaram e exemplificaram o
Amor ao Próximo.
Gandhi
envolveu multidões nas ações de desobediência civil e não
violência (ahimsa). Schweitzer embora detentor de diversos
títulos que o destacavam na civilização européia, não vacilou em
estudar medicina unicamente para combater a malária - trabalho
gratuito e até sacrificial - em favor dos nativos da África
Equatorial francesa.
Tereza
de Calcutá, na Índia e irmã Dulce no Nordeste brasileiro
dedicaram-se sem reservas ao trabalho de aliviar a dor do próximo.
Titus
Brandsma faceou corajosamente a arbitrariedade dos nazistas na
segunda guerra mundial, foi encerrado em um campo de concentração
na Holanda e perdoou seus agressores, fazendo o bem aos seus algozes
e dividindo com outros condenados sua reduzida alimentação.
Francisco
Cândido Xavier testemunhou a humildade e a caridade por décadas e
nos legou diversas enciclopédias de Ciência, Poesia,
História, Literatura, Sabedoria.... Demonstrou exuberantemente as
relações do Espiritismo com diversas áreas do conhecimento, das
artes e desvendou mais amplamente a vida após a morte.
Divaldo entregou sua vida para educar, nos processos de Jesus, milhares de crianças e de jovens na Mansão do Caminho e tem levado a todos os recantos do planeta a boa nova do Espiritismo.
Divaldo entregou sua vida para educar, nos processos de Jesus, milhares de crianças e de jovens na Mansão do Caminho e tem levado a todos os recantos do planeta a boa nova do Espiritismo.
E o
nosso mestre Sobreira? Modificou o panorama do movimento espírita.
Havia muito academicismo e poucas ações de amor. Antes dele,
reduzido número de espíritas; nos centros espíritas apenas os
doutores usavam a tribuna. Depois dele centenas de trabalhadores do
bem espalham-se pelas ruas de Recife e de outras cidades do Brasil em
busca de um justo apoio para as casas de caridade. Hoje são diversas
creches, lares de idosos, projetos educacionais e assistenciais
apoiados pela campanha do quilo.
Fundou
a Fraternidade do Quilo para coordenar esses trabalhos, também em
diversas localidades do Nordeste e atuou decisivamente para a
fundação da Escola Central da Campanha do Quilo do Rio de Janeiro.
Fundou
a Casa dos Humildes, uma instituição, que, segundo ele mesmo em
diversas palestras pelos centros espíritas, seria um lar para os
desabrigados; para os sem lar, sem teto. Estes, dizia, seriam
convidados para o abrigo, para receberem alimento, moradia, banho,
cuidados médicos, carinho, fraternidade.
Com
mais de noventa anos, com o título de Major da Aeronáutica,
podíamos aprecia-lo sentado em um banquinho (porque já não possuía energia de manter-se de pé) em frente ao
Supermercado "Bom Preço" de Casa Amarela estendendo o apelo da caridade
aos transeuntes.
Centenas
de espíritas, muitos hoje desencarnados, aderiram ao seu trabalho.
Vários já sinalizaram do além, mostrando-se felizes pelas
realizações de amor, viabilizadas em suas vidas pela Campanha do
Quilo.
Se Deus permitir, relatarei algumas experiências de Elias Sobreira e dos seus companheiros trabalhadores da Campanha do Quilo.
sábado, 3 de novembro de 2012
Durante a Campanha do Quilo, pode-se pedir aos pobres?
O exemplar trabalhador do Espiritismo e da campanha do quilo, Elias Sobreira ensinava que, ao realizarmos o belo trabalho de ajuda ao próximo, por meio de pedidos públicos, deveríamos lançar os apelos a todos indistintamente. Esses pedidos devem ser dirigidos a pessoas de todas as condições - absolutamente de todas as condições.
Ouvi, quando Sobreira dizia que pede-se até mesmo aos mendigos. Pode parecer paradoxal, mas a própria dinâmica da campanha, o contato com o público, confirmam o acerto dessa recomendação.
Não raro, alguns legionários ao depararem-se com residências de condições mais modestas, saltam, receosos de causarem constrangimentos às pessoas mais pobres. Muito frequentemente, os residentes nessas casas modestas perguntam porque a campanha do quilo não visitou suas casas. Dizem que têm prazer em colaborar, ainda que seja com alguns centavos, ou um pouco de cereais, de farinha, de feijão ou uma caixa de fósforos. Acrescentam que em situações de maiores dificuldades foram socorridos pelos centros espíritas e desejam testemunhar sua gratidão.
Alguns mendigos ao se sentirem não abordados mostram-se magoados. Não sem razão. Porque nós, de classe média, por invigilância, mantemos conceitos equivocados das pessoas mais pobres. Alguns afirmam que todos os favelados são pessoas cooptadas pelo crime.
Um amigo exemplificava uma experiencia bastante elucidativa. Encontrava-se realizando a campanha, quando um grupo de menores pobres e maltrapilhos acercou-se dele, circundando-o. Tomado de susto, de receio acentuado, pensou que seria assaltado. Um dos meninos, contudo, aproximou-se e depositou pequenas moedas na mochila deste amigo que relatava o episódio. Ato contínuo os demais colaboraram com pequenos valores.
O trabalhador da campanha do quilo caiu em si, reconheceu que alimentava um preconceito de que precisava livrar-se.
Ouvi, quando Sobreira dizia que pede-se até mesmo aos mendigos. Pode parecer paradoxal, mas a própria dinâmica da campanha, o contato com o público, confirmam o acerto dessa recomendação.
Não raro, alguns legionários ao depararem-se com residências de condições mais modestas, saltam, receosos de causarem constrangimentos às pessoas mais pobres. Muito frequentemente, os residentes nessas casas modestas perguntam porque a campanha do quilo não visitou suas casas. Dizem que têm prazer em colaborar, ainda que seja com alguns centavos, ou um pouco de cereais, de farinha, de feijão ou uma caixa de fósforos. Acrescentam que em situações de maiores dificuldades foram socorridos pelos centros espíritas e desejam testemunhar sua gratidão.
Alguns mendigos ao se sentirem não abordados mostram-se magoados. Não sem razão. Porque nós, de classe média, por invigilância, mantemos conceitos equivocados das pessoas mais pobres. Alguns afirmam que todos os favelados são pessoas cooptadas pelo crime.
Um amigo exemplificava uma experiencia bastante elucidativa. Encontrava-se realizando a campanha, quando um grupo de menores pobres e maltrapilhos acercou-se dele, circundando-o. Tomado de susto, de receio acentuado, pensou que seria assaltado. Um dos meninos, contudo, aproximou-se e depositou pequenas moedas na mochila deste amigo que relatava o episódio. Ato contínuo os demais colaboraram com pequenos valores.
O trabalhador da campanha do quilo caiu em si, reconheceu que alimentava um preconceito de que precisava livrar-se.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Espiritismo e Campanha do Quilo
Consiste o Espiritismo em:
a) um estudo fenomenológico e em uma ciência;
b) uma visão do mundo - uma filosofia;
c) uma ética e em uma religião filosófica.
Sob o primeiro aspecto, os estudiosos dessa ciência catalogaram, classificaram e explicaram os fenômenos ditos paranormais, metapsíquicos e mediúnicos. Situação digna de nota é que esses fenômenos têm como protagonistas as almas dos que viveram na Terra e que essas inteligências incorpóreas contribuíram - juntamente com cientistas e pesquisadores - decisivamente para fornecer as explicações desses fenômenos.
O segundo aspecto é decorrência lógica do primeiro. As explicações dos fenômenos nos conduziram à concepção de um mundo além túmulo. Quando morremos, não morre o nosso eu e sim, apenas, o corpo que é uma vestimenta do nosso ser eterno. Passamos a entender e a entrar em contato com o mundo espiritual, com as situações de felicidade ou desdita dos seus habitantes. Compreendemos claramente as causas dessas situações. Ou seja, entendemos de onde viemos, para vamos e o que estamos fazendo neste mundo. Digno de destaque é o fato de essa concepção possuir base nos fatos - um privilégio entre as filosofias.
A ética espírita é consequência imediata do aspecto filosófico. Os espíritos são felizes quando praticam o Bem, quando libertam-se dos vícios, quando se tornam capazes do desprendimento dos bens e dos conceitos equivocados da Terra.
Essa ética coincide exatamente com os preceitos morais do Cristo:
Humildade, Amor ao Próximo, Fé em Deus. O primeiro e principal dever religioso, ensina o Espiritismo, é a prática da Caridade - assistência ao necessitado, benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias e perdão das ofensas.
Em suma, o Espiritismo é uma ciência religiosa. Todos, sem distinção de crenças e de nacionalidades, poderão tirar proveitos espirituais dessa ciência.
Por outro lado, independentemente de adesão aos conceitos filosóficos do Espiritismo a pessoa pode e deve praticar o Bem. E é nisso o que consiste o mérito para o espírito. Quer pertença a essa ou àquela religião, ou não tenha religião.
A campanha do quilo, por sua vez, também adota o conceito de universalidade da caridade. Por isso que todos podem realizá-la. Atualmente, a Fraternidade do Quilo preconiza que a campanha deve ser administrada por instituições espíritas, mas católicos, protestantes, muçulmanos, budistas, ateus, podem participar da campanha, desde que se comprometam a seguir os Dez Mandamentos da Campanha do Quilo e as respectivas Normas.
a) um estudo fenomenológico e em uma ciência;
b) uma visão do mundo - uma filosofia;
c) uma ética e em uma religião filosófica.
Sob o primeiro aspecto, os estudiosos dessa ciência catalogaram, classificaram e explicaram os fenômenos ditos paranormais, metapsíquicos e mediúnicos. Situação digna de nota é que esses fenômenos têm como protagonistas as almas dos que viveram na Terra e que essas inteligências incorpóreas contribuíram - juntamente com cientistas e pesquisadores - decisivamente para fornecer as explicações desses fenômenos.
O segundo aspecto é decorrência lógica do primeiro. As explicações dos fenômenos nos conduziram à concepção de um mundo além túmulo. Quando morremos, não morre o nosso eu e sim, apenas, o corpo que é uma vestimenta do nosso ser eterno. Passamos a entender e a entrar em contato com o mundo espiritual, com as situações de felicidade ou desdita dos seus habitantes. Compreendemos claramente as causas dessas situações. Ou seja, entendemos de onde viemos, para vamos e o que estamos fazendo neste mundo. Digno de destaque é o fato de essa concepção possuir base nos fatos - um privilégio entre as filosofias.
A ética espírita é consequência imediata do aspecto filosófico. Os espíritos são felizes quando praticam o Bem, quando libertam-se dos vícios, quando se tornam capazes do desprendimento dos bens e dos conceitos equivocados da Terra.
Essa ética coincide exatamente com os preceitos morais do Cristo:
Humildade, Amor ao Próximo, Fé em Deus. O primeiro e principal dever religioso, ensina o Espiritismo, é a prática da Caridade - assistência ao necessitado, benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias e perdão das ofensas.
Em suma, o Espiritismo é uma ciência religiosa. Todos, sem distinção de crenças e de nacionalidades, poderão tirar proveitos espirituais dessa ciência.
Por outro lado, independentemente de adesão aos conceitos filosóficos do Espiritismo a pessoa pode e deve praticar o Bem. E é nisso o que consiste o mérito para o espírito. Quer pertença a essa ou àquela religião, ou não tenha religião.
A campanha do quilo, por sua vez, também adota o conceito de universalidade da caridade. Por isso que todos podem realizá-la. Atualmente, a Fraternidade do Quilo preconiza que a campanha deve ser administrada por instituições espíritas, mas católicos, protestantes, muçulmanos, budistas, ateus, podem participar da campanha, desde que se comprometam a seguir os Dez Mandamentos da Campanha do Quilo e as respectivas Normas.
domingo, 21 de outubro de 2012
DICA DO QUILO VII
Ao retornarem à sede da instituição patrocinadora da campanha, os trabalhadores depositarão os sacos com gêneros alimentícios em uma extremidade da mesa e as mochilas com dinheiro em outra extremidade. Se houver mais de uma mesa, ambas poderão ser utilizadas, colocando-se separadamente a arrecadação em dinheiro e arrecadação em gêneros.
É de responsabilidade da equipe de trabalhadores fazer contagens do dinheiro e pesagem dos gêneros. Alguns entendem que após entregar os sacos com as arrecadações estão dispensados e podem voltar para seus lares. Não é assim; todos devem permanecer colaborando com as tarefas até à prece de encerramento.
Há casos em que as pessoas precisam ausentar-se por motivos diversos. Entretanto, é preciso lembrar que, sempre que possível, todos devem estar presentes até ao fim.
A contagem é uma tarefa que exige atenção, higiene e organização.
Pelo menos duas pessoas devem contar o dinheiro de forma cuidadosa e ordenada para não haver erros. Ninguém deve contar separadamente sua arrecadação, a arrecadação de cada participante deve ser misturada com as dos outros. Ninguém deve procurar saber quem arrecadou mais ou arrecadou menos.
As pessoas que lidam com gêneros devem ter o cuidado de higienizar as mãos antes de manusear as doações de alimentos, principalmente se participaram da contagem do dinheiro.
Com relação à pesagem de gêneros, recomenda-se arrumá-los em sacos com cuidado para não amassar frutas, pães, bolachas, macarrão, nem quebrar os ovos.
Após contagem do dinheiro e pesagem dos gêneros, deve-se necessariamente anotar os resultados no formulário fornecido pela Fraternidade do Quilo. Esse é o mesmo formulário que os participantes assinam no início da campanha.
Se não houver balança, pode-se fazer uma boa estimativa do valor contando os pacotes de meio quilo, de um quilo, somar-se esses pesos e os gêneros que não tem pesos conhecidos, a exemplo de frutas e verduras e fazer-se uma estimativa e, em seguida, calcular-se o total geral.
Ao final dos trabalhos, o dirigente conferirá se todos devolveram os cartões ou crachás de identificação, guarda-los-á em local seguro para uso na próxima campanha. Se alguém, por distração tenha esquecido de devolver o documento, deve-se solicitar a devolução.
Será anunciado para todos os presentes os valores arrecadados. Então o dirigente indicará um dos participantes para finalizar com a prece. Os presentes deverão citar nomes de pessoas enfermas ou obsidiadas que foram identificadas durante a campanha para pedido a Deus em favor delas.
As arrecadações serão entregues ao representante do abrigo, que assinará o formulário da campanha. Essa assinatura não representa que ele esteja de acordo com os valores de arrecadação, pois na sede da instituição beneficiada haverá nova contagem. Significa, essa assinatura, que ele recebeu o produto da campanha. Qualquer divergência, deve ser comunicada ao presidente da instituição promotora e ao dirigente da campanha para adoção de maior atenção da contagem ou outra providência cabível.
Bom lembrar que o dirigente da instituição beneficiada deve selecionar os alimentos que porventura estejam estragados ou com validade vencida. O cuidado com a qualidade e higiene dos alimentos é fundamental para a saúde dos abrigados e dar alimentos estragados aos necessitados é responsabilidade, inclusive legal, da creche ou lar de idosos beneficiada.
Se o produto da campanha não for apanhado pela instituição beneficiada até o meio dia do dia seguinte, a instituição promotora deverá distribuí-lo para os pobres.
É de responsabilidade da equipe de trabalhadores fazer contagens do dinheiro e pesagem dos gêneros. Alguns entendem que após entregar os sacos com as arrecadações estão dispensados e podem voltar para seus lares. Não é assim; todos devem permanecer colaborando com as tarefas até à prece de encerramento.
Há casos em que as pessoas precisam ausentar-se por motivos diversos. Entretanto, é preciso lembrar que, sempre que possível, todos devem estar presentes até ao fim.
A contagem é uma tarefa que exige atenção, higiene e organização.
Pelo menos duas pessoas devem contar o dinheiro de forma cuidadosa e ordenada para não haver erros. Ninguém deve contar separadamente sua arrecadação, a arrecadação de cada participante deve ser misturada com as dos outros. Ninguém deve procurar saber quem arrecadou mais ou arrecadou menos.
As pessoas que lidam com gêneros devem ter o cuidado de higienizar as mãos antes de manusear as doações de alimentos, principalmente se participaram da contagem do dinheiro.
Com relação à pesagem de gêneros, recomenda-se arrumá-los em sacos com cuidado para não amassar frutas, pães, bolachas, macarrão, nem quebrar os ovos.
Após contagem do dinheiro e pesagem dos gêneros, deve-se necessariamente anotar os resultados no formulário fornecido pela Fraternidade do Quilo. Esse é o mesmo formulário que os participantes assinam no início da campanha.
Se não houver balança, pode-se fazer uma boa estimativa do valor contando os pacotes de meio quilo, de um quilo, somar-se esses pesos e os gêneros que não tem pesos conhecidos, a exemplo de frutas e verduras e fazer-se uma estimativa e, em seguida, calcular-se o total geral.
Ao final dos trabalhos, o dirigente conferirá se todos devolveram os cartões ou crachás de identificação, guarda-los-á em local seguro para uso na próxima campanha. Se alguém, por distração tenha esquecido de devolver o documento, deve-se solicitar a devolução.
Será anunciado para todos os presentes os valores arrecadados. Então o dirigente indicará um dos participantes para finalizar com a prece. Os presentes deverão citar nomes de pessoas enfermas ou obsidiadas que foram identificadas durante a campanha para pedido a Deus em favor delas.
As arrecadações serão entregues ao representante do abrigo, que assinará o formulário da campanha. Essa assinatura não representa que ele esteja de acordo com os valores de arrecadação, pois na sede da instituição beneficiada haverá nova contagem. Significa, essa assinatura, que ele recebeu o produto da campanha. Qualquer divergência, deve ser comunicada ao presidente da instituição promotora e ao dirigente da campanha para adoção de maior atenção da contagem ou outra providência cabível.
Bom lembrar que o dirigente da instituição beneficiada deve selecionar os alimentos que porventura estejam estragados ou com validade vencida. O cuidado com a qualidade e higiene dos alimentos é fundamental para a saúde dos abrigados e dar alimentos estragados aos necessitados é responsabilidade, inclusive legal, da creche ou lar de idosos beneficiada.
Se o produto da campanha não for apanhado pela instituição beneficiada até o meio dia do dia seguinte, a instituição promotora deverá distribuí-lo para os pobres.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Exercício da humildade
A campanha do quilo é
um excelente exercício de humildade. Pedir significa lançar uma
proposta uma solicitação e dispor-se a aceitar com gratidão a
doação ainda que não atenda precisamente ao que se espera ou a
quantidade que se espera.
Quando o legionário
pede uma ajuda em praça pública e recebe uma doação,
insignificante, de centavos, proceda esta doação de um pobre ou de
uma pessoa mais bem aquinhoada, suas palavras expressões e
sentimentos devem ser de gratidão.
Na hipótese de não
receber doações deve abençoar em nome de Deus a pessoa e sua
família. Pode, se a pessoa se mostrou desejosa de colaborar,
esclarecer que no próximo mês voltará quando haverá nova
oportunidade de cooperação.
Ainda nos casos em que
for tratado com indiferença ou descortesia, deverá manter-se calmo,
com o pensamento voltado para o Mestre Jesus e enviar pensamentos de
paz, perdão e harmonia para a pessoa que foi abordada.
Essas ações essas
atitudes frente as diversas experiências da campanha do quilo,
constituem-se em exercícios da humildade, que ao longo dos anos se
fortalecerá na alma do trabalhador.
Assistimos a
transformações morais de jovens e adultos. Pessoas iradas,
descontroladas que passam a adotar atitude serena ante os insultos.
Esse é o resultado da
prática da campanha associada a preces diárias, ao estudo do
Evangelho e da Doutrina Espírita.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Capacitação de dirigentes - comentários
A propósito da
Capacitação para dirigentes de Campanhas do Quilo, realizada nos dias 29 e 30 de setembro/2012, Isoláquio comentou sobre o grande êxito do
empreendimento.
Em resposta ao
comentário, recebemos mensagens de incentivo. Ei-las:
Parabens amigo!
Parabens a todos que
fazem esse trabalho lindo!
Abraços!
Elaine*
Elaine*
Berlin – DE
(*) - Elaine é
brasileira, residente em Berlim. Realiza um meritório de trabalho
de divulgação do Espiritismo na língua alemã; língua essa que
domina e fala fluentemente.
Quem desejar maiores
informações sobre o trabalho de Elaine deverá clickar neste
link
Paz
e alegrias!
Caro Isoláquio, também parabenizo todos pelo curso, os legionários do quilo do Guupo Espirita Júlio Cezar só destilou elogios a toda equipe da coordenação e do conteúdo explanado, os três que participaram ficaram felizes e foi uma oxigenação dos seus conhecimentos e como disse doravante farão a campanha do quilo com os verdadeiros olhos de ver. Não pude participar devido a problemas de saúde, mas estou feliz pois o objetivo fora alcançado e a Espiritualidade da Fraternidade atuou como nunca que Deus abençõe as duas equipes.
Um fraterno abraço,
Rosimeres
Caro Isoláquio, também parabenizo todos pelo curso, os legionários do quilo do Guupo Espirita Júlio Cezar só destilou elogios a toda equipe da coordenação e do conteúdo explanado, os três que participaram ficaram felizes e foi uma oxigenação dos seus conhecimentos e como disse doravante farão a campanha do quilo com os verdadeiros olhos de ver. Não pude participar devido a problemas de saúde, mas estou feliz pois o objetivo fora alcançado e a Espiritualidade da Fraternidade atuou como nunca que Deus abençõe as duas equipes.
Um fraterno abraço,
Rosimeres
Quem
desejar maiores informações sobre o Grupo Espírita Júlio Cezar,
deverá clickar neste
link
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Posições terrestres
Sair às ruas pedindo ajuda para quem não dispõe do necessário, além de ser um ato de amor ao próximo, coloca a pessoa em uma situação diferente da habitual. O trabalhador do bem expõem-se à opinião pública em nova posição, assumindo postura diferente de outros papéis que desempenha na sociedade.
Os que ocupam cargos de comando, se vêem na condição de pedir, de posicionar-se "abaixo" da população, de submeter-se ao arbítrio dos outros no que se refere a doar ou a negar a colaboração solicitada.
Pode-se identificar chefes estendendo o apelo da beneficência a subordinados; empregados abordados por patrões. Essa situação imprevista em que, por vezes, se defrontam esses que ocupam cargos relevantes na vida civil, representa preciosa oportunidade de reflexão sobre suas posturas, palavras e ações diárias.
Naturalmente surge no íntimo, pergunta desse tipo: estou cumprindo com meus deveres perante meu subordinado? Estou remunerando os serviços prestados adequadamente? Estou em dia com minhas obrigações?
Nessas situações, os superiores são induzidos a reverem, a reavaliarem eventuais apegos à títulos e posições. Se esse trabalhador é espírita, se tem consciência da reencarnação, encara o ato de pedir como forte lembrança sobre a brevidade da vida atual. Recorda que em existências pretéritas poderia ter sido inferior, ter ocupado posição de um serviçal ou que pode vir a ocupá-la em reencarnação futura.
Desapego às posições constitui em regra, grande desafio aos que se filiam ao Cristianismo. A campanha do quilo apresenta-se como forte auxiliar do candidato à conquista do própria felicidade.
Os que ocupam cargos de comando, se vêem na condição de pedir, de posicionar-se "abaixo" da população, de submeter-se ao arbítrio dos outros no que se refere a doar ou a negar a colaboração solicitada.
Pode-se identificar chefes estendendo o apelo da beneficência a subordinados; empregados abordados por patrões. Essa situação imprevista em que, por vezes, se defrontam esses que ocupam cargos relevantes na vida civil, representa preciosa oportunidade de reflexão sobre suas posturas, palavras e ações diárias.
Naturalmente surge no íntimo, pergunta desse tipo: estou cumprindo com meus deveres perante meu subordinado? Estou remunerando os serviços prestados adequadamente? Estou em dia com minhas obrigações?
Nessas situações, os superiores são induzidos a reverem, a reavaliarem eventuais apegos à títulos e posições. Se esse trabalhador é espírita, se tem consciência da reencarnação, encara o ato de pedir como forte lembrança sobre a brevidade da vida atual. Recorda que em existências pretéritas poderia ter sido inferior, ter ocupado posição de um serviçal ou que pode vir a ocupá-la em reencarnação futura.
Desapego às posições constitui em regra, grande desafio aos que se filiam ao Cristianismo. A campanha do quilo apresenta-se como forte auxiliar do candidato à conquista do própria felicidade.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
A Fortuna
Anda a Fortuna por uma praça,
Fala à Ventura com riso irmão,
E mais adiante topa a Desgraça,
E altiva e rude lhe esconde a mão.
Vaidosa e bela, dá preferência
Ao torpe egoísmo acomodatício,
E entre as virtudes, na existência,
Escolhe sempre flores do vício.
E assim prossegue na desmarcada
Carreira louca do vão prazer,
Como perdida, e já sepultada,
No esquecimento do próprio ser.
Depois, cansada e já comovida,
Quando só pede luz e amor,
Acorre à Morte por dar-lhe a Vida,
E vem a Vida por dar-lhe a Dor.
João de Deus - espírito
Página psicografa por F. C. Xavier - do livro Parnaso de Além Túmulo - Edição FEB.
Fala à Ventura com riso irmão,
E mais adiante topa a Desgraça,
E altiva e rude lhe esconde a mão.
Vaidosa e bela, dá preferência
Ao torpe egoísmo acomodatício,
E entre as virtudes, na existência,
Escolhe sempre flores do vício.
E assim prossegue na desmarcada
Carreira louca do vão prazer,
Como perdida, e já sepultada,
No esquecimento do próprio ser.
Depois, cansada e já comovida,
Quando só pede luz e amor,
Acorre à Morte por dar-lhe a Vida,
E vem a Vida por dar-lhe a Dor.
João de Deus - espírito
Página psicografa por F. C. Xavier - do livro Parnaso de Além Túmulo - Edição FEB.
domingo, 16 de setembro de 2012
Espaço do legionário
PEQUENINO
SER
VI
UM PEQUENINO SER
SEUS
OLHOS SONHAVAM
SUA
ALMA GRITAVA
A
SOLIDÃO, O QUE FAZER?
POBRE
CRIANÇA!
VIOLENTADA
PELA VIDA
PROFUNDAMENTE
DESILUDIDA
A
DOR LHE PERSEGUIA.
CLARA
É A REALIDADE DO SEU SER
SOZINHA,ABATIDA,NADA
PARA COMER.
SUA
ALMA IMPLORA,ME AJUDEM!
EU
SÓ QUERO UM POUCO DE ATENÇÃO
UM
PEDAÇO DE PÃO!
SINTO
FRIO! QUEM ME AQUECE É O CHÃO.
UM
ESPÍRITO AMIGO
Contribuição: Joana
Darque – Escola Espírita Pedro Carneiro
domingo, 2 de setembro de 2012
Salvani e Slizgol
Esse artigo foi escrito para marcar a centésima postagem do Blog da Campanha do Quilo. Procura fazer um paralelo entre dois episódios históricos das campanha do quilo.
O primeiro episódio ocorreu na antiga Itália, na época de Dante Alighieri. O segundo em Vilnius ou, como nós e os franceses a denominamos: Vilna, na Lithuânia (um dos países bálticos, situado na Europa Oriental), na época de Allan Kardec.
O trabalho de Dante, A Divina Comédia, marcou o pensamento de vários séculos na cultura ocidental, e contribuiu para a evolução de diversos povos. Esse trabalho relata as visitas que Dante empreendeu no mundo espiritual a regiões de punição, de reeducação e de felicidade. Na companhia do poeta latino Virgílio, percorreu ambientes no pós morte que denominou "Inferno" e "Purgatório".
Visitou também o "Paraíso", não mais em companhia de Virgílio, tendo em conta que este último era pagão e, segundo a tradição católica, os pagãos não poderiam acessar as regiões celestiais.
Nessa visita, Dante foi guiado por Beatriz uma jovem cristã, falecida ainda jovem, que na terra havia sido o amor da vida de Dante.
Em sua passagem pelo Purgatório, Dante reconheceu Provenzan Salvani, o orgulhoso chefe dos gibelinos de Siena que, após a batalha de Montaperti propôs a destruição de Florença. Entretanto o nobre vencedor também havia voluntariamente se submetido a pedir ajuda as passantes na praça de Siena do Século XIV para libertar um amigo da prisão onde os guelfos o haviam metido. Carlos d'Anjou, pela libertação, exigiu uma fiança de dez mil florins. Recursos que Salvani não possuía. Eis segundo citação de Antonio Alves o registro contido na Divina Comédia:
Nos próximos séculos, o livro que marcará a nova era dos estudos das penas e recompensas, tanto no pós morte como na vida atual, será "O Céu e o Inferno" de Allan Kardec. Nesta obra valiosíssima, a humanidade receberá os necessários esclarecimentos sobre os mecanismos da Lei Divina sobre este tema palpitante.
Refere-se Kardec a um judeu-lituano, que viveu no Séc. XIX. Após sua morte, em 1865, o personagem referido informou em comunicação mediúnica na Sociedade Espírita de Paris, que em tempos remotos, havia sido um soberano que governava tiranicamente, como um algoz. Dotado de caráter avaro, sensual e violento, abusava do poder para subjugar os fracos. Subordinava empregos, trabalhos e dores a serviço das próprias paixões.
Cobrava uma uma dízima até mesmo do produto da mendicância.
Segundo suas próprias palavras: "...fui tudo quanto se pode imaginar de mais cruel, em relação ao sofrimento e à miséria alheia. "
Naquela experiência reencarnatória, ao final da vida, experimentou sofrimentos horrorosos e no mundo espiritual, precisou sofrer durante trezentos e cinquenta anos para entender que a vida deve ser aplicada na prática do Bem.
Após arrepender-se profundamente, orou humildemente ao Pai Eterno e pediu que obtivesse nova oportunidade para vivenciar em si próprio os sofrimentos infligidos ao próximo.
Cedo experimentou a orfandade, viveu sozinho, sem amor, sem afeições, suportou brutalidades, que no passado havia imposto aos outros. Passou a ajudar o próximo, inclusive com sacrifício das próprias necessidades.
Kardec descreveu, nos seguintes termos a mais recente encarnação de Szimel Slizgol:
"Este não passou de um pobre israelita de Vilna, falecido em maio de 1865. Durante 30 anos mendigou com uma salva nas mãos. Por toda a cidade era bem conhecida aquela voz que dizia: “Lembrai-vos dos pobres, das viúvas e dos órfãos!” Por essa longa peregrinação Slizgol havia juntado 90.000 rublos, não guardando, porém, para si um só copeque. Aliviava e curava os enfermos; pagava o ensino de crianças pobres; distribuía aos necessitados a comida que lhe davam. A noite, destinava-a ele ao preparo do rapé, que vendia a fim de prover às suas necessidades, e o que lhe sobrava era dos pobres. Foi só no mundo, e no entanto o seu enterro teve o acompanhamento de grande parte da população de Vilna, cujos armazéns cerraram as portas."
As primeiras palavras da comunicação de Slizgol foram:
" Excessivamente feliz, chegado, enfim, à plenitude do que mais ambicionava e bem caro paguei, aqui estou, entre vós, desde o cair da noite.
Agradecido, pelo interesse que vos desperta o Espírito do pobre mendigo, que, com
satisfação, vai procurar responder às vossas perguntas."
Entre tantas lições desta comunicação, destacamos:
"A pressão moral exercida pela prática do bem, sobre a Humanidade, é tal que, por mais materializada que esta seja, inclina-se sempre, venera o bem, a despeito da sua tendência para o mal."
(As citações de O Céu e o Inferno são da 60 ª Edição Editora FEB - tradução de Manoel Quintão)
O primeiro episódio ocorreu na antiga Itália, na época de Dante Alighieri. O segundo em Vilnius ou, como nós e os franceses a denominamos: Vilna, na Lithuânia (um dos países bálticos, situado na Europa Oriental), na época de Allan Kardec.
O trabalho de Dante, A Divina Comédia, marcou o pensamento de vários séculos na cultura ocidental, e contribuiu para a evolução de diversos povos. Esse trabalho relata as visitas que Dante empreendeu no mundo espiritual a regiões de punição, de reeducação e de felicidade. Na companhia do poeta latino Virgílio, percorreu ambientes no pós morte que denominou "Inferno" e "Purgatório".
Visitou também o "Paraíso", não mais em companhia de Virgílio, tendo em conta que este último era pagão e, segundo a tradição católica, os pagãos não poderiam acessar as regiões celestiais.
Nessa visita, Dante foi guiado por Beatriz uma jovem cristã, falecida ainda jovem, que na terra havia sido o amor da vida de Dante.
Em sua passagem pelo Purgatório, Dante reconheceu Provenzan Salvani, o orgulhoso chefe dos gibelinos de Siena que, após a batalha de Montaperti propôs a destruição de Florença. Entretanto o nobre vencedor também havia voluntariamente se submetido a pedir ajuda as passantes na praça de Siena do Século XIV para libertar um amigo da prisão onde os guelfos o haviam metido. Carlos d'Anjou, pela libertação, exigiu uma fiança de dez mil florins. Recursos que Salvani não possuía. Eis segundo citação de Antonio Alves o registro contido na Divina Comédia:
(
A Divina Comédia - 1304 à 1321) Canto XI- Os Orgulhosos :Espíritos de Omberto
, Oderisi
e Salvani.
Provenzano Salvani,
teve a pena reduzida apesar dos erros e soberba por ter pedido esmola para tirar o
amigo da prisão: - Quando ele estava no seu apogeu - disse Oderisi
- ele se humilhou por um amigo, que cumpria pena na cadeia de Carlos de Anjou.
Colocando de lado toda a vergonha para resgatar o amigo da prisão, ele pediu
esmolas aos que passavam na praça de Siena. Foi esse ato que o libertou da
espera.
Pode-se apreciar na obra "Grandes Personagens da História Universal" da Editora Abril Cultural uma tela do pintor Amós Cassioli - Pal. Comunal de Siena, retratando a mendicância de Salvani.Nos próximos séculos, o livro que marcará a nova era dos estudos das penas e recompensas, tanto no pós morte como na vida atual, será "O Céu e o Inferno" de Allan Kardec. Nesta obra valiosíssima, a humanidade receberá os necessários esclarecimentos sobre os mecanismos da Lei Divina sobre este tema palpitante.
Refere-se Kardec a um judeu-lituano, que viveu no Séc. XIX. Após sua morte, em 1865, o personagem referido informou em comunicação mediúnica na Sociedade Espírita de Paris, que em tempos remotos, havia sido um soberano que governava tiranicamente, como um algoz. Dotado de caráter avaro, sensual e violento, abusava do poder para subjugar os fracos. Subordinava empregos, trabalhos e dores a serviço das próprias paixões.
Cobrava uma uma dízima até mesmo do produto da mendicância.
Segundo suas próprias palavras: "...fui tudo quanto se pode imaginar de mais cruel, em relação ao sofrimento e à miséria alheia. "
Naquela experiência reencarnatória, ao final da vida, experimentou sofrimentos horrorosos e no mundo espiritual, precisou sofrer durante trezentos e cinquenta anos para entender que a vida deve ser aplicada na prática do Bem.
Após arrepender-se profundamente, orou humildemente ao Pai Eterno e pediu que obtivesse nova oportunidade para vivenciar em si próprio os sofrimentos infligidos ao próximo.
Cedo experimentou a orfandade, viveu sozinho, sem amor, sem afeições, suportou brutalidades, que no passado havia imposto aos outros. Passou a ajudar o próximo, inclusive com sacrifício das próprias necessidades.
Kardec descreveu, nos seguintes termos a mais recente encarnação de Szimel Slizgol:
"Este não passou de um pobre israelita de Vilna, falecido em maio de 1865. Durante 30 anos mendigou com uma salva nas mãos. Por toda a cidade era bem conhecida aquela voz que dizia: “Lembrai-vos dos pobres, das viúvas e dos órfãos!” Por essa longa peregrinação Slizgol havia juntado 90.000 rublos, não guardando, porém, para si um só copeque. Aliviava e curava os enfermos; pagava o ensino de crianças pobres; distribuía aos necessitados a comida que lhe davam. A noite, destinava-a ele ao preparo do rapé, que vendia a fim de prover às suas necessidades, e o que lhe sobrava era dos pobres. Foi só no mundo, e no entanto o seu enterro teve o acompanhamento de grande parte da população de Vilna, cujos armazéns cerraram as portas."
As primeiras palavras da comunicação de Slizgol foram:
" Excessivamente feliz, chegado, enfim, à plenitude do que mais ambicionava e bem caro paguei, aqui estou, entre vós, desde o cair da noite.
Agradecido, pelo interesse que vos desperta o Espírito do pobre mendigo, que, com
satisfação, vai procurar responder às vossas perguntas."
Entre tantas lições desta comunicação, destacamos:
"A pressão moral exercida pela prática do bem, sobre a Humanidade, é tal que, por mais materializada que esta seja, inclina-se sempre, venera o bem, a despeito da sua tendência para o mal."
(As citações de O Céu e o Inferno são da 60 ª Edição Editora FEB - tradução de Manoel Quintão)
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Mensagem recomendada para campanha do quilo
Aborto delituoso
Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião.
Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião.
Homicídios
que convulsionam a imprensa e mobilizam largas
equipes
policiais...
Furtos
espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância...
Assassínios,
conflitos, ludíbrios e assaltos de todo jaez criam a guerra
de nervos, em toda parte; e, para coibir semelhantes fecundações de
ignorância e delinqüência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas,
organiza-se o trabalho forçado e em algumas nações a própria
lapidação de infelizes é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão.
de nervos, em toda parte; e, para coibir semelhantes fecundações de
ignorância e delinqüência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas,
organiza-se o trabalho forçado e em algumas nações a própria
lapidação de infelizes é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão.
Todavia,
um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade
com
que é praticado, no silêncio do santuário doméstico
ou
no regaço da Natureza...
Crime
estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar
piedade
e nem braços robustos com que se confie aos movimentos
da
reação.
Referimo-nos
ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam
a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência,
a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência,
antes
que possam sorrir para a bênção da luz.
Homens
da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados
à
exaltação do amor e da vida, abstende-vos de semelhante
ação
que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho!
Fugi
do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio
seio,
porque os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da
Providência,
assomantes no lar em vosso próprio socorro, e, se
não
há legislação humana que vos assinale a torpitude do infanticídio,
nos
recintos familiares ou na sombra da noite, os olhos
divinos
de Nosso Pai vos contemplam do Céu, chamando-vos,
em
silêncio, às provas do reajuste, a fim de que se vos expurgue
da consciência a falta indesculpável que
perpetrastes.
Emmanuel
(Mensagem psicografada por F.C. Xavier, constante do livro Religião dos Espíritos - Editora FEB- Federação Espírita Brasileira)
domingo, 5 de agosto de 2012
Posicionamento da Fraternidade do Quilo
Muitas vezes os amigos nos dizem: desejaria contribuir para a melhoria social do nosso país, da nossa cidade, mas nem sei como começar. Outros afirmam-se impotentes para realizar ações meritórias, de amparo a crianças e idosos necessitados.
Um amigo observou, certa feita, uma criança caída no chão. Não sabia o que fazer. Sentia-se, segundo ele mesmo declarou, impotente para ajudar. Passou à distância, meditava sobre sua situação de profissional de nível superior, bem aquinhoado, bem nascido, que recebera boa educação, dedicação e atenção dos pais.... Mas aquela criança não recebera o mesmo apoio. Seria, portanto, justo dividir o pão, oferecer alguma esperança a uma criança abandonada, mitigar-lhe as dificuldades.
Mas como fazer.
O amigo a que me referi, saiu para sua residência confortável e foi passar a noite junto aos entes queridos. Mas uma inquietação passou a habitar em sua mente: e as crianças pobres? Tenho meus deveres familiares e profissionais, não posso administrar uma creche, um lar de crianças, dizia para consigo próprio.
A Fraternidade da Campanha do Quilo, tem justamente a função de unir três grupos de pessoas - o grupo dos pobres necessitados, dos administradores de casas de caridade e dos que, ocupados com seus afazeres, dizem-se incapazes de ajudar, mas gostariam muito...
Por meio da campanha do quilo, os profissionais, que só tem o domingo livre, podem reservar algumas horas para colocar o saco às costas e a mochila na mão e pedir para as creches e lares de velhinhos. Não se lhes pede que sacrifiquem seus trabalhos profissionais, nem mesmo suas diversões junto às suas famílias. Pode-se realizar a campanha do quilo, uma, duas, três, quatro ou mais vezes por mês, a pessoa é sempre livre para programar-se, para reservar alguns dias ao seu critério para ajudar.
Assim, teremos casas de caridade mais equilibradas, com manutenção garantida, crianças amparadas, menos necessitados nas ruas e os que já despertaram suas sensibilidades para o sofrimento alheio com suas consciências tranquilas por participarem da grande obra do amor ao próximo.
É assim que a Fraternidade do Quilo não é um lar de idosos, uma creche ou outra entidade que ajude direta e diariamente os necessitados, mas uma entidade de apoio às obras beneméritas. Faz exatamente esse "meio de campo": está presente na sociedade, nas repartições, nos centros espíritas, por intermédio dos trabalhadores do quilo, convidando as pessoas para colaborarem nos trabalhos assistenciais. Possibilitando a todos a ação de ajudar os caídos conforme suas possibilidades.
Um amigo observou, certa feita, uma criança caída no chão. Não sabia o que fazer. Sentia-se, segundo ele mesmo declarou, impotente para ajudar. Passou à distância, meditava sobre sua situação de profissional de nível superior, bem aquinhoado, bem nascido, que recebera boa educação, dedicação e atenção dos pais.... Mas aquela criança não recebera o mesmo apoio. Seria, portanto, justo dividir o pão, oferecer alguma esperança a uma criança abandonada, mitigar-lhe as dificuldades.
Mas como fazer.
O amigo a que me referi, saiu para sua residência confortável e foi passar a noite junto aos entes queridos. Mas uma inquietação passou a habitar em sua mente: e as crianças pobres? Tenho meus deveres familiares e profissionais, não posso administrar uma creche, um lar de crianças, dizia para consigo próprio.
A Fraternidade da Campanha do Quilo, tem justamente a função de unir três grupos de pessoas - o grupo dos pobres necessitados, dos administradores de casas de caridade e dos que, ocupados com seus afazeres, dizem-se incapazes de ajudar, mas gostariam muito...
Por meio da campanha do quilo, os profissionais, que só tem o domingo livre, podem reservar algumas horas para colocar o saco às costas e a mochila na mão e pedir para as creches e lares de velhinhos. Não se lhes pede que sacrifiquem seus trabalhos profissionais, nem mesmo suas diversões junto às suas famílias. Pode-se realizar a campanha do quilo, uma, duas, três, quatro ou mais vezes por mês, a pessoa é sempre livre para programar-se, para reservar alguns dias ao seu critério para ajudar.
Assim, teremos casas de caridade mais equilibradas, com manutenção garantida, crianças amparadas, menos necessitados nas ruas e os que já despertaram suas sensibilidades para o sofrimento alheio com suas consciências tranquilas por participarem da grande obra do amor ao próximo.
É assim que a Fraternidade do Quilo não é um lar de idosos, uma creche ou outra entidade que ajude direta e diariamente os necessitados, mas uma entidade de apoio às obras beneméritas. Faz exatamente esse "meio de campo": está presente na sociedade, nas repartições, nos centros espíritas, por intermédio dos trabalhadores do quilo, convidando as pessoas para colaborarem nos trabalhos assistenciais. Possibilitando a todos a ação de ajudar os caídos conforme suas possibilidades.
terça-feira, 31 de julho de 2012
PATERNIDADE
No segundo domingo de agosto
comemora-se o dia dos pais. Aproveitamos a oportunidade para recordar as
reflexões contidas em O Livro dos Espíritos
sobre a paternidade. Há quem diga que o livro básico da Filosofia Espírita é um
dos maiores tratados de Sabedoria que a Humanidade já possuiu. Os que ainda não
tiveram oportunidade de ler e meditar sobre os grandiosos ensinamentos contidos
neste compêndio poderão apreciar uma pequena amostra. Extraímos um trecho da Segunda Parte, Capítulo X, “Das Ocupações e Missões dos Espíritos”. Vejamos:
582. Pode-se considerar como
missão a paternidade?
“É, sem contestação possível, uma
verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do
que o pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o
filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem, e
lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização débil e delicada,que o torna propício a todas as
impressões. Muitos há, no entanto, que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim
e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu
filho. Se este vier a sucumbir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda
e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o
que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem.”
583. São responsáveis os pais
pelo transviamento de um filho que envereda pelo caminho do mal,
apesar dos cuidados que lhe dispensaram?
“Não; porém, quanto piores forem
as propensões do filho, tanto mais pesada é a tarefa e tanto maior o mérito dos
pais, se conseguirem desviá-lo do mau caminho.”
a) Se um filho se torna homem
de bem, não obstante a negligência ou os maus exemplos de seus
pais, tiram estes daí algum proveito?
“Deus é justo.”
(KARDEC, Allan – O Livro dos Espíritos – 76ª Edição FEB –
Federação Espírita Brasileira)
Se possuíssemos consciência dessas verdades, a Humanidade sofreria menos, teríamos menos problemas sociais, psicologicos e comportamentais.
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