domingo, 27 de janeiro de 2013

Frase de Elias Sobreira

André Honorato, um trabalhador espírita, nos relatou que, há alguns anos, estava "Quebrando a cabeça" na tentativa de resolver problemas elétricos na Casa dos Humildes - instituição fundada por Elias Sobreira para amparo de idosas. Sobreira, ao observar o desafio que estava sendo enfrentado por André, disse:

"A boa vontade suplanta a técnica".

Em princípio, poderíamos interpretar como existisse uma concorrência entre boa vontade e técnica. Mas há outra forma de entender:
A boa vontade antecede à técnica.

A boa vontade pressupõe espírito de .serviço, criatividade, enfrentamento do risco, exposição à crítica, maior possibilidade de fracasso. Quem, julgue possuir técnica insuficiente, por meio da boa vontade, com o uso de ensaio e erro, procure resolver algum problema, deve dispor de:

a) Capacidade de ouvir críticas sem se agastar;
b) Vontade de servir que supere as limitações do conhecimento;
c) Resiliência - ou seja, capacidade de se recompor diante de decepções e fracassos.

Frequentemente, quem age mais por boa vontade, ainda que possua pouca técnica, envolve o coração no que realiza.

Boa vontade com pouca técnica descobre caminhos que podem conduzir à resolução do problema.
Técnica com pouca boa vontade pode manter um talento paralisado e inútil.

Mas, quando a pessoa possuiu bastante boa vontade procura conhecer a técnica.

Originalmente, é a grande boa vontade dos cientistas, engenheiros, administradores, e outros que cria a técnica. Portanto, a técnica é filha da boa vontade. Quando a técnica surgiu, sistematizou o conhecimento adquirido pela boa vontade e ofereceu-se às gerações futuras para que essas partissem de patamares superiores de ação e serviço.

É por isso que preconizamos o uso da boa vontade e da técnica nos serviços da campanha do quilo, na sua administração, na sua orientação, em seus registros, na formação de seu patrimônio intelectual e histórico. A campanha será mais eficiente quando utilizar as maravilhosas ferramentas técnicas  disponíveis, por meio da informática, da comunicação via Internet e de outros meios que Deus nos enviar.

Podemos concluir que, de fato, a boa vontade, se fosse concorrer, superaria a técnica que é sua filha. Isso, contudo, não se dá, precisamente porque a boa vontade "ama maternalmente" a técnica.

Oportuno alertar os que se julguem possuidores de muita técnica que não seria justo que a filha (técnica) menosprezasse quem trabalha motivado predominantemente pela mãe (boa vontade).

sábado, 19 de janeiro de 2013

Zé Galdino III

Como eu havia dito anteriormente, o Galdino era uma figura permanentemente fraterna, simpática, amiga. Essa condição de benevolência constante, contudo, não se acumpliciava com comportamentos incompatíveis com a moral evangélica, com a crueldade, nem com atitudes nitidamente egoísticas.

Certa feita, um dos trabalhadores da equipa da Escola Regional que ele dirigia, por questões que não conhecemos, abandonou a esposa. Ao que deduzi da narrativa do Galdino, a senhora abandonada, além de muito entristecida também passou a enfrentar forte .escassez de recursos em decorrência da separação.
Informado da situação, o Galdino não titubeou; chamou seu amigo e cooperador e comunicou-lhe:

"Meu irmão fulano de tal, eu sou muito grato aos seus esforços no sentido de incentivar a Campanha do Quilo nos centros espíritas. Tenho grande respeito pelos seus trabalhos de beneficência, porém não podemos entender que um trabalhador de Jesus abandone seu lar, sua esposa que tanto o ajudou nas horas difíceis por questões de somenos importância. É indispensável que o amigo reassuma suas responsabilidades de marido e pai.

 O interpelado ficou em silêncio inicialmente e logo em seguida declarou que havia se aborrecido por tais e tais motivos e não poderia retornar à casa.
Galdino esclareceu que esse sentimento revelava fraqueza moral e espiritual e que o irmão só poderia pregar em nome de Jesus após reassumir seus compromissos familiares. Orientou o irmão a submeter-se a um tratamento de desobsessão e evitar usar a tribuna.

O cidadão atendeu rigorosamente às orientações recebidas. Após o tratamento desobsessivo, o irmão reconciliou-se com a esposa e retornou ao lar. Nessa condição, Galdino franqueou novamente as tribunas espíritas ao cidadão.

Faz uns cinco anos mais ou memos que Galdino partiu para o mundo espiritual. Confesso que essa partida me deixou um pouco triste. Mas, como nos esclarece a Doutrina Espírita, nada temos a lamentar da morte dos homens de bem.

Recentemente, ao digiri-me à sede do Abrigo Espírita Batista de Carvalho, fui informado que alguns dos antigos trabalhadores da Escola Regional do Quilo, permaneciam, no além trabalhando pela instituição. Galdino está na posição de orientador da equipe espiritual.

Zé Galdino II

Lembro-me do Galdino relatando o resgate de uma senhora idosa que havia caído em um buraco e permanecia ali por alguns dias.

Galdino, já responsável pelo Abrigo Espírita Batsita de Carvalho, informado da ocorrência, sem delongas, reuniu alguns trabalhadores de boa vontade, resgatou a velhinha e recebeu-a com aquele amor e carinho que o caracterizava.
A senhora passou a fazer parte das internas do Abrigo.

Em outra ocasião, encontrava-se o nosso amigo pedindo em nome de Jesus, em público, para as vovós (como ele carinhosamente chamava as internas do Abrigo), quando avistou um cavalheiro impecavelmente vestido, postura sobranceira, fumava um charuto, quando Galdino aproximou-se e disse:
"Em nome do Senhor Jesus, peço uma ajuda para as velhinhas do A E Batista de Carvalho."
O interpelado esbaforiu gases provenientes da queima do charuto, lançou um olhar quase que de desprezo e redarguiu:
"Você não tem vergonha de andar por aí pedindo esmolas?" A pergunta arrojada de chofre desconcertou o nosso amigo trabalhador do quilo. Entretanto, os amigos espirituais a postos e, por meio de ondas mentais, inspiraram o Galdino que repassou a sugestão espiritual da seguinte forma: "Não tenho vergonha de fazer a Campanha do Quilo, entretanto tenho vergonha de ver uma velhinha desamparada e não fazer nada por ela."

Ante a resposta segura, de origem moral superior, o cidadão reconsiderou a negativa preconceituosa, imediatamente retirou algumas moedas do bolso e depositou na mochila que os trabalhadores da Campanha trazem para arrecadação de dinheiro. Ao que o ilustre legionário respondeu, sem o mínimo agastamento: "Deus o abençoe".





domingo, 13 de janeiro de 2013

Zé Galdino

As arrecadações da campanha do quilo têm contribuído de forma importante com a manutenção de casas assistenciais.

O Lar de idosos Batista de Carvalho é uma das que recebe a campanha do quilo por décadas.

Segundo informações dos trabalhadores do abrigo, mais ou menos no início dos anos setenta, a instituição era presidida por Bezerra de Vasconcelos, que também foi presidente da União Espírita de Pernambuco.

À época, havia muitas dificuldades para sustentar os trabalhos. Bezerra de Vasconcelos e seu filho Allan Vasconcelos eram os únicos que saíam nos finais de semana de porta em porta pedindo uma ajuda para o abrigo. Diante da escassez de trabalhadores e consequentemente da severa insuficiência de recursos, pensava-se em encerrar as atividades sociais da casa.

Por essa época, Elias Alverne Sobreira proferiu diversas palestras sobre a campanha do quilo nos centros espíritas da região oeste de Recife, onde se localiza o A E Batista de Carvalho.

Foi em uma dessas palestras que a palavra vibrante do arauto da campanha do quilo conquistou o grande trabalhador José Galdino da Silva para a atividade de pedir a quem tem para dar a quem não tem.

Galdino aderiu ao movimento do quilo e em seguida conheceu a situação precária do abrigo. Passou a cooperar com a manutenção da casa. Aumentou gradativamente sua participação e, por fim, assumiu a presidência do Abrigo. Com sua notável capacidade de agregar cooperadores ao trabalho do Bem afastou o risco de fechamento do Lar de velhinhos.

Galdino transpirava fraternidade. Tratava a todos com respeito e carinho. Sorria com vibração sempre fraterna. Por meio de nossas modestas percepções psíquicas, registrávamos um como dínamo de energias simpáticas e amigas na alma do Galdino.

Organizou, na sede do abrigo, a Escola Regional do Quilo de Jardim São Paulo. A Escola Regional funcionava semanalmente aos sábados à noite. Nessa reunião escalava os trabalhadores para visitarem as instituições espíritas dos bairros circunvizinhos. As visitas ocorriam nas reuniões públicas no decorrer da semana subsequente. Nessas oportunidades, os integrantes da Escola Regional pediam a palavra, ainda que fosse por cinco minutos e convidavam os presentes para realização da campanha do quilo que ocorreria no domingo seguinte. O representante da Escola Regional, além de convidar os presentes para a campanha, participavam da atividade do quilo no domingo marcado.

Assim, as arrecadações em favor do Abrigo atingiram níveis satisfatórios e a instituição permanece, até hoje, quarenta anos depois, sustentada pela campanha do quilo.

Galdino, apesar de pouca escolaridade naquela oportunidade reencarnatória, é um espírito esclarecido, que fazia belas preleções sobre a Doutrina Espírita e o Evangelho de Jesus, sua mensagem cativante atraiu muitos espíritas para o trabalho da campanha do quilo em favor das casas de caridade.
Era um administrador organizado. Foi tesoureiro da Escola Central do Quilo; mantinha a escrita sempre atualizada e em todas as reuniões administrativas mensais, lá estava o Galdino prestando contas. Fazia a leitura do movimento financeiro resumida, mas essa leitura sempre revelava com clareza a situação da Escola do Quilo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Espaço do legionário




  EM TOM MAIOR (JESUS

LUZ , AÇÃO!                                                                                                                                                                                                                          
                                                                                                                                          
CANTEMOS UMA CANÇÃO.
 
COMPOSTA PELO MESTRE

AME DE TODO CORAÇÃO!

ESTENDAMOS AS MÃOS

FAÇAMOS UMA REFLEXÃO

O NATAL NÃO É SÓ EMOÇÃO.

SE ELEVE!

FAÇA UMA ORAÇÃO,

AJUDANDO  SEUS IRMÃOS.

EM TOM MAIOR, (JESUS)

AME DE TODO CORAÇÃO!


              Um Espírito Amigo

(Contribuição Joana Darque - Centro Espírita Pedro Carneiro)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sugestão de Mensagem


Na noite de Natal

– “Minha mãe, por que Jesus,
Cheio de amor e grandeza,
Preferiu nascer no mundo
Nos caminhos da pobreza?

Por que não veio até nós,
Entre flores e alegrias,
Num berço todo enfeitado
De sedas e pedrarias?

– “Acredito, meu filhinho,
Que o Mestre da Caridade
Mostrou, em tudo e por tudo,
A luminosa humildade!...

Às vezes, penso também
Nos trabalhos deste mundo,
Que a Manjedoura revela
Ensino bem mais profundo!”

E a pobre mãe, de olhos fixos
Na luz do céu que sorria,
Concluiu com sentimento,
Em terna melancolia:

– “Por certo, Jesus ficou
Nas palhas, sem proteção,
Por não lhe abrirmos na Terra
As portas do coração.”

João de Deus – Espírito
(página psicografada por Francisco Cândido Xavier)

(Do livro Parnaso de Além Túmulo – publicado pela Federação Espírita Brasileira)

Distribuição do CENTRO ESPÍRITA XXXXXXXX.
ENDEREÇO: RUA TAL , NR TAL – BAIRRO TAL

REUNIÕES PÚBLICAS: TAIS E TAIS DIAS TAIS E TAIS HORÁRIOS.

Mensagens de Natal


Lembramos às instituições que imprimem mensagens para distribuição por meio da Campanha do Quilo, que se houver sobra de mensagens no período de Natal, poderemos formar pequenos grupos de trabalhadores de boa vontade para distribuir nas esquinas de Recife mesmo fora do horário da campanha.

Explicando melhor: podemos simplesmente em um dia e horário quaisquer, sem intenção de arrecadar nenhuma contribuição, distribuir mensagens. Essa atividade que se limita a distribuir mensagens, já foi realizada pela Escola Central do Quilo no passado com muito sucesso.

Assim, se sobrarem mensagens com o tema "Natal" pode-se, para não deixá-las durante o ano inteiro guardadas para distribuí-las apenas no próximo Natal, entregá-las em outro dia e horário nas ruas.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Século XX - Nasceu a Campanha do Quilo espírita


Ouvi Sobreira dizer que a campanha do quilo teria vindo antes do tempo. Semelhantemente à apreciação que Allan Kardec fez da doutrina de Sócrates e Platão, Sobreira quis dizer que os homens ainda não estavam preparados para entender, praticar e manter a campanha do quilo nos padrões de elevação moral que representam sua essência.
Não sei se concordo com o mestre Sobreira, mas gostaria de situar e fazer breve avaliação sobre o processo regenerador que vem se instalando nas últimas décadas.

O Século XX assistiu a grandes transformações na face do planeta; impressionante evolução científica na Física, na Biologia.... Velocissimas transformações tecnológicas, políticas e sociais. Sob pesados tributos de trabalho e sofrimento, o mundo avançou.

Além disso, ao lado da evolução material, observamos sinais claros de evolução moral. Se os espíritos, antes de suas reencarnações comprometem-se a desenvolver trabalhos em favor do melhoramento geral, tal como ocorreu com Einstein, Max Planck, De Broglie, Heisenberg, na área moral, espíritos de escol voltam à Terra para suavizar os costumes, reduzir a violência, fomentar a Fraternidade.

Vimos Mohandas Karanchand Gandhi, Albert Schweitzer, Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Titus Brandasma, Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e Elias Sobreira embora aparentemente distantes, ensinaram e exemplificaram o Amor ao Próximo.

Gandhi envolveu multidões nas ações de desobediência civil e não violência (ahimsa). Schweitzer embora detentor de diversos títulos que o destacavam na civilização européia, não vacilou em estudar medicina unicamente para combater a malária - trabalho gratuito e até sacrificial - em favor dos nativos da África Equatorial francesa.

Tereza de Calcutá, na Índia e irmã Dulce no Nordeste brasileiro dedicaram-se sem reservas ao trabalho de aliviar a dor do próximo.

Titus Brandsma faceou corajosamente a arbitrariedade dos nazistas na segunda guerra mundial, foi encerrado em um campo de concentração na Holanda e perdoou seus agressores, fazendo o bem aos seus algozes e dividindo com outros condenados sua reduzida alimentação.

Francisco Cândido Xavier testemunhou a humildade e a caridade por décadas e nos legou diversas enciclopédias de Ciência, Poesia, História, Literatura, Sabedoria.... Demonstrou exuberantemente as relações do Espiritismo com diversas áreas do conhecimento, das artes e desvendou mais amplamente a vida após a morte.

Divaldo entregou sua vida para educar, nos processos de Jesus, milhares de crianças e de jovens na Mansão do Caminho e tem levado a todos os recantos do planeta a boa nova do Espiritismo.

E o nosso mestre Sobreira? Modificou o panorama do movimento espírita. Havia muito academicismo e poucas ações de amor. Antes dele, reduzido número de espíritas; nos centros espíritas apenas os doutores usavam a tribuna. Depois dele centenas de trabalhadores do bem espalham-se pelas ruas de Recife e de outras cidades do Brasil em busca de um justo apoio para as casas de caridade. Hoje são diversas creches, lares de idosos, projetos educacionais e assistenciais apoiados pela campanha do quilo.

Fundou a Fraternidade do Quilo para coordenar esses trabalhos, também em diversas localidades do Nordeste e atuou decisivamente para a fundação da Escola Central da Campanha do Quilo do Rio de Janeiro.

Fundou a Casa dos Humildes, uma instituição, que, segundo ele mesmo em diversas palestras pelos centros espíritas, seria um lar para os desabrigados; para os sem lar, sem teto. Estes, dizia, seriam convidados para o abrigo, para receberem alimento, moradia, banho, cuidados médicos, carinho, fraternidade.

Com mais de noventa anos, com o título de Major da Aeronáutica,  podíamos aprecia-lo sentado em um banquinho (porque já não possuía energia de manter-se de pé) em frente ao Supermercado "Bom Preço" de Casa Amarela estendendo o apelo da caridade aos transeuntes.

Centenas de espíritas, muitos hoje desencarnados, aderiram ao seu trabalho. Vários já sinalizaram do além, mostrando-se felizes pelas realizações de amor, viabilizadas em suas vidas pela Campanha do Quilo.

Se Deus permitir, relatarei algumas experiências de Elias Sobreira e dos seus companheiros trabalhadores da Campanha do Quilo.




sábado, 3 de novembro de 2012

Durante a Campanha do Quilo, pode-se pedir aos pobres?

O exemplar trabalhador do Espiritismo e da campanha do quilo, Elias Sobreira ensinava que, ao realizarmos o belo trabalho de ajuda ao próximo, por meio de pedidos públicos, deveríamos lançar os apelos a todos indistintamente. Esses pedidos devem ser dirigidos a pessoas de todas as condições - absolutamente de todas as condições.

Ouvi, quando Sobreira dizia que pede-se até mesmo aos mendigos. Pode parecer paradoxal, mas a própria dinâmica da campanha, o contato com o público, confirmam o acerto dessa recomendação.

Não raro, alguns legionários ao depararem-se com residências de condições mais modestas, saltam, receosos de causarem constrangimentos às pessoas mais pobres. Muito frequentemente, os residentes nessas casas modestas perguntam porque a campanha do quilo não visitou suas casas. Dizem que têm prazer em colaborar, ainda que seja com alguns centavos, ou um pouco de cereais, de farinha, de feijão ou uma caixa de fósforos. Acrescentam que em situações de maiores dificuldades foram socorridos pelos centros espíritas e desejam testemunhar sua gratidão.

Alguns mendigos ao se sentirem não abordados mostram-se magoados. Não sem razão. Porque nós, de classe média, por invigilância, mantemos conceitos equivocados das pessoas mais pobres. Alguns afirmam que todos os favelados são pessoas cooptadas pelo crime.

Um amigo exemplificava uma experiencia bastante elucidativa. Encontrava-se realizando a campanha, quando um grupo de menores pobres e maltrapilhos acercou-se dele, circundando-o. Tomado de susto, de receio acentuado, pensou que seria assaltado. Um dos meninos, contudo, aproximou-se e depositou pequenas moedas na mochila deste amigo que relatava o episódio. Ato contínuo os demais colaboraram com pequenos valores.

O trabalhador da campanha do quilo caiu em si, reconheceu que alimentava um preconceito de que precisava livrar-se.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Espiritismo e Campanha do Quilo

Consiste o Espiritismo em:
a) um estudo fenomenológico e em uma ciência;
b) uma visão do mundo - uma filosofia;
c) uma ética e em uma religião filosófica.

Sob o primeiro aspecto, os estudiosos dessa ciência catalogaram, classificaram e explicaram os fenômenos ditos paranormais, metapsíquicos e mediúnicos. Situação digna de nota é que esses fenômenos têm como protagonistas as almas dos que viveram na Terra e que essas inteligências incorpóreas contribuíram - juntamente com cientistas e pesquisadores - decisivamente para fornecer as explicações desses fenômenos.

O segundo aspecto é decorrência lógica do primeiro. As explicações dos fenômenos nos conduziram à concepção de um mundo além túmulo. Quando morremos, não morre o nosso eu e sim, apenas, o corpo que é uma vestimenta do nosso ser eterno. Passamos a entender e a entrar em contato com o mundo espiritual, com as situações de felicidade ou desdita dos seus habitantes. Compreendemos claramente as causas dessas situações. Ou seja, entendemos de onde viemos, para vamos e o que estamos fazendo neste mundo. Digno de destaque é o fato de essa concepção possuir base nos fatos - um privilégio entre as filosofias.

A ética espírita é consequência imediata do aspecto filosófico. Os espíritos são felizes quando praticam o Bem, quando libertam-se dos vícios, quando se tornam capazes do desprendimento dos bens e dos conceitos equivocados da Terra.

Essa ética coincide exatamente com os preceitos morais do Cristo:
Humildade, Amor ao Próximo, Fé em Deus. O primeiro e principal dever religioso, ensina o Espiritismo, é a prática da Caridade - assistência ao necessitado, benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias e perdão das ofensas.

Em suma, o Espiritismo é uma ciência religiosa. Todos, sem distinção de crenças e de nacionalidades, poderão tirar proveitos espirituais dessa ciência.
Por outro lado, independentemente de adesão aos conceitos filosóficos do Espiritismo a pessoa pode e deve praticar o Bem. E é nisso o que consiste o mérito para o espírito. Quer pertença a essa ou àquela religião, ou não tenha religião.

A campanha do quilo, por sua vez, também adota o conceito de universalidade da caridade. Por isso que todos podem realizá-la. Atualmente, a Fraternidade do Quilo preconiza que a campanha deve ser administrada por instituições espíritas, mas católicos, protestantes, muçulmanos, budistas, ateus, podem participar da campanha, desde que se comprometam a seguir os Dez Mandamentos da Campanha do Quilo e as respectivas Normas.

domingo, 21 de outubro de 2012

DICA DO QUILO VII

Ao retornarem à sede da instituição patrocinadora da campanha, os trabalhadores depositarão os sacos com gêneros alimentícios em uma extremidade da mesa e as mochilas com dinheiro em outra extremidade. Se houver mais de uma mesa, ambas poderão ser utilizadas, colocando-se separadamente a arrecadação em dinheiro e arrecadação em gêneros.

É de responsabilidade da equipe de trabalhadores fazer contagens do dinheiro e pesagem dos gêneros. Alguns entendem que após entregar os sacos com as arrecadações estão dispensados e podem voltar para seus lares. Não é assim; todos devem permanecer colaborando com as tarefas até à prece de encerramento.

Há casos em que as pessoas precisam ausentar-se por motivos diversos. Entretanto, é preciso lembrar que, sempre que possível, todos devem estar presentes até ao fim.

A contagem é uma tarefa que exige atenção, higiene e organização.

Pelo menos duas pessoas devem contar o dinheiro de forma cuidadosa e ordenada para não haver erros. Ninguém deve contar separadamente sua arrecadação, a arrecadação de cada participante deve ser misturada com as dos outros. Ninguém deve procurar saber quem arrecadou mais ou arrecadou menos.

As pessoas que lidam com gêneros devem ter o cuidado de higienizar as mãos antes de manusear as doações de alimentos, principalmente se participaram da contagem do dinheiro.

Com relação à pesagem de gêneros, recomenda-se arrumá-los em sacos com cuidado para não amassar frutas, pães, bolachas, macarrão, nem quebrar os ovos.

Após contagem do dinheiro e pesagem dos gêneros, deve-se necessariamente anotar os resultados no formulário fornecido pela Fraternidade do Quilo. Esse é o mesmo formulário que os participantes assinam no início da campanha.

Se não houver balança, pode-se fazer uma boa estimativa do valor contando os pacotes de meio quilo, de um quilo, somar-se esses pesos e os gêneros que não tem pesos conhecidos, a exemplo de frutas e verduras e fazer-se uma estimativa e, em seguida, calcular-se o total geral.

Ao final dos trabalhos, o dirigente conferirá se todos devolveram os cartões ou crachás de identificação, guarda-los-á em local seguro para uso na próxima campanha. Se alguém, por distração tenha esquecido de devolver o documento, deve-se solicitar a devolução.

Será anunciado para todos os presentes os valores arrecadados. Então o dirigente indicará um dos participantes para finalizar com a prece. Os presentes deverão citar nomes de pessoas enfermas ou obsidiadas que foram identificadas durante a campanha para pedido a Deus em favor delas.

As arrecadações serão entregues ao representante do abrigo, que assinará o formulário da campanha. Essa assinatura não representa que ele esteja de acordo com os valores de arrecadação, pois na sede da instituição beneficiada haverá nova contagem. Significa, essa assinatura, que ele recebeu o produto da campanha. Qualquer divergência, deve ser comunicada ao presidente da instituição promotora e ao dirigente da campanha para adoção de maior atenção da contagem ou outra providência cabível.

Bom lembrar que o dirigente da instituição beneficiada deve selecionar os alimentos que porventura estejam estragados ou com validade vencida. O cuidado com a qualidade e higiene dos alimentos é fundamental para a saúde dos abrigados e dar alimentos estragados aos necessitados é responsabilidade, inclusive legal, da creche ou lar de idosos beneficiada.

Se o produto da campanha não for apanhado pela instituição beneficiada até o meio dia do dia seguinte, a instituição promotora deverá distribuí-lo para os pobres.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Exercício da humildade


A campanha do quilo é um excelente exercício de humildade. Pedir significa lançar uma proposta uma solicitação e dispor-se a aceitar com gratidão a doação ainda que não atenda precisamente ao que se espera ou a quantidade que se espera.

Quando o legionário pede uma ajuda em praça pública e recebe uma doação, insignificante, de centavos, proceda esta doação de um pobre ou de uma pessoa mais bem aquinhoada, suas palavras expressões e sentimentos devem ser de gratidão.

Na hipótese de não receber doações deve abençoar em nome de Deus a pessoa e sua família. Pode, se a pessoa se mostrou desejosa de colaborar, esclarecer que no próximo mês voltará quando haverá nova oportunidade de cooperação.

Ainda nos casos em que for tratado com indiferença ou descortesia, deverá manter-se calmo, com o pensamento voltado para o Mestre Jesus e enviar pensamentos de paz, perdão e harmonia para a pessoa que foi abordada.

Essas ações essas atitudes frente as diversas experiências da campanha do quilo, constituem-se em exercícios da humildade, que ao longo dos anos se fortalecerá na alma do trabalhador.

Assistimos a transformações morais de jovens e adultos. Pessoas iradas, descontroladas que passam a adotar atitude serena ante os insultos.

Esse é o resultado da prática da campanha associada a preces diárias, ao estudo do Evangelho e da Doutrina Espírita.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Capacitação de dirigentes - comentários

A propósito da Capacitação para dirigentes de Campanhas do Quilo, realizada nos dias 29 e 30 de setembro/2012, Isoláquio comentou sobre o grande êxito do empreendimento.

Em resposta ao comentário, recebemos mensagens de incentivo. Ei-las:

Parabens amigo!

Parabens a todos que fazem esse trabalho lindo!

Abraços!

Elaine*

Berlin – DE

(*) - Elaine é brasileira, residente em Berlim. Realiza um meritório de trabalho de divulgação do Espiritismo na língua alemã; língua essa que domina e fala fluentemente.
Quem desejar maiores informações sobre o trabalho de Elaine deverá clickar neste link


Paz e alegrias!

Caro Isoláquio, também parabenizo todos pelo curso, os legionários do quilo do Guupo Espirita Júlio Cezar só destilou elogios a toda equipe da coordenação e do conteúdo explanado, os três que participaram ficaram felizes e foi uma oxigenação dos seus conhecimentos e como disse doravante farão a campanha do quilo com os verdadeiros olhos de ver. Não pude participar devido a problemas de saúde, mas estou feliz pois o objetivo fora alcançado e a Espiritualidade da Fraternidade atuou como nunca que Deus abençõe as duas equipes.

Um fraterno abraço,

Rosimeres

Quem desejar maiores informações sobre o Grupo Espírita Júlio Cezar, deverá clickar neste link

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Posições terrestres

Sair às ruas pedindo ajuda para quem não dispõe do necessário, além de ser um ato de amor ao próximo, coloca a pessoa em uma situação diferente da habitual. O trabalhador do bem expõem-se à opinião pública em nova posição, assumindo postura diferente de outros papéis que desempenha na sociedade.
Os que ocupam cargos de comando, se vêem na condição de pedir, de posicionar-se "abaixo" da população, de submeter-se ao arbítrio dos outros no que se refere a doar ou a negar a colaboração solicitada.

Pode-se identificar chefes  estendendo o apelo da beneficência a subordinados; empregados abordados por patrões. Essa situação imprevista em que, por vezes, se defrontam esses que ocupam cargos relevantes na vida civil, representa preciosa oportunidade de reflexão sobre suas posturas, palavras e ações diárias.

Naturalmente surge no íntimo, pergunta desse tipo: estou cumprindo com meus deveres perante meu subordinado? Estou remunerando os serviços prestados adequadamente? Estou em dia com minhas obrigações?

Nessas situações, os superiores são induzidos a reverem, a reavaliarem eventuais apegos à títulos e posições. Se esse trabalhador é espírita, se tem consciência da reencarnação, encara o ato de pedir como forte lembrança sobre a brevidade da vida atual. Recorda que em existências pretéritas poderia ter sido inferior, ter ocupado posição de um serviçal ou que pode vir a ocupá-la em reencarnação futura.

Desapego às posições constitui em regra, grande desafio aos que se filiam ao Cristianismo. A campanha do quilo apresenta-se como forte auxiliar do candidato à conquista do própria felicidade.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Fortuna

Anda a Fortuna por uma praça,
Fala à Ventura com riso irmão,
E mais adiante topa a Desgraça,
E altiva e rude lhe esconde a mão.

Vaidosa e bela, dá preferência
Ao torpe egoísmo acomodatício,
E entre as virtudes, na existência,
Escolhe sempre flores do vício.

E assim prossegue na desmarcada
Carreira louca do vão prazer,
Como perdida, e já sepultada,
No esquecimento do próprio ser.

Depois, cansada e já comovida,
Quando só pede luz e amor,
Acorre à Morte por dar-lhe a Vida,
E vem a Vida por dar-lhe a Dor.

João de Deus - espírito

Página psicografa por F. C. Xavier - do livro Parnaso de Além Túmulo - Edição FEB.

domingo, 16 de setembro de 2012

Espaço do legionário


PEQUENINO SER


VI UM PEQUENINO SER

SEUS OLHOS SONHAVAM

SUA ALMA GRITAVA 

A SOLIDÃO, O QUE FAZER?

POBRE CRIANÇA!

VIOLENTADA PELA VIDA

PROFUNDAMENTE DESILUDIDA

A DOR LHE PERSEGUIA.

CLARA É A REALIDADE DO SEU SER

SOZINHA,ABATIDA,NADA PARA COMER.

SUA ALMA IMPLORA,ME AJUDEM!

EU SÓ QUERO UM POUCO DE ATENÇÃO

UM PEDAÇO DE PÃO!

SINTO FRIO! QUEM ME AQUECE É O CHÃO.


 UM ESPÍRITO AMIGO

Contribuição: Joana Darque – Escola Espírita Pedro Carneiro

domingo, 2 de setembro de 2012

Salvani e Slizgol

Esse artigo foi escrito para marcar a centésima postagem do Blog da Campanha do Quilo. Procura fazer um paralelo entre dois episódios históricos das campanha do quilo.

O primeiro episódio ocorreu na antiga Itália, na época de Dante Alighieri. O segundo em Vilnius ou, como nós e os franceses a denominamos: Vilna, na Lithuânia (um dos países bálticos, situado na Europa Oriental), na época de Allan Kardec.

O trabalho de Dante, A Divina Comédia, marcou o pensamento de vários séculos na cultura ocidental, e contribuiu para a evolução de diversos povos. Esse trabalho relata as visitas que Dante empreendeu no mundo espiritual a regiões de punição, de reeducação e de felicidade. Na companhia do poeta latino Virgílio, percorreu ambientes no pós morte que denominou "Inferno" e "Purgatório".

Visitou também o "Paraíso", não mais em companhia de Virgílio, tendo em conta que este último era pagão e, segundo a tradição católica, os pagãos não poderiam acessar as regiões celestiais.
Nessa visita, Dante foi guiado por Beatriz uma jovem cristã, falecida ainda jovem, que na terra havia sido o amor da vida de Dante.

Em sua passagem pelo Purgatório, Dante reconheceu Provenzan Salvani, o orgulhoso chefe dos gibelinos de Siena que, após a batalha de Montaperti propôs a destruição de Florença. Entretanto o nobre vencedor também havia voluntariamente se submetido a pedir ajuda as passantes na praça de Siena do Século XIV para libertar um amigo da prisão onde os guelfos o haviam metido. Carlos d'Anjou, pela libertação, exigiu uma fiança de dez mil florins. Recursos que Salvani não possuía. Eis segundo citação de Antonio Alves o registro contido na Divina Comédia:

( A Divina Comédia - 1304 à 1321) Canto XI- Os Orgulhosos :Espíritos de Omberto , Oderisi e Salvani. 
Provenzano Salvani, teve a pena reduzida apesar dos erros e soberba por ter pedido esmola para tirar o amigo da prisão: - Quando ele estava no seu apogeu - disse Oderisi - ele se humilhou por um amigo, que cumpria pena na cadeia de Carlos de Anjou. Colocando de lado toda a vergonha para resgatar o amigo da prisão, ele pediu esmolas aos que passavam na praça de Siena. Foi esse ato que o libertou da espera.
Pode-se apreciar na obra "Grandes Personagens da História Universal" da Editora Abril Cultural uma tela do pintor Amós Cassioli - Pal. Comunal de Siena, retratando a mendicância de Salvani.





Nos próximos séculos, o livro que marcará a nova era dos estudos das penas e recompensas, tanto no pós morte como na vida atual, será "O Céu e o Inferno" de Allan Kardec. Nesta obra valiosíssima, a humanidade receberá os necessários esclarecimentos sobre os mecanismos da Lei Divina sobre este tema palpitante.

Refere-se Kardec a um judeu-lituano, que viveu no Séc. XIX. Após sua morte, em 1865, o personagem referido informou em comunicação mediúnica na Sociedade Espírita de Paris, que em tempos remotos, havia sido um soberano que governava tiranicamente, como um algoz. Dotado de caráter avaro, sensual e violento, abusava do poder para subjugar os fracos. Subordinava empregos, trabalhos e dores a serviço das próprias paixões.
Cobrava uma uma dízima até mesmo do produto da mendicância.

Segundo suas próprias palavras: "...fui tudo quanto se pode imaginar de mais cruel, em relação ao sofrimento e à miséria alheia. "

Naquela experiência reencarnatória, ao final da vida, experimentou sofrimentos horrorosos e no mundo espiritual, precisou sofrer durante trezentos e cinquenta anos para entender que a vida deve ser aplicada na prática do Bem.

Após arrepender-se profundamente, orou humildemente ao Pai Eterno e pediu que obtivesse nova oportunidade para vivenciar em si próprio os sofrimentos infligidos ao próximo.
Cedo experimentou a orfandade, viveu sozinho, sem amor, sem afeições, suportou brutalidades, que no passado havia imposto aos outros. Passou a ajudar o próximo, inclusive com sacrifício das próprias necessidades.

Kardec descreveu, nos seguintes termos a mais recente encarnação de Szimel Slizgol:
"Este não passou de um pobre israelita de Vilna, falecido em maio de 1865. Durante 30 anos mendigou com uma salva nas mãos. Por toda a cidade era bem conhecida aquela voz que dizia: “Lembrai-vos dos pobres, das viúvas e dos órfãos!” Por essa longa peregrinação Slizgol havia juntado 90.000 rublos, não guardando, porém, para si um só copeque. Aliviava e curava os enfermos; pagava o ensino de crianças pobres; distribuía aos necessitados a comida que lhe davam. A noite, destinava-a ele ao preparo do rapé, que vendia a fim de prover às suas necessidades, e o que lhe sobrava era dos pobres. Foi só no mundo, e no entanto o seu enterro teve o acompanhamento de grande parte da população de Vilna, cujos armazéns cerraram as portas."

As primeiras palavras da comunicação de Slizgol foram:


" Excessivamente feliz, chegado, enfim, à plenitude do que mais ambicionava e bem caro paguei, aqui estou, entre vós, desde o cair da noite.
Agradecido, pelo interesse que vos desperta o Espírito do pobre mendigo, que, com
satisfação, vai procurar responder às vossas perguntas."


Entre tantas lições desta comunicação, destacamos:

"A pressão moral exercida pela prática do bem, sobre a Humanidade, é tal que, por mais materializada que esta seja, inclina-se sempre, venera o bem, a despeito da sua tendência para o mal."

(As citações de O Céu e o Inferno são da 60 ª Edição Editora FEB - tradução de Manoel Quintão)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Mensagem recomendada para campanha do quilo


Aborto delituoso

Comovemo-nos, habitualmente, diante das grandes tragédias que agitam a opinião.
Homicídios que convulsionam a imprensa e mobilizam largas
equipes policiais...
Furtos espetaculares que inspiram vastas medidas de vigilância...
Assassínios, conflitos, ludíbrios e assaltos de todo jaez criam a guerra 
de nervos, em toda parte; e, para coibir semelhantes fecundações de 
ignorância e delinqüência, erguem-se cárceres e fundem-se algemas, 
organiza-se o trabalho forçado e em algumas nações a própria 
lapidação de infelizes é praticada na rua, sem qualquer laivo de compaixão.
Todavia, um crime existe mais doloroso, pela volúpia de crueldade
com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico
ou no regaço da Natureza...
Crime estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar
piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos
da reação.
Referimo-nos ao aborto delituoso, em que pais inconscientes determinam 
a morte dos próprios filhos, asfixiando-lhes a existência,
antes que possam sorrir para a bênção da luz.
Homens da Terra, e sobretudo vós, corações maternos chamados
à exaltação do amor e da vida, abstende-vos de semelhante
ação que vos desequilibra a alma e entenebrece o caminho!
Fugi do satânico propósito de sufocar os rebentos do próprio
seio, porque os anjos tenros que rechaçais são mensageiros da
Providência, assomantes no lar em vosso próprio socorro, e, se
não há legislação humana que vos assinale a torpitude do infanticídio,
nos recintos familiares ou na sombra da noite, os olhos
divinos de Nosso Pai vos contemplam do Céu, chamando-vos,
em silêncio, às provas do reajuste, a fim de que se vos expurgue
da consciência a falta indesculpável que perpetrastes.

Emmanuel

(Mensagem psicografada por F.C. Xavier, constante do livro Religião dos Espíritos - Editora FEB- Federação Espírita Brasileira)

domingo, 5 de agosto de 2012

Posicionamento da Fraternidade do Quilo

Muitas vezes os amigos nos dizem: desejaria contribuir para a melhoria social do nosso país, da nossa cidade, mas nem sei como começar. Outros afirmam-se impotentes para realizar ações meritórias, de amparo a crianças e idosos necessitados.

Um amigo observou, certa feita, uma criança caída no chão. Não sabia o que fazer. Sentia-se, segundo ele mesmo declarou, impotente para ajudar. Passou à distância, meditava sobre sua situação de profissional de nível superior, bem aquinhoado, bem nascido, que recebera boa educação, dedicação e atenção dos pais.... Mas aquela criança não recebera o mesmo apoio. Seria, portanto, justo dividir o pão, oferecer alguma esperança a uma criança abandonada, mitigar-lhe as dificuldades.

Mas como fazer.
O amigo a que me referi, saiu para sua residência confortável e foi passar a noite junto aos entes queridos. Mas uma inquietação passou a habitar em sua mente: e as crianças pobres? Tenho meus deveres familiares e profissionais, não posso administrar uma creche, um lar de crianças, dizia para consigo próprio.

A Fraternidade da Campanha do Quilo, tem justamente a função de unir três grupos de pessoas - o grupo dos pobres necessitados, dos administradores de casas de caridade e dos que, ocupados com seus afazeres, dizem-se incapazes de ajudar, mas gostariam muito...

Por meio da campanha do quilo, os profissionais, que só tem o domingo livre, podem reservar algumas horas para colocar o saco às costas e a mochila na mão e pedir para as creches e lares de velhinhos. Não se lhes pede que sacrifiquem seus trabalhos profissionais, nem mesmo suas diversões junto às suas famílias. Pode-se realizar a campanha do quilo, uma, duas, três, quatro ou mais vezes por mês, a pessoa é sempre livre para programar-se, para reservar alguns dias ao seu critério para ajudar.

Assim, teremos casas de caridade mais equilibradas, com manutenção garantida, crianças amparadas, menos necessitados nas ruas e os que já despertaram suas sensibilidades para o sofrimento alheio com suas consciências tranquilas por participarem da grande obra do amor ao próximo.

É assim que a Fraternidade do Quilo não é um lar de idosos, uma creche ou outra entidade que ajude direta e diariamente os necessitados, mas uma entidade de apoio às obras beneméritas. Faz exatamente esse "meio de campo": está presente na sociedade, nas repartições, nos centros espíritas, por intermédio dos trabalhadores do quilo, convidando as pessoas para colaborarem nos trabalhos assistenciais. Possibilitando a todos a ação de ajudar os caídos conforme suas possibilidades.



terça-feira, 31 de julho de 2012

PATERNIDADE


No segundo domingo de agosto comemora-se o dia dos pais. Aproveitamos a oportunidade para recordar as reflexões contidas em O Livro dos Espíritos sobre a paternidade. Há quem diga que o livro básico da Filosofia Espírita é um dos maiores tratados de Sabedoria que a Humanidade já possuiu. Os que ainda não tiveram oportunidade de ler e meditar sobre os grandiosos ensinamentos contidos neste compêndio poderão apreciar uma pequena amostra. Extraímos um trecho da Segunda Parte, Capítulo X, “Das Ocupações e Missões dos Espíritos”. Vejamos:

582. Pode-se considerar como missão a paternidade?

“É, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem, e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização débil e delicada,que o torna propício a todas as impressões. Muitos há, no entanto, que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho. Se este vier a sucumbir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem.”

583. São responsáveis os pais pelo transviamento de um filho que envereda pelo caminho do mal, apesar dos cuidados que lhe dispensaram?

“Não; porém, quanto piores forem as propensões do filho, tanto mais pesada é a tarefa e tanto maior o mérito dos pais, se conseguirem desviá-lo do mau caminho.”

a) Se um filho se torna homem de bem, não obstante a negligência ou os maus exemplos de seus pais, tiram estes daí algum proveito?

“Deus é justo.”

(KARDEC, Allan – O Livro dos Espíritos – 76ª Edição FEB – Federação Espírita Brasileira)

Se possuíssemos consciência dessas verdades, a Humanidade sofreria menos, teríamos menos problemas sociais, psicologicos e comportamentais.