quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Fraternidade de Campanha do Quilo no Facebook.

Caros irmãos, estamos agora também presentes no Facebook através da página "Fraternidade Espírita de Campanha do Quilo PE". Esperamos que esta página cumpra o seu objetivo de divulgar o trabalho da Campanha do Quilo, incentivando, esclarecendo e trazendo informações e curiosidades deste trabalho de caridade baseado no amor do Mestre Jesus que conhecemos a partir da iniciativa de nosso irmão Elias Sobreira.
Participe, curtindo nossa página e colaborando (postando na própria página) com suas próprias vivências e questões que julgam importantes ser divulgadas. Através das experiências dos irmãos Legionários, todos teremos a oportunidade de refletir e amadurecer em nós, a importância deste trabalho.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Objetivos da Campanha do Quilo

Segundo o coronel Arruda, responsável pela Campanha do Quilo do Lar Redenção (creche que ampara algo em torno de cem crianças), a campanha do quilo tem por objetivo, em ordem decrescente de importância:

a) Servir de apoio ao trabalho de aperfeiçoamento moral e espiritual. Essa ação ocorre por meio de oportunidades de combate ao egoísmo e ao orgulho. Na campanha do quilo, podemos exercitar o perdão, se observarmos os Dez Mandamentos da Campanha do Quilo e as Normas; afinal esses preceitos nos ensinam que devemos sempre manter a calma, o pensamento em Jesus e quando formos ofendidos, elevar no mesmo instante o pensamento a Deus em favor do ofensor. Segundo o Coronel, há um efeito colateral positivo nessa ação: com o combate ao orgulho e ao egoísmo, retira-se as bases de obsessões, ou seja a campanha colabora decisivamente para libertarmo-nos das influências dos espíritos quando essas influências forem negativas.

b) Divulgar a mensagem do Espiritismo Cristão por intermédio de distribuição de mensagens e dos bons exemplos;

c) Colaborar de maneira constante e sistemática com as casas de caridade, como creches, asilos e outras iniciativas de ajuda aos necessitados do pão material.

Podemos concluir que, de acordo com os conceitos desse trabalhador da Doutrina Espírita, os objetivos da Campanha do Quilo são predominantemente espirituais.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

JEAN MICHEL

O nome do nosso personagem, que é titulo dessa postagem é fictício. Qualquer semelhança é mera coincidência.

Os fatos nos foram relatados como verdadeiros.

Entrevistei Jean Michel em sua residência, com o objetivo de ilustrar os conceitos que seriam apresentados nas comemorações de aniversário da Escola do Quilo de Pernambuco que ocorreram meses depois.

Nosso interlocutor disse que havia sido padre. Encontrava-se no convento quando, certa feita, o irmão superior o abordou transmitiu a orientação:

  • Jean, escreva um artigo contra o Espiritismo.
  • Como posso fazê-lo se não conheço o Espiritismo?

O orientador, passados alguns dias entregou-lhe a Codificação Kardequiana. Jean Michel dedicou horas a fio no estudo da coleção de livros. À medida que lia e refletia, observou que os conceitos contidos naquelas obras eram superiores às suas crenças. Perlustrou com interesse crescente as páginas espíritas, até que concluiu a leitura de todos os livros.

Em seguida leu a obra “Roma e o Evangelho” de José Amigò Y Pellicer, publicado pela FEB-Federação Espírita Brasileira.

Essa ultima obra causou-lhe também viva impressão. Seu pensamento começou a receber o impacto de grande e profunda renovação. Os conceitos consolidados ao preço de longos esforços intelectuais recebiam um golpe fatal. A razão contida na Doutrina Espírita apresentava-se como uma revelação imponente – o cristianismo ganhava novo e imenso alcance. A Fé não mais se chocava com a razão. Tudo era percebido de modo harmônico. A obra divina apresentava-se como um todo coerente. As leis dos mundos físico e espiritual, poderiam sere analisadas pela razão e confirmadas por fatos.

A palavra do Cristo, pensava ele, sob esse enfoque, submeterá os mais cépticos. A mensagem espírita restaurará o Evangelho e o mostrará com um aspecto moderno, grandioso e genuíno.

Passados mais alguns dias, o superior procura Jean Michel e interroga:

  • Bom dia Sr Michel! Onde estão os artigos com as objeções contra o Espiritismo?
  • Não os aprontei, respondeu Michel.
  • Porque?
  • Não posso combater uma Doutrina verdadeira e moralizadora qual o Espiritismo.
  • O que me diz??!!
  • Sim a majestosa argumentação de O Espírito da Verdade nas obras espíritas representam o Consolador prometido por Jesus em João. Aliás os cadernos que o senhor me entregou para escrever o artigo, devolvo-os em branco e aproveito a oportunidade para devolver-lhe também a batina. De agora em diante sou um cidadão comum, não mais um sacerdote.

Jean passou a frequentar grupos de estudos espíritas. Tornou-se economista, casou-se e constituiu família.

Um belo dia, Elias Sobreira ocupou a tribuna da instituição que frequentava. Este, de modo caloroso, com vigoroso magnetismo, falava sobre as excelências da Campanha do Quilo e da caridade.
Jean decidiu aderir à tarefa de pedir a quem tem para dar a quem não tem.

Durante as campanhas, passou a perceber as vibrações de Bezerra de Meneses, de seus auxiliares e a ouvir poesias durante toda a execução do trabalho.

Certo dia, realizava a campanha em favor das internas do Abrigo Espírita Batista de Carvalho. Caminhava pelas ruas estreitas e pobres de uma favela chamada Coque. Divisou um bar. Dirigiu-se para lá, adentrou; observou alguns homens que conversavam e consumiam alguma bebida alcoolica. Abordou um dos circunstantes com educação e laçou o pedido:

“Em nome do mestre Jesus, peço um donativo para as idosas internas no Abrigo Batista de Carvalho”. O interpelado mostrou expressão de desagrado; levantou-se – tratava-se de um homem atlético e alto. Com os punhos cerrados e voz alta, ameaçou:

  • Retire-se imediatamente da minha presença homem sem valor. Desocupado, enganador. Apresse-se para que eu não arrebente seus dentes.
    Algo assustado, mas atento as orientações da Campanha do Quilo, fez menção de retirar-se em atitude humilde, quando um outro dos presentes ergueu-se – desta feita um homem ainda mais musculoso e mais alto do que o anterior; proferiu palavras em tom de ordem:
  • Volte aqui! Jean Michel guardava a convicção que sofreria violenta agressão.
    Para surpresa de todos, o homem acrescentou:
  • Esse é o Dr. Jean Michel. Homem respeitado que está realizando uma nobre tarefa. Aliás ele está pedindo para as senhoras internas no A E Batista de Carvalho, entre as quais encontra-se sua mãe – ao proferir essas palavras apontava para o homem que havia ameaçado Jean Michel. Eu sou mecânico e o Dr. Michel é meu cliente. Conheço-o muito bem. É um homem honrado. Todos aqui vão colaborar com a campanha do quilo – inclusive você... - indicou novamente o homem que havia ameaçado Jean Michel.

Todos cooperaram. Sem nenhum sinal de satisfação pela humilhação experimentada pelo ameaçador, agradeceu a cooperação de todos em nome de Deus. Prosseguiu com o trabalho de amor ao próximo sem agastamento.

sábado, 1 de junho de 2013

Sugestão de mensagem a ser distribuída na campanha do quilo - II

Diário de Uma Criança que Não Nasceu

05 de outubro.
Hoje teve início a minha vida. Papai e mamãe não sabem. Eu sou menor que um alfinete, contudo, sou um ser individual.
Todas as minhas características físicas e psíquicas já estão determinadas. Terei os olhos de papai e os cabelos castanhos e ondulados da mamãe. E isso também é certo: eu sou uma menina.
19 de outubro.
Hoje começa a abertura de minha boca. Dentro de um ano poderei sorrir quando meus pais se inclinarem sobre meu berço.
A minha primeira palavra será “mamãe”. Seria verdadeiramente ridículo afirmar que eu sou somente uma parte de minha mãe. Isso não é verdade, pois sou um ser individual.
25 de outubro.
O meu coração começou a bater. Ele continuará sua função sem parar jamais, sem descanso, até o fim dessa minha existência. De fato, é isso uma grande dádiva de Deus.
02 de novembro.
Os meus braços e as minhas perninhas começaram a crescer até ficarem perfeitas para o trabalho; isto requererá algum tempo, mesmo depois de meu nascimento. Assim que for possível, enroscarei meus bracinhos no pescoço da mamãe e lhe direi o quanto eu a amo.
20 de novembro.
Hoje, pela primeira vez, minha mãe percebeu, pelo seu coração, que me traz em seu seio. Acho que ela teve uma grande alegria.
28 de novembro.
Todos os meus órgãos estão completamente formados. Eu sou muito grande.
02 de dezembro.
Logo mais poderei ver, porém, meus olhos ainda estão costurados com um fio.
Luz, cor, flores... como deve ser magnífico! Sobretudo, enche-me de alegria o pensamento de que deverei ver minha mãe... Oh! Se não tivesse que esperar tanto tempo! Faltam ainda mais de seis meses.
12 de dezembro.
Crescem-me os cabelos e as sobrancelhas. Já imagino como minha mãe ficará contente com a sua filhinha!
24 de dezembro.
O meu coraçãozinho está pronto. Deve haver crianças que nascem com o coração defeituoso. Neste caso, precisam sujeitar-se a delicada cirurgia para corrigir o defeito. Graças a Deus o meu coração não tem nenhuma anomalia, e serei uma menina cheia de vida e forças. Todos ficarão alegres com meu nascimento.
28 de dezembro.
Hoje minha mãe amanheceu diferente, está um pouco angustiada. Mas uma coisa é certa: nós vamos sair para um passeio.
Creio que ela quer se distrair um pouco, talvez comprar roupinhas para mim. É isso mesmo, estamos saindo para algum lugar.
Ih! Acho que estamos entrando em uma clínica. Deve ser para checar se a minha saúde vai bem. Que ótimo! Quando eu sair daqui, direi à minha mamãe o quanto lhe sou grata.
O médico está chegando...
Mas... esses instrumentos não são para um exame... Não mamãe! Não deixe ele se aproximar!
Ai, que horror! Esta é uma clínica de aborto! Socorro! Deixem-me nascer!
... Ninguém escuta meus gritos!
E meus sonhos de felicidade...
Minha vontade de ver a luz, as flores, as cores...
Tudo acabado...
Sim... Hoje... Hoje minha mãe me assassinou...
*
A história é dramática e triste, mas, infelizmente, se repete diariamente nas clínicas de aborto do nosso país ou em casas de pessoas que se alimentam com o dinheiro ganho com o sangue de vítimas indefesas.
Hoje já não se pode mais alegar que o feto não é um ser individual, distinto da mãe, pois a ciência afirma o contrário todos os dias.
Assim, tanto quem pratica o aborto quanto quem o consente, deverá responder perante as Leis Divinas sobre esse crime.
Pensemos nisso!
Equipe de Redação do Momento Espírita. Texto baseado em artigo de H. Schwab, Nur Ein Hinderland ist ein Vaterland, Ed, Herder, 1956, publicado na revista Seleções do Reader’s Digest.

Sugestão de mensagem para distribuição na campanha do quilo



Conseqüências do Aborto


Invoca-se o direito da mulher sobre o próprio corpo como um dos mais fortes argumentos para justificação do aborto, entendendo-se que o filho é propriedade da mãe, não tendo identidade própria, e é ela quem decide se ele deve viver ou morrer. Esquece-se de que Deus lhe confia o Espírito que irá reencarnar, concedendo-lhe a bênção da maternidade e desenvolvendo suas possibilidades de bem orientá-lo para a vida.
A mulher - argumenta-se - tem o direito de escolher se quer ou não ser mãe e tem toda liberdade de exercê-lo. Entretanto, após a concepção passa a existir o direito de viver de um outro ser, o do nascituro: que se sobrepõe à rejeição materna.
O Aborto na visão espírita. Suplemento de Reformador de julho/2005..

domingo, 31 de março de 2013

Reforma moral



O mais difícil, o mais desafiador e o mais necessário.



Alguns dos, se não os maiores, obstáculos desse trabalho fundamental são o orgulho e o egoísmo.



Para nós que entendemos a Filosofia Espírita, a receita para superar essa dificuldade está clara: Leitura e meditação da codificação kardequiana, atenção aos ensinos morais do Cristo, tarefas de ajuda ao próximo, com destaque para a campanha do quilo.

Exame diário da consciência - conforme Santo Agostinho ensina nas questões 918 e 919 de O Livro dos Espíritos.


Créditos da foto: http://www.facebook.com/juventudesustentavel.oficial
URL: http://sphotos-d.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/2780_364151783703344_1213349252_n.jpg




terça-feira, 12 de março de 2013

A Piedade


Elias Sobreira declara em seu livro “A Campanha do Quilo ou o Bom Combate” que a Campanha do Quilo desenvolve o sentimento da piedade. Lembra ele que em “O Evangelho Seg o Espiritismo” o espírito Michel ensina que a piedade é irmã da Caridade que nos conduz a Deus. Sem piedade não é possível, não é razoável intitular-se cristão. O verdadeiro seguidor do Cristo possui a compaixão pelo sofrimento do próximo.

Pode-se afirmar que aqueles que padecem da ausência ou da insuficiência da piedade poderão tratar-se por meio de frequentes ações em favor dos necessitados, em contatos constantes com eles. O movimento da campanha do quilo trouxe-nos não somente a ação da campanha, mas também a oportunidade de visitar lares empobrecidos, pessoas hospitalizadas, detentos e outros sofredores.

O contato com a necessidade e a capacidade de ação benéfica que a campanha do quilo promove, são estímulos ao fortalecimento da piedade, da compaixão e da solidariedade.

A Campanha do Quilo nos leva a prestar mais atenção aos sofrimentos. Inicialmente passamos a entender melhor os sofrimentos físicos, a fome, a nudez, o abandono, a falta de teto, a enfermidade, a prisão...
Aprendemos que indiferença é fruto do endurecimento dos sentimentos e do egoísmo. É necessário agir de modo contínuo para aliviar e mesmo, se possível debelar as causas das dores, algumas vezes excruciantes.

Os meios são indicados por Jesus – a prática do Bem pelo pensamento, pelas palavras, pelas ações. A campanha do quilo é, portanto um curso de evangelização prática.

Com o tempo e à medida que intensificamos nossas participações em eventos benemerentes, passamos a observar também as dores morais, o remorso, a ignorância, a obsessão, os desequilíbrios do sentimento. Constatamos que os agressores também são sofredores, por causa mesmo de suas agressões – desconhecem o prazer, as blandícias do coração proporcionadas pelas belas ações de amor ao próximo, de benemerência.

O trabalhador da campanha do quilo, com a piedade fortalecida dispõe-se a alçar o próprio coração às dimensões em que o perdão é a lógica e é habitual. Com o coração cheio de felicidade, portador da fraternidade em mais elevado grau, não se perturba com as ofensas; apieda-se até mesmo de seus agressores.


domingo, 27 de janeiro de 2013

Frase de Elias Sobreira

André Honorato, um trabalhador espírita, nos relatou que, há alguns anos, estava "Quebrando a cabeça" na tentativa de resolver problemas elétricos na Casa dos Humildes - instituição fundada por Elias Sobreira para amparo de idosas. Sobreira, ao observar o desafio que estava sendo enfrentado por André, disse:

"A boa vontade suplanta a técnica".

Em princípio, poderíamos interpretar como existisse uma concorrência entre boa vontade e técnica. Mas há outra forma de entender:
A boa vontade antecede à técnica.

A boa vontade pressupõe espírito de .serviço, criatividade, enfrentamento do risco, exposição à crítica, maior possibilidade de fracasso. Quem, julgue possuir técnica insuficiente, por meio da boa vontade, com o uso de ensaio e erro, procure resolver algum problema, deve dispor de:

a) Capacidade de ouvir críticas sem se agastar;
b) Vontade de servir que supere as limitações do conhecimento;
c) Resiliência - ou seja, capacidade de se recompor diante de decepções e fracassos.

Frequentemente, quem age mais por boa vontade, ainda que possua pouca técnica, envolve o coração no que realiza.

Boa vontade com pouca técnica descobre caminhos que podem conduzir à resolução do problema.
Técnica com pouca boa vontade pode manter um talento paralisado e inútil.

Mas, quando a pessoa possuiu bastante boa vontade procura conhecer a técnica.

Originalmente, é a grande boa vontade dos cientistas, engenheiros, administradores, e outros que cria a técnica. Portanto, a técnica é filha da boa vontade. Quando a técnica surgiu, sistematizou o conhecimento adquirido pela boa vontade e ofereceu-se às gerações futuras para que essas partissem de patamares superiores de ação e serviço.

É por isso que preconizamos o uso da boa vontade e da técnica nos serviços da campanha do quilo, na sua administração, na sua orientação, em seus registros, na formação de seu patrimônio intelectual e histórico. A campanha será mais eficiente quando utilizar as maravilhosas ferramentas técnicas  disponíveis, por meio da informática, da comunicação via Internet e de outros meios que Deus nos enviar.

Podemos concluir que, de fato, a boa vontade, se fosse concorrer, superaria a técnica que é sua filha. Isso, contudo, não se dá, precisamente porque a boa vontade "ama maternalmente" a técnica.

Oportuno alertar os que se julguem possuidores de muita técnica que não seria justo que a filha (técnica) menosprezasse quem trabalha motivado predominantemente pela mãe (boa vontade).

sábado, 19 de janeiro de 2013

Zé Galdino III

Como eu havia dito anteriormente, o Galdino era uma figura permanentemente fraterna, simpática, amiga. Essa condição de benevolência constante, contudo, não se acumpliciava com comportamentos incompatíveis com a moral evangélica, com a crueldade, nem com atitudes nitidamente egoísticas.

Certa feita, um dos trabalhadores da equipa da Escola Regional que ele dirigia, por questões que não conhecemos, abandonou a esposa. Ao que deduzi da narrativa do Galdino, a senhora abandonada, além de muito entristecida também passou a enfrentar forte .escassez de recursos em decorrência da separação.
Informado da situação, o Galdino não titubeou; chamou seu amigo e cooperador e comunicou-lhe:

"Meu irmão fulano de tal, eu sou muito grato aos seus esforços no sentido de incentivar a Campanha do Quilo nos centros espíritas. Tenho grande respeito pelos seus trabalhos de beneficência, porém não podemos entender que um trabalhador de Jesus abandone seu lar, sua esposa que tanto o ajudou nas horas difíceis por questões de somenos importância. É indispensável que o amigo reassuma suas responsabilidades de marido e pai.

 O interpelado ficou em silêncio inicialmente e logo em seguida declarou que havia se aborrecido por tais e tais motivos e não poderia retornar à casa.
Galdino esclareceu que esse sentimento revelava fraqueza moral e espiritual e que o irmão só poderia pregar em nome de Jesus após reassumir seus compromissos familiares. Orientou o irmão a submeter-se a um tratamento de desobsessão e evitar usar a tribuna.

O cidadão atendeu rigorosamente às orientações recebidas. Após o tratamento desobsessivo, o irmão reconciliou-se com a esposa e retornou ao lar. Nessa condição, Galdino franqueou novamente as tribunas espíritas ao cidadão.

Faz uns cinco anos mais ou memos que Galdino partiu para o mundo espiritual. Confesso que essa partida me deixou um pouco triste. Mas, como nos esclarece a Doutrina Espírita, nada temos a lamentar da morte dos homens de bem.

Recentemente, ao digiri-me à sede do Abrigo Espírita Batista de Carvalho, fui informado que alguns dos antigos trabalhadores da Escola Regional do Quilo, permaneciam, no além trabalhando pela instituição. Galdino está na posição de orientador da equipe espiritual.

Zé Galdino II

Lembro-me do Galdino relatando o resgate de uma senhora idosa que havia caído em um buraco e permanecia ali por alguns dias.

Galdino, já responsável pelo Abrigo Espírita Batsita de Carvalho, informado da ocorrência, sem delongas, reuniu alguns trabalhadores de boa vontade, resgatou a velhinha e recebeu-a com aquele amor e carinho que o caracterizava.
A senhora passou a fazer parte das internas do Abrigo.

Em outra ocasião, encontrava-se o nosso amigo pedindo em nome de Jesus, em público, para as vovós (como ele carinhosamente chamava as internas do Abrigo), quando avistou um cavalheiro impecavelmente vestido, postura sobranceira, fumava um charuto, quando Galdino aproximou-se e disse:
"Em nome do Senhor Jesus, peço uma ajuda para as velhinhas do A E Batista de Carvalho."
O interpelado esbaforiu gases provenientes da queima do charuto, lançou um olhar quase que de desprezo e redarguiu:
"Você não tem vergonha de andar por aí pedindo esmolas?" A pergunta arrojada de chofre desconcertou o nosso amigo trabalhador do quilo. Entretanto, os amigos espirituais a postos e, por meio de ondas mentais, inspiraram o Galdino que repassou a sugestão espiritual da seguinte forma: "Não tenho vergonha de fazer a Campanha do Quilo, entretanto tenho vergonha de ver uma velhinha desamparada e não fazer nada por ela."

Ante a resposta segura, de origem moral superior, o cidadão reconsiderou a negativa preconceituosa, imediatamente retirou algumas moedas do bolso e depositou na mochila que os trabalhadores da Campanha trazem para arrecadação de dinheiro. Ao que o ilustre legionário respondeu, sem o mínimo agastamento: "Deus o abençoe".





domingo, 13 de janeiro de 2013

Zé Galdino

As arrecadações da campanha do quilo têm contribuído de forma importante com a manutenção de casas assistenciais.

O Lar de idosos Batista de Carvalho é uma das que recebe a campanha do quilo por décadas.

Segundo informações dos trabalhadores do abrigo, mais ou menos no início dos anos setenta, a instituição era presidida por Bezerra de Vasconcelos, que também foi presidente da União Espírita de Pernambuco.

À época, havia muitas dificuldades para sustentar os trabalhos. Bezerra de Vasconcelos e seu filho Allan Vasconcelos eram os únicos que saíam nos finais de semana de porta em porta pedindo uma ajuda para o abrigo. Diante da escassez de trabalhadores e consequentemente da severa insuficiência de recursos, pensava-se em encerrar as atividades sociais da casa.

Por essa época, Elias Alverne Sobreira proferiu diversas palestras sobre a campanha do quilo nos centros espíritas da região oeste de Recife, onde se localiza o A E Batista de Carvalho.

Foi em uma dessas palestras que a palavra vibrante do arauto da campanha do quilo conquistou o grande trabalhador José Galdino da Silva para a atividade de pedir a quem tem para dar a quem não tem.

Galdino aderiu ao movimento do quilo e em seguida conheceu a situação precária do abrigo. Passou a cooperar com a manutenção da casa. Aumentou gradativamente sua participação e, por fim, assumiu a presidência do Abrigo. Com sua notável capacidade de agregar cooperadores ao trabalho do Bem afastou o risco de fechamento do Lar de velhinhos.

Galdino transpirava fraternidade. Tratava a todos com respeito e carinho. Sorria com vibração sempre fraterna. Por meio de nossas modestas percepções psíquicas, registrávamos um como dínamo de energias simpáticas e amigas na alma do Galdino.

Organizou, na sede do abrigo, a Escola Regional do Quilo de Jardim São Paulo. A Escola Regional funcionava semanalmente aos sábados à noite. Nessa reunião escalava os trabalhadores para visitarem as instituições espíritas dos bairros circunvizinhos. As visitas ocorriam nas reuniões públicas no decorrer da semana subsequente. Nessas oportunidades, os integrantes da Escola Regional pediam a palavra, ainda que fosse por cinco minutos e convidavam os presentes para realização da campanha do quilo que ocorreria no domingo seguinte. O representante da Escola Regional, além de convidar os presentes para a campanha, participavam da atividade do quilo no domingo marcado.

Assim, as arrecadações em favor do Abrigo atingiram níveis satisfatórios e a instituição permanece, até hoje, quarenta anos depois, sustentada pela campanha do quilo.

Galdino, apesar de pouca escolaridade naquela oportunidade reencarnatória, é um espírito esclarecido, que fazia belas preleções sobre a Doutrina Espírita e o Evangelho de Jesus, sua mensagem cativante atraiu muitos espíritas para o trabalho da campanha do quilo em favor das casas de caridade.
Era um administrador organizado. Foi tesoureiro da Escola Central do Quilo; mantinha a escrita sempre atualizada e em todas as reuniões administrativas mensais, lá estava o Galdino prestando contas. Fazia a leitura do movimento financeiro resumida, mas essa leitura sempre revelava com clareza a situação da Escola do Quilo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Espaço do legionário




  EM TOM MAIOR (JESUS

LUZ , AÇÃO!                                                                                                                                                                                                                          
                                                                                                                                          
CANTEMOS UMA CANÇÃO.
 
COMPOSTA PELO MESTRE

AME DE TODO CORAÇÃO!

ESTENDAMOS AS MÃOS

FAÇAMOS UMA REFLEXÃO

O NATAL NÃO É SÓ EMOÇÃO.

SE ELEVE!

FAÇA UMA ORAÇÃO,

AJUDANDO  SEUS IRMÃOS.

EM TOM MAIOR, (JESUS)

AME DE TODO CORAÇÃO!


              Um Espírito Amigo

(Contribuição Joana Darque - Centro Espírita Pedro Carneiro)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sugestão de Mensagem


Na noite de Natal

– “Minha mãe, por que Jesus,
Cheio de amor e grandeza,
Preferiu nascer no mundo
Nos caminhos da pobreza?

Por que não veio até nós,
Entre flores e alegrias,
Num berço todo enfeitado
De sedas e pedrarias?

– “Acredito, meu filhinho,
Que o Mestre da Caridade
Mostrou, em tudo e por tudo,
A luminosa humildade!...

Às vezes, penso também
Nos trabalhos deste mundo,
Que a Manjedoura revela
Ensino bem mais profundo!”

E a pobre mãe, de olhos fixos
Na luz do céu que sorria,
Concluiu com sentimento,
Em terna melancolia:

– “Por certo, Jesus ficou
Nas palhas, sem proteção,
Por não lhe abrirmos na Terra
As portas do coração.”

João de Deus – Espírito
(página psicografada por Francisco Cândido Xavier)

(Do livro Parnaso de Além Túmulo – publicado pela Federação Espírita Brasileira)

Distribuição do CENTRO ESPÍRITA XXXXXXXX.
ENDEREÇO: RUA TAL , NR TAL – BAIRRO TAL

REUNIÕES PÚBLICAS: TAIS E TAIS DIAS TAIS E TAIS HORÁRIOS.

Mensagens de Natal


Lembramos às instituições que imprimem mensagens para distribuição por meio da Campanha do Quilo, que se houver sobra de mensagens no período de Natal, poderemos formar pequenos grupos de trabalhadores de boa vontade para distribuir nas esquinas de Recife mesmo fora do horário da campanha.

Explicando melhor: podemos simplesmente em um dia e horário quaisquer, sem intenção de arrecadar nenhuma contribuição, distribuir mensagens. Essa atividade que se limita a distribuir mensagens, já foi realizada pela Escola Central do Quilo no passado com muito sucesso.

Assim, se sobrarem mensagens com o tema "Natal" pode-se, para não deixá-las durante o ano inteiro guardadas para distribuí-las apenas no próximo Natal, entregá-las em outro dia e horário nas ruas.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Século XX - Nasceu a Campanha do Quilo espírita


Ouvi Sobreira dizer que a campanha do quilo teria vindo antes do tempo. Semelhantemente à apreciação que Allan Kardec fez da doutrina de Sócrates e Platão, Sobreira quis dizer que os homens ainda não estavam preparados para entender, praticar e manter a campanha do quilo nos padrões de elevação moral que representam sua essência.
Não sei se concordo com o mestre Sobreira, mas gostaria de situar e fazer breve avaliação sobre o processo regenerador que vem se instalando nas últimas décadas.

O Século XX assistiu a grandes transformações na face do planeta; impressionante evolução científica na Física, na Biologia.... Velocissimas transformações tecnológicas, políticas e sociais. Sob pesados tributos de trabalho e sofrimento, o mundo avançou.

Além disso, ao lado da evolução material, observamos sinais claros de evolução moral. Se os espíritos, antes de suas reencarnações comprometem-se a desenvolver trabalhos em favor do melhoramento geral, tal como ocorreu com Einstein, Max Planck, De Broglie, Heisenberg, na área moral, espíritos de escol voltam à Terra para suavizar os costumes, reduzir a violência, fomentar a Fraternidade.

Vimos Mohandas Karanchand Gandhi, Albert Schweitzer, Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Titus Brandasma, Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e Elias Sobreira embora aparentemente distantes, ensinaram e exemplificaram o Amor ao Próximo.

Gandhi envolveu multidões nas ações de desobediência civil e não violência (ahimsa). Schweitzer embora detentor de diversos títulos que o destacavam na civilização européia, não vacilou em estudar medicina unicamente para combater a malária - trabalho gratuito e até sacrificial - em favor dos nativos da África Equatorial francesa.

Tereza de Calcutá, na Índia e irmã Dulce no Nordeste brasileiro dedicaram-se sem reservas ao trabalho de aliviar a dor do próximo.

Titus Brandsma faceou corajosamente a arbitrariedade dos nazistas na segunda guerra mundial, foi encerrado em um campo de concentração na Holanda e perdoou seus agressores, fazendo o bem aos seus algozes e dividindo com outros condenados sua reduzida alimentação.

Francisco Cândido Xavier testemunhou a humildade e a caridade por décadas e nos legou diversas enciclopédias de Ciência, Poesia, História, Literatura, Sabedoria.... Demonstrou exuberantemente as relações do Espiritismo com diversas áreas do conhecimento, das artes e desvendou mais amplamente a vida após a morte.

Divaldo entregou sua vida para educar, nos processos de Jesus, milhares de crianças e de jovens na Mansão do Caminho e tem levado a todos os recantos do planeta a boa nova do Espiritismo.

E o nosso mestre Sobreira? Modificou o panorama do movimento espírita. Havia muito academicismo e poucas ações de amor. Antes dele, reduzido número de espíritas; nos centros espíritas apenas os doutores usavam a tribuna. Depois dele centenas de trabalhadores do bem espalham-se pelas ruas de Recife e de outras cidades do Brasil em busca de um justo apoio para as casas de caridade. Hoje são diversas creches, lares de idosos, projetos educacionais e assistenciais apoiados pela campanha do quilo.

Fundou a Fraternidade do Quilo para coordenar esses trabalhos, também em diversas localidades do Nordeste e atuou decisivamente para a fundação da Escola Central da Campanha do Quilo do Rio de Janeiro.

Fundou a Casa dos Humildes, uma instituição, que, segundo ele mesmo em diversas palestras pelos centros espíritas, seria um lar para os desabrigados; para os sem lar, sem teto. Estes, dizia, seriam convidados para o abrigo, para receberem alimento, moradia, banho, cuidados médicos, carinho, fraternidade.

Com mais de noventa anos, com o título de Major da Aeronáutica,  podíamos aprecia-lo sentado em um banquinho (porque já não possuía energia de manter-se de pé) em frente ao Supermercado "Bom Preço" de Casa Amarela estendendo o apelo da caridade aos transeuntes.

Centenas de espíritas, muitos hoje desencarnados, aderiram ao seu trabalho. Vários já sinalizaram do além, mostrando-se felizes pelas realizações de amor, viabilizadas em suas vidas pela Campanha do Quilo.

Se Deus permitir, relatarei algumas experiências de Elias Sobreira e dos seus companheiros trabalhadores da Campanha do Quilo.




sábado, 3 de novembro de 2012

Durante a Campanha do Quilo, pode-se pedir aos pobres?

O exemplar trabalhador do Espiritismo e da campanha do quilo, Elias Sobreira ensinava que, ao realizarmos o belo trabalho de ajuda ao próximo, por meio de pedidos públicos, deveríamos lançar os apelos a todos indistintamente. Esses pedidos devem ser dirigidos a pessoas de todas as condições - absolutamente de todas as condições.

Ouvi, quando Sobreira dizia que pede-se até mesmo aos mendigos. Pode parecer paradoxal, mas a própria dinâmica da campanha, o contato com o público, confirmam o acerto dessa recomendação.

Não raro, alguns legionários ao depararem-se com residências de condições mais modestas, saltam, receosos de causarem constrangimentos às pessoas mais pobres. Muito frequentemente, os residentes nessas casas modestas perguntam porque a campanha do quilo não visitou suas casas. Dizem que têm prazer em colaborar, ainda que seja com alguns centavos, ou um pouco de cereais, de farinha, de feijão ou uma caixa de fósforos. Acrescentam que em situações de maiores dificuldades foram socorridos pelos centros espíritas e desejam testemunhar sua gratidão.

Alguns mendigos ao se sentirem não abordados mostram-se magoados. Não sem razão. Porque nós, de classe média, por invigilância, mantemos conceitos equivocados das pessoas mais pobres. Alguns afirmam que todos os favelados são pessoas cooptadas pelo crime.

Um amigo exemplificava uma experiencia bastante elucidativa. Encontrava-se realizando a campanha, quando um grupo de menores pobres e maltrapilhos acercou-se dele, circundando-o. Tomado de susto, de receio acentuado, pensou que seria assaltado. Um dos meninos, contudo, aproximou-se e depositou pequenas moedas na mochila deste amigo que relatava o episódio. Ato contínuo os demais colaboraram com pequenos valores.

O trabalhador da campanha do quilo caiu em si, reconheceu que alimentava um preconceito de que precisava livrar-se.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Espiritismo e Campanha do Quilo

Consiste o Espiritismo em:
a) um estudo fenomenológico e em uma ciência;
b) uma visão do mundo - uma filosofia;
c) uma ética e em uma religião filosófica.

Sob o primeiro aspecto, os estudiosos dessa ciência catalogaram, classificaram e explicaram os fenômenos ditos paranormais, metapsíquicos e mediúnicos. Situação digna de nota é que esses fenômenos têm como protagonistas as almas dos que viveram na Terra e que essas inteligências incorpóreas contribuíram - juntamente com cientistas e pesquisadores - decisivamente para fornecer as explicações desses fenômenos.

O segundo aspecto é decorrência lógica do primeiro. As explicações dos fenômenos nos conduziram à concepção de um mundo além túmulo. Quando morremos, não morre o nosso eu e sim, apenas, o corpo que é uma vestimenta do nosso ser eterno. Passamos a entender e a entrar em contato com o mundo espiritual, com as situações de felicidade ou desdita dos seus habitantes. Compreendemos claramente as causas dessas situações. Ou seja, entendemos de onde viemos, para vamos e o que estamos fazendo neste mundo. Digno de destaque é o fato de essa concepção possuir base nos fatos - um privilégio entre as filosofias.

A ética espírita é consequência imediata do aspecto filosófico. Os espíritos são felizes quando praticam o Bem, quando libertam-se dos vícios, quando se tornam capazes do desprendimento dos bens e dos conceitos equivocados da Terra.

Essa ética coincide exatamente com os preceitos morais do Cristo:
Humildade, Amor ao Próximo, Fé em Deus. O primeiro e principal dever religioso, ensina o Espiritismo, é a prática da Caridade - assistência ao necessitado, benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias e perdão das ofensas.

Em suma, o Espiritismo é uma ciência religiosa. Todos, sem distinção de crenças e de nacionalidades, poderão tirar proveitos espirituais dessa ciência.
Por outro lado, independentemente de adesão aos conceitos filosóficos do Espiritismo a pessoa pode e deve praticar o Bem. E é nisso o que consiste o mérito para o espírito. Quer pertença a essa ou àquela religião, ou não tenha religião.

A campanha do quilo, por sua vez, também adota o conceito de universalidade da caridade. Por isso que todos podem realizá-la. Atualmente, a Fraternidade do Quilo preconiza que a campanha deve ser administrada por instituições espíritas, mas católicos, protestantes, muçulmanos, budistas, ateus, podem participar da campanha, desde que se comprometam a seguir os Dez Mandamentos da Campanha do Quilo e as respectivas Normas.

domingo, 21 de outubro de 2012

DICA DO QUILO VII

Ao retornarem à sede da instituição patrocinadora da campanha, os trabalhadores depositarão os sacos com gêneros alimentícios em uma extremidade da mesa e as mochilas com dinheiro em outra extremidade. Se houver mais de uma mesa, ambas poderão ser utilizadas, colocando-se separadamente a arrecadação em dinheiro e arrecadação em gêneros.

É de responsabilidade da equipe de trabalhadores fazer contagens do dinheiro e pesagem dos gêneros. Alguns entendem que após entregar os sacos com as arrecadações estão dispensados e podem voltar para seus lares. Não é assim; todos devem permanecer colaborando com as tarefas até à prece de encerramento.

Há casos em que as pessoas precisam ausentar-se por motivos diversos. Entretanto, é preciso lembrar que, sempre que possível, todos devem estar presentes até ao fim.

A contagem é uma tarefa que exige atenção, higiene e organização.

Pelo menos duas pessoas devem contar o dinheiro de forma cuidadosa e ordenada para não haver erros. Ninguém deve contar separadamente sua arrecadação, a arrecadação de cada participante deve ser misturada com as dos outros. Ninguém deve procurar saber quem arrecadou mais ou arrecadou menos.

As pessoas que lidam com gêneros devem ter o cuidado de higienizar as mãos antes de manusear as doações de alimentos, principalmente se participaram da contagem do dinheiro.

Com relação à pesagem de gêneros, recomenda-se arrumá-los em sacos com cuidado para não amassar frutas, pães, bolachas, macarrão, nem quebrar os ovos.

Após contagem do dinheiro e pesagem dos gêneros, deve-se necessariamente anotar os resultados no formulário fornecido pela Fraternidade do Quilo. Esse é o mesmo formulário que os participantes assinam no início da campanha.

Se não houver balança, pode-se fazer uma boa estimativa do valor contando os pacotes de meio quilo, de um quilo, somar-se esses pesos e os gêneros que não tem pesos conhecidos, a exemplo de frutas e verduras e fazer-se uma estimativa e, em seguida, calcular-se o total geral.

Ao final dos trabalhos, o dirigente conferirá se todos devolveram os cartões ou crachás de identificação, guarda-los-á em local seguro para uso na próxima campanha. Se alguém, por distração tenha esquecido de devolver o documento, deve-se solicitar a devolução.

Será anunciado para todos os presentes os valores arrecadados. Então o dirigente indicará um dos participantes para finalizar com a prece. Os presentes deverão citar nomes de pessoas enfermas ou obsidiadas que foram identificadas durante a campanha para pedido a Deus em favor delas.

As arrecadações serão entregues ao representante do abrigo, que assinará o formulário da campanha. Essa assinatura não representa que ele esteja de acordo com os valores de arrecadação, pois na sede da instituição beneficiada haverá nova contagem. Significa, essa assinatura, que ele recebeu o produto da campanha. Qualquer divergência, deve ser comunicada ao presidente da instituição promotora e ao dirigente da campanha para adoção de maior atenção da contagem ou outra providência cabível.

Bom lembrar que o dirigente da instituição beneficiada deve selecionar os alimentos que porventura estejam estragados ou com validade vencida. O cuidado com a qualidade e higiene dos alimentos é fundamental para a saúde dos abrigados e dar alimentos estragados aos necessitados é responsabilidade, inclusive legal, da creche ou lar de idosos beneficiada.

Se o produto da campanha não for apanhado pela instituição beneficiada até o meio dia do dia seguinte, a instituição promotora deverá distribuí-lo para os pobres.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Exercício da humildade


A campanha do quilo é um excelente exercício de humildade. Pedir significa lançar uma proposta uma solicitação e dispor-se a aceitar com gratidão a doação ainda que não atenda precisamente ao que se espera ou a quantidade que se espera.

Quando o legionário pede uma ajuda em praça pública e recebe uma doação, insignificante, de centavos, proceda esta doação de um pobre ou de uma pessoa mais bem aquinhoada, suas palavras expressões e sentimentos devem ser de gratidão.

Na hipótese de não receber doações deve abençoar em nome de Deus a pessoa e sua família. Pode, se a pessoa se mostrou desejosa de colaborar, esclarecer que no próximo mês voltará quando haverá nova oportunidade de cooperação.

Ainda nos casos em que for tratado com indiferença ou descortesia, deverá manter-se calmo, com o pensamento voltado para o Mestre Jesus e enviar pensamentos de paz, perdão e harmonia para a pessoa que foi abordada.

Essas ações essas atitudes frente as diversas experiências da campanha do quilo, constituem-se em exercícios da humildade, que ao longo dos anos se fortalecerá na alma do trabalhador.

Assistimos a transformações morais de jovens e adultos. Pessoas iradas, descontroladas que passam a adotar atitude serena ante os insultos.

Esse é o resultado da prática da campanha associada a preces diárias, ao estudo do Evangelho e da Doutrina Espírita.