A campanha do quilo, poderia provocar vaidade em algumas pessoas?
Desde que se trata de uma atividade considerada nobre por muitas pessoas, os trabalhadores da campanha do quilo, poderiam sentir-se envaidecidos e talvez até "superiores" a quem não participa do trabalho.
Nós seres humanos, vez por outra, incidimos em posturas, adotamos atitudes completamente destoantes dos princípios cristãos, até mesmo dentro das agremiações que se propõe a adotar os sublimes ensinos de Jesus como diretriz de todos os projetos e de todas as ações.
Envaidecer-se por fazer a campanha do quilo é um contrassenso. O objetivo principal da campanha é cultivar a humildade e nos livrar da vaidade, da presunção e sentimentos da espécie.
Felizmente, se as pessoas persistem na atividade, apesar da contradição, acabam por aprender o sentido verdadeiro da campanha, isto é: esforço concentrado para eliminar orgulho e vaidade. E superam a vaidade, até mesmo com a ajuda da espiritualidade que observa o esforço sincero do participante para vencer as próprias inferioridades.
Por outro lado, se a pessoa insiste em acreditar que possui méritos ilusórios, tenderá a abandonar a campanha. Submetendo-se às críticas que vez por outras são dirigidas aos tarefeiros da campanha, se não se submetem ao tratamento de recuperação moral que essas críticas representam, sente-se frustrado em sua vaidade.
Apesar desse abandono ter sido motivado por uma imperfeição, essas pessoas não deixaram de sentir as blandícias de realizar a beneficência, por isso cedo ou tarde retornam à campanha, saudosos daqueles sentimentos elevados que somente a prática da caridade proporciona.
Por fim, constatam que livrar-se da vaidade é renunciar a uma das fontes de desgostos e decepções, fato que nos deixa mais leves e felizes.
Destina-se a divulgar a filosofia e o movimento da campanha do quilo.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
sábado, 22 de novembro de 2014
A campanha do quilo sob o enfoque da reencarnação II
A Campanha do Quilo, como de resto tarefas de amor ao próximo, de beneficência proporcionam um bem estar interno incomparável. O prazer do coração, leve, suave, benfazejo visita a alma.
Diferentemente dos prazeres materiais, os espirituais são mais duráveis. Favorecem equilíbrio interior, saúde, melhoria na qualidade dos relacionamentos. Os beneficência associada ao estudo do Espiritismo e do Evangelho, situam-nos em um patamar de prazer interno permanente.
Alguns companheiros, envolvidos nesse clima, podem iludir-se com relação ao valor pessoal, espiritual. Podem pensar que já atingiram significativa evolução e que merecem migrar para mundos mais adiantados. Correm o risco de acreditar nos elogios que alguns desavisados costumam prodigalizar de modo indevido ou exagerado.
Além das práticas mencionadas anteriormente (beneficência, prece, estudo), cumpre destacar a necessidade da prática da meditação e do auto-exame, como recomendado por Santo Agostinho em O Livro dos Espíritos. Isto porque a auto crítica nos ajuda a mantermo-nos menos suscetíveis das inspirações nefastas do orgulho e da vaidade.
Reflexões em torno das próprias imperfeições e da lei da reencarnação nos ensinam que a maior parte dos trabalhadores da campanha do quilo e dos espíritas em geral, somos espíritos muito endividados com a Lei de Deus. Os trabalhos de divulgação do Evangelho explicados pelo Espírito da Verdade; a situação de trabalhadores do Consolador, nos foi permitida como misericórdia e não por mérito.
Mérito, que nos eleve, o mérito que precisamos ainda está longe de nós. Reportemo-nos ao relato de Allan Kardec de Szimel Slizgol em O Céu e o Inferno, no capítulo dedicado às Expiações Terrestres. Grande devedor espiritual, pediu uma vida de dedicação ao próximo em que praticou a campanha do quilo. Pedia publicamente na Lituania a quem tem para dar a quem não tem, durante décadas. Socorreu os necessitados, crianças e famílias pobres. Acabou aliviando a consciência e conquistando significativa alegria.
É assim o legionário do quilo: devedor, cujas dívidas serão resgatadas ao longo de algumas romagens terrestres, mas que possui alegria que brota do coração.
Diferentemente dos prazeres materiais, os espirituais são mais duráveis. Favorecem equilíbrio interior, saúde, melhoria na qualidade dos relacionamentos. Os beneficência associada ao estudo do Espiritismo e do Evangelho, situam-nos em um patamar de prazer interno permanente.
Alguns companheiros, envolvidos nesse clima, podem iludir-se com relação ao valor pessoal, espiritual. Podem pensar que já atingiram significativa evolução e que merecem migrar para mundos mais adiantados. Correm o risco de acreditar nos elogios que alguns desavisados costumam prodigalizar de modo indevido ou exagerado.
Além das práticas mencionadas anteriormente (beneficência, prece, estudo), cumpre destacar a necessidade da prática da meditação e do auto-exame, como recomendado por Santo Agostinho em O Livro dos Espíritos. Isto porque a auto crítica nos ajuda a mantermo-nos menos suscetíveis das inspirações nefastas do orgulho e da vaidade.
Reflexões em torno das próprias imperfeições e da lei da reencarnação nos ensinam que a maior parte dos trabalhadores da campanha do quilo e dos espíritas em geral, somos espíritos muito endividados com a Lei de Deus. Os trabalhos de divulgação do Evangelho explicados pelo Espírito da Verdade; a situação de trabalhadores do Consolador, nos foi permitida como misericórdia e não por mérito.
Mérito, que nos eleve, o mérito que precisamos ainda está longe de nós. Reportemo-nos ao relato de Allan Kardec de Szimel Slizgol em O Céu e o Inferno, no capítulo dedicado às Expiações Terrestres. Grande devedor espiritual, pediu uma vida de dedicação ao próximo em que praticou a campanha do quilo. Pedia publicamente na Lituania a quem tem para dar a quem não tem, durante décadas. Socorreu os necessitados, crianças e famílias pobres. Acabou aliviando a consciência e conquistando significativa alegria.
É assim o legionário do quilo: devedor, cujas dívidas serão resgatadas ao longo de algumas romagens terrestres, mas que possui alegria que brota do coração.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
União e força
Um dos dez mandamentos da campanha do quilo, preceitua:
"Não aceitar o "disse-que-disse", venha donde vier, para ter garantida a paz entre os irmãos"
Oportuno lembrar e relembrar esse ensinamento. Esse pensamento encontra-se formulado no Evangelho de Jesus em várias passagens, com outras palavras, por vezes aplicadas a situações específicas, como quando o Mestre lecionava: "Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem". Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, observamos no Capítulo 10:
" Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: "Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra", porquanto o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!" Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita,,,"
E a mensagem do grande Vicente de Paulo, espírito que desenvolveu nobilíssimas ações de caridade, em O Livro dos Médiuns, Capítulo XXXI - Dissertações Espíritas:
Mensagem X:
A união faz a força. Sede unidos, para serdes fortes.
O Espiritismo germinou, deitou raízes profundas. Vai estender por sobre a terra sua ramagem benfazeja. E preciso vos tomeis invulneráveis aos dardos envenenados da calúnia e da negra falange dos Espíritos ignorantes, egoístas e hipócritas. Para chegardes a isso, mister se faz que uma indulgência e uma tolerância recíprocas presidam às vossas relações; que os vossos defeitos passem despercebidos; que somente as vossas qualidades sejam notórias; que o facho da amizade santa vos funda, ilumine e aqueça os corações. Assim resistireis aos ataques impotentes do mal, como o rochedo inabalável à vaga furiosa.
São Vicente de Paulo.
"Não aceitar o "disse-que-disse", venha donde vier, para ter garantida a paz entre os irmãos"
Oportuno lembrar e relembrar esse ensinamento. Esse pensamento encontra-se formulado no Evangelho de Jesus em várias passagens, com outras palavras, por vezes aplicadas a situações específicas, como quando o Mestre lecionava: "Meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem". Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, observamos no Capítulo 10:
" Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: "Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra", porquanto o Senhor lhes dirá: "Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!" Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita,,,"
E a mensagem do grande Vicente de Paulo, espírito que desenvolveu nobilíssimas ações de caridade, em O Livro dos Médiuns, Capítulo XXXI - Dissertações Espíritas:
Mensagem X:
A união faz a força. Sede unidos, para serdes fortes.
O Espiritismo germinou, deitou raízes profundas. Vai estender por sobre a terra sua ramagem benfazeja. E preciso vos tomeis invulneráveis aos dardos envenenados da calúnia e da negra falange dos Espíritos ignorantes, egoístas e hipócritas. Para chegardes a isso, mister se faz que uma indulgência e uma tolerância recíprocas presidam às vossas relações; que os vossos defeitos passem despercebidos; que somente as vossas qualidades sejam notórias; que o facho da amizade santa vos funda, ilumine e aqueça os corações. Assim resistireis aos ataques impotentes do mal, como o rochedo inabalável à vaga furiosa.
São Vicente de Paulo.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Campanha do Quilo: matéria jornalística
É com grande alegria que indicamos a reportagem da Rede Globo sobre a campanha do quilo.
Ontem foi divulgado pela televisão, esclarecimentos sobre a atividade luminosa da campanha do quilo:
Vejamos:
Campanha do Quilo na Rede Globo
Assistir uma bela reportagem como esta, traz bons fluidos, produz uma sensação de suavidade no coração. Só faz bem.
Ontem foi divulgado pela televisão, esclarecimentos sobre a atividade luminosa da campanha do quilo:
Vejamos:
Campanha do Quilo na Rede Globo
Assistir uma bela reportagem como esta, traz bons fluidos, produz uma sensação de suavidade no coração. Só faz bem.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
CAMPANHA DO LAR CECI COSTA
Amigos, a campanha gigante anunciada teve a presença de 50 legionários. Estiveram presentes representantes de diversas instituições espíritas de Recife e Região Metropolitana. O ambiente das atividades foi invariavelmente fraterno. Aproximamo-nos de companheiros que conhecíamos um pouco de longe. Obtivemos arrecadação de quase setecentos reais e 277 kg de gêneros.
Firmamos compromissos de continuar as atividades. Quem desejar continuar ajudando o Lar via campanha do quilo deverá comparecer no próximo terceiro domingo de novembro dia 16, às 08:00 da manhã, horário de Recife.
Vamos continuar ajudando aquela casa de caridade. Há um motivo especial para nos aproximarmos mais do Ceci Costa: para lá, em 1945 foi realizada a primeira campanha do quilo em Recife.
Vamos dar as mãos e prosseguir prestando a ajuda necessária.
Abraço fraterno
Firmamos compromissos de continuar as atividades. Quem desejar continuar ajudando o Lar via campanha do quilo deverá comparecer no próximo terceiro domingo de novembro dia 16, às 08:00 da manhã, horário de Recife.
Vamos continuar ajudando aquela casa de caridade. Há um motivo especial para nos aproximarmos mais do Ceci Costa: para lá, em 1945 foi realizada a primeira campanha do quilo em Recife.
Vamos dar as mãos e prosseguir prestando a ajuda necessária.
Abraço fraterno
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Campanha Gigante - LAR CECI COSTA.
Amigos e amigas, no próximo domingo realizaremos campanha do quilo em favor do Lar Ceci Costa. Do ponto de vista material e das necessidades da instituição essa campanha visa fortalecer e garantir a continuidade das ações de assistência daquela casa.
Do ponto de vista espiritual, há necessidade de divulgar a mensagem cristã - espírita. Em relação a cada um dos participantes, temos necessidade de exercitar o Bem, o amor ao próximo e a humildade.
Com certeza, teremos um clima de amizade, de confraternização. Apoiemos com dedicação essa nobre iniciativa.
A campanha terá início às 08h00 do próximo domingo, 12 de outubro na sede do Ceci Costa, à Av Prof Andrade Bezerra, 826 Salgadinho - Olinda PE.
As crianças amparadas pelo Ceci Costa, contam com sua participação.
Do ponto de vista espiritual, há necessidade de divulgar a mensagem cristã - espírita. Em relação a cada um dos participantes, temos necessidade de exercitar o Bem, o amor ao próximo e a humildade.
Com certeza, teremos um clima de amizade, de confraternização. Apoiemos com dedicação essa nobre iniciativa.
A campanha terá início às 08h00 do próximo domingo, 12 de outubro na sede do Ceci Costa, à Av Prof Andrade Bezerra, 826 Salgadinho - Olinda PE.
As crianças amparadas pelo Ceci Costa, contam com sua participação.
sábado, 13 de setembro de 2014
Schweitzer no mundo espiritual
O
filantropo alemão, que citamos em artigo anterior, ao mencionarmos a
adesão ao pensamento reencarnacionista por seguidores de outras
concepções filosófico-religiosas, têm enviado suas inspirações
ao mundo terrestre. Procura estimular atividades benemerentes, que
visem aliviar os sofrimentos, enxugar lágrimas, orientar, confortar.
Temos
como certo que ele tem incentivado os encarnados para ajudar
crianças, velhinhos, famílias fragilizadas, enfermos, etc.
Divaldo
Pereira Franco, por exemplo ao psicografar o livro "Transição
Planetária" ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda,
noticia a ação dessa personagem elevada, na página 157. Eis o
relato:
"Tomando
conhecimento do nosso interesse em conhecer algumas obras de
beneficência, para ampliar o nosso aprendizado, o amigo Aurélio
indicou-nos uma Casa de amor dedicada ao repouso de pacientes saídos
de hospitais, que antes ficavam ao desamparo, no difícil período da
convalescença, principalmente aqueles que vinham de cidades
interioranas para tratamentos
cirúrgicos.
Dando-nos corretas informações, demandamos o abençoado lar, em
edifício moderno de três pisos, com diversos setores de atendimento
aos sofredores do caminho, assim como realizando atividades
doutrinárias do Espiritismo.
Fomos
recebidos, à entrada, por venerável benfeitor da Humanidade, que
deixara na Terra uma obra incomum nas terras da antiga África
equatorial francesa, e que também cooperava naquele ninho de amor."
Podemos
concluir que prosseguimos no mundo espiritual na mesma situação
moral que nos encontramos na Terra. Se ajudamos o próximo com amor e
desinteresse, poderemos continuar no além servindo e ajudando em
nome de Jesus.
Para
os que não tiveram oportunidade de conhecer mais detalhes sobre o
Schweitzer, vou relatar de memória um fato de li há anos, do livro
“O Profeta das Selvas” de Hermann Hagedorn.
O
Dr. Schweitzer havia deixado sua terra Natal, Alemanha, país que se
destacava pelo progresso, segurança e conforto. Tinha acrescentado
ao seu rico currículum o título de medico, exclusivamente para
prestar serviços na África Equatorial Francesa, em Lambaréné no
Gabão. Escolheu essa região por ser à época a mais desassistida
do planeta, onde campeavam epidemias, inclusive de malária.
Certa
feita o Dr. Schweitzer estava arrastando pesado tronco de árvore para construir
um hospital em favor da população local. Observou um nativo
vestido à moda européia, isto é, com terno e gravata. Dirigiu-se
ao cidadão e pediu:
– Por favor, pode me ajudar a deslocar esse tronco? Ao que o cidadão respondeu: Eu sou doutor, não faço esse tipo de trabalho (?!). Ao que Schweitzer redarguiu: eu tentei ser doutor, mas não levo jeito. Continuou a arrastar o pesado fardo com bom humor.
– Por favor, pode me ajudar a deslocar esse tronco? Ao que o cidadão respondeu: Eu sou doutor, não faço esse tipo de trabalho (?!). Ao que Schweitzer redarguiu: eu tentei ser doutor, mas não levo jeito. Continuou a arrastar o pesado fardo com bom humor.
Schweitzer
passou 52 anos, até sua morte - aos 92 anos - trabalhando desinteressada e dedicadamente em favor
dos habitantes da região.
domingo, 24 de agosto de 2014
A Campanha do Quilo sob o enfoque da doutrina da reencarnação - I
Alguns parecem
pensar que a campanha do quilo é atividade para pessoas que
atingiram certo grau evolutivo. Admitem que os legionários do quilo
são pessoas que conquistaram virtudes como caridade, humildade e
elevação espiritual.
Parecem pensar
também que quem ainda abriga sentimentos egoísticos, acomodatícios ou outros inferiores, quais inveja, rancor
não podem realizar a campanha. Entendem que o trabalhador da
campanha já se libertou de semelhante situação, que são santos ou
anjos.
A verdade, porém é
diferente: a Campanha do Quilo não veio para os santos e anjos. Caso
contrário só existiria em mundos elevados. A Campanha existe na
terra como remédio para os males morais da nossa Humanidade.
O trabalhador do
quilo, ou legionário, como queiram, é uma pessoa esclarecida a
respeito da moral cristã e deseja levá-la para a prática.
Para entender melhor
como a campanha constitui-se em um remédio para seres desejosos de
curarem-se de imperfeições morais é preciso entender a lei de
reencarnação.
Allan Kardec em O
Livro dos Espíritos nos coloca na rota do que é reencarnação e de
quais as provas filosóficas e morais da pluralidade das existências.
Os argumentos do
mestre lionês são de fato fortíssimos; bastante conhecidos. Para os que não acessaram esses textos, recomendamos lerem com
atenção o livro citado, principalmente no item 222 – Ensaio
teórico da pluralidade das existências.
Além da
argumentação de Kardec, podemos citar afirmações de um católico
e de um protestante sobre o tema. Essas afirmações mostram que a
lógica reencarnacionista extende-se muito além da comunidade
espírita.
Senão vejamos:
O conhecido escritor
Will Durand autor de livros sobre filosofia e história, escreveu
sobre a doutrina indiana da reencarnação. Nesse texto, o autor
apresenta argumentos prós e contras a reencarnação. Os argumentos
contrários resumem-se a críticas a respeito da possibilidade de
reencarnação do ser humano em corpos de animais e aos efeitos das
ações presentes em futuras posições no sistema indiano de castas.
Portanto, a Doutrina
Espírita não é atingida pelos argumentos contrários de Durand.
Razoável, portanto reproduzir o texto sem os trechos críticos. Eis
o resultado desta filtragem:
“Somos
reencarnações de nossos ancestrais, e seremos reencarnados em
nossos descendentes (…). O Carma (…) dava ao código moral uma
extensão de aplicação muito maior e mais lógica do que em
qualquer outra civilização.” Na teologia hindu, a alma (…)
aceita o mal como passageira punição e vê no futuro tangíveis
recompensas para a virtude.”
DURAND, Will –
História da Civilização – Nossa Herança Oriental – Livro
Segundo - A Índia e seus vizinhos” - pags. 346/347 – Editora
Record - 2a Edição.
O teólogo
protestante, filósofo, médico , músico alemão e contemplado com o
Prêmio Nobel da Paz em 1954, Albert Schweitzer pronuncia-se de forma
inequívoca a respeito da validade da doutrina reencarnacionista:
“A doutrina
hinduísta (reencarnação – lei do carma) explica melhor a vida do
que a nossa filosofia ocidental.”
Albert Schweitzer
Reencarnação, além
de tudo isso, é a melhor teoria explicativa dos fenômenos de
regressão da memória, das capacidades inatas, dos problemas sociais
e patologias congênitas.
É um tema que deve
ser considerado quando tratarmos de nós próprios e das nossas
atividades.
Em outro artigo,
se Deus permitir, concluiremos nossas reflexões sobre os legionários do quilo e a
reencarnação.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
26ª SEMANA DO JOVEM ESPÍRITA DE PERNAMBUCO AGRADECE A TODAS AS INSTITUIÇÕES E OS PARTICIPANTES QUE COLABORARAM DIRETA E INDIRETAMENTE PARA O SUCESSO DO EVENTO
O jovem líder espírita Rodrigo Sales enviou-nos uma bela mensagem. Reproduzimos um trecho:
Queridos amigos e amigas, jovens luzes para o clarear do mundo, essa abençoada escola de todos nós. Nestes dias felizes em que Deus beijou o solo Pernambucano com a realização das atividades referentes à 26ª Semana do Jovem Espírita de Pernambuco ficamos observando o carinho e dedicação das instituições acolhedoras em proporcionar o melhor clima para todos os que até elas se dirigiam, a beleza dos inesquecíveis momentos artísticos que sensibilizaram os nossos corações e nos encheram de vontade de cantar a beleza de sermos eternos aprendizes da vida, o encanto e profundidade das lições que foram oferecidas pelos expositores das temáticas que iluminou as consciências de todos nós e nos chamou ao dever da ação.
E é sobre ação mesmo que viemos falar. Iniciamos nossas atividades numa manhã meigamente ensolarada de domingo. O inesquecível dia 20 de Julho de 2014, onde as nuvens dançavam nos céus de Pernambuco e permitiam que o clarão do astro rei pudesse acariciar a nossa alma enchendo-nos de esperança. Saíamos de nossos lares com o desejo de alcançar as pequeninas instituições de nossa nobre cidade Recife. E uns iam para o Cenáculo Espírita Casa de Maria, outros para o Centro Espírita Humberto de Campos, sorridentes jovens chegavam também ao Educandário Espírita Joana D’Arc, à Associação Espírita Templo da Criança, ao Centro Espírita Paulo de Tarso e outros se dirigiam até a Praça do Derby. Chegavam ansiosos, outros nervosos, tantos foram os que chegaram com a alegria estampada permanentemente no semblante, mas o importante: todos chegavam dispostos e dedicados ao serviço da luz.
E a luz realmente brilhou. Conta-nos o espírito de Djalma Montenegro de Farias que de cada agrupamento, pequenino no tamanho e grande no ideal de servir, saiam luzes que inundavam o céu do Estado. Foi um verdadeiro balé de luzes que só crescia à medida que os jovens batiam suas palmas e diziam: “É a Campanha do Quilo que pede uma ajuda em nome de Deus e em nome de Jesus”. As trevas cederam ao potencial do amor em ação. Grupos espirituais do plano superior da vida desceram e utilizando da sinfonia da prece em movimento que é a campanha do quilo iniciaram um gigantesco trabalho de socorro às zonas inferiores nas quais irmãos em retardo evolutivo ainda se limitavam a contemplar as paixões ilusórias do poder, do orgulho e do egoísmo.
Os céus de todo o Pernambuco, literalmente, toda a extensão pernambucana, foi banhada por uma luminescência tão grandiosa da qual proporcionou aos amigos da espiritualidade superior agir mais intensamente, sobretudo, nos círculos espirituais que trabalhavam contra o progresso da humanidade através dos jovens.
O nobre espírito amigo do movimento espírita Pernambuco aludiu ainda que é esse o verdadeiro caminho: A AÇÃO NO BEM. Sair das paredes dos Centros Espíritas e fazer que o Centro viva nos territórios onde a dor campeia e as escuridões instalam suas armas.
Somos luzes, queridos jovens, disse-nos Jesus afirmando nossa potencialidade divina. Buscamos a conquista da paz, entretanto ao forjá-la esquecemos de que o sacrifício norteará nossos passos.....
Queridos amigos e amigas, jovens luzes para o clarear do mundo, essa abençoada escola de todos nós. Nestes dias felizes em que Deus beijou o solo Pernambucano com a realização das atividades referentes à 26ª Semana do Jovem Espírita de Pernambuco ficamos observando o carinho e dedicação das instituições acolhedoras em proporcionar o melhor clima para todos os que até elas se dirigiam, a beleza dos inesquecíveis momentos artísticos que sensibilizaram os nossos corações e nos encheram de vontade de cantar a beleza de sermos eternos aprendizes da vida, o encanto e profundidade das lições que foram oferecidas pelos expositores das temáticas que iluminou as consciências de todos nós e nos chamou ao dever da ação.
E é sobre ação mesmo que viemos falar. Iniciamos nossas atividades numa manhã meigamente ensolarada de domingo. O inesquecível dia 20 de Julho de 2014, onde as nuvens dançavam nos céus de Pernambuco e permitiam que o clarão do astro rei pudesse acariciar a nossa alma enchendo-nos de esperança. Saíamos de nossos lares com o desejo de alcançar as pequeninas instituições de nossa nobre cidade Recife. E uns iam para o Cenáculo Espírita Casa de Maria, outros para o Centro Espírita Humberto de Campos, sorridentes jovens chegavam também ao Educandário Espírita Joana D’Arc, à Associação Espírita Templo da Criança, ao Centro Espírita Paulo de Tarso e outros se dirigiam até a Praça do Derby. Chegavam ansiosos, outros nervosos, tantos foram os que chegaram com a alegria estampada permanentemente no semblante, mas o importante: todos chegavam dispostos e dedicados ao serviço da luz.
E a luz realmente brilhou. Conta-nos o espírito de Djalma Montenegro de Farias que de cada agrupamento, pequenino no tamanho e grande no ideal de servir, saiam luzes que inundavam o céu do Estado. Foi um verdadeiro balé de luzes que só crescia à medida que os jovens batiam suas palmas e diziam: “É a Campanha do Quilo que pede uma ajuda em nome de Deus e em nome de Jesus”. As trevas cederam ao potencial do amor em ação. Grupos espirituais do plano superior da vida desceram e utilizando da sinfonia da prece em movimento que é a campanha do quilo iniciaram um gigantesco trabalho de socorro às zonas inferiores nas quais irmãos em retardo evolutivo ainda se limitavam a contemplar as paixões ilusórias do poder, do orgulho e do egoísmo.
Os céus de todo o Pernambuco, literalmente, toda a extensão pernambucana, foi banhada por uma luminescência tão grandiosa da qual proporcionou aos amigos da espiritualidade superior agir mais intensamente, sobretudo, nos círculos espirituais que trabalhavam contra o progresso da humanidade através dos jovens.
O nobre espírito amigo do movimento espírita Pernambuco aludiu ainda que é esse o verdadeiro caminho: A AÇÃO NO BEM. Sair das paredes dos Centros Espíritas e fazer que o Centro viva nos territórios onde a dor campeia e as escuridões instalam suas armas.
Somos luzes, queridos jovens, disse-nos Jesus afirmando nossa potencialidade divina. Buscamos a conquista da paz, entretanto ao forjá-la esquecemos de que o sacrifício norteará nossos passos.....
domingo, 17 de agosto de 2014
PRÁTICA OU TEORIA?
Há alguns raros
espíritas que discordam da campanha do quilo. São, regra geral,
companheiros que sentem-se entusiasmados pela parte teórica e
doutrinária do Espiritismo, mas não conseguem enxergar a majestosa
beleza da prática do Bem.
Sem dúvida o estudo
do Espiritismo não é apenas necessário; é indispensável para o
progresso, no que tange à aquisição de uma fé sólida: da fé
raciocinada.
Somos favoráveis a
estudos aprofundados realizados individualmente e a estudos em grupo
realizados de forma fraterna, racional, aberta e respeitosa.
Mas, a nossa
experiência indica que as tarefas beneméritas trazem um valor
especial à prática espírita e mediúnica: uma vibração fraterna,
assistência de espíritos amigos, que aprovam ações de ajuda aos
sofredores.
Além disso, ações
como passe, desobsessão e outras são tarefas assistenciais, em que
agimos como intermediários e instrumentos dos espíritos amigos que
praticam essas ações beneficentes.
Atuar na
beneficência é, portanto, capacitarmo-nos para integrar grupos de
espíritos socorristas no além, na espiritualidade.
Por outro lado, há
espíritas dedicados a tarefas beneficentes que adotam uma postura
crítica com relação aos outros espíritas que se limitam aos
estudos da Doutrina. Nos surpreendem ao afirmarem que os estudos tem
muito pouco valor e relação à ação beneficente.
Nós trabalhadores
da campanha do quilo e de outras ações beneméritas precisamos nos
conscientizar de que não nos compete avaliar o mérito de quem quer
que seja. Necessário lembrarmos que estamos ensaiando os primeiros
passos no caminho da evolução moral. Deus é o Supremo e Perfeito
Juiz.
Estamos em demanda
da Sabedoria, da Superioridade e posteriormente, da Perfeição. Para
atingirmos um grau espiritual mais significativo é indispensável,
além das tarefas de amor ao próximo, desenvolvermo-nos no
conhecimento das Leis Divinas, pelo estudo e meditação e também no
autoconhecimento, por meio das práticas indicadas por Santo
Agostinho em O Livro dos Espíritos.
Tais condições não
ocorrem em uma reencarnação apenas e sim ao longo de diversas
romagens nos dois planos da existência, enfrentando diversas
tarefas, beneficentes, intelectuais, de comando, de obediência, de
fama, de obscuridade, etc.
Portanto é
necessário compreender que nem todos estão na presente experiência
reencarnatória para cumprir tarefas semelhantes às nossas, que
precisamos em primeiro lugar olhar para nós próprios antes de
avaliarmos os nossos semelhantes e que todos estamos caminhando para
a Perfeição muito distante e não sabemos em que
posição cada um se encontra.
Concluímos que
teoria e prática são indispensáveis e que há momentos em que há
vidas que teorizamos e outras que praticamos, mas o ideal mesmo é
associarmos teoria e prática na mesma reencarnação.
terça-feira, 22 de julho de 2014
Abertura da Semana do Jovem Espírita
Atividade marcante na abertura da Semana do Jovem Espírita de Pernambuco foi a campanha do quilo, realizada por diversas instituições espírita. Os produtos não perecíveis arrecadados por esse grupo de campanhas do quilo, foi reunida na praça do Derby em Recife. Os jovens participantes dividiram a arrecadação em cestas básicas que foram encaminhadas às casas de caridade adrede selecionadas para receberem as doações.
A TV Globo registrou o acontecimento:
http://g1.globo.com/videos/pernambuco/t/todos-os-videos/v/semana-de-jovens-espiritas-de-pernambuco-reune-mais-de-200-pessoas/3510485/
A TV Globo registrou o acontecimento:
http://g1.globo.com/videos/pernambuco/t/todos-os-videos/v/semana-de-jovens-espiritas-de-pernambuco-reune-mais-de-200-pessoas/3510485/
domingo, 13 de julho de 2014
Continuidade da Campanha do Quilo
Há trabalhadores da
campanha do quilo que além de se sentirem felizes por aliviar o
sofrimento alheio, consideram, com acerto, a campanha como um
compromisso. Dizem que para alcançar resultados mais significativos,
é necessário que seja realizada repetida e frequentemente durante
longos períodos. Alguns se afeiçoam de tal modo que só interrompem
a atividade quando as forças físicas tornam-se absolutamente
insuficientes.
Exemplo clássico do
que dizemos foi legado pelo grande iniciador da Campanha do Quilo,
Elias Sobreira. Quando o conhecemos, contava uns 70 anos de idade e
não tinha mais saúde nem forças para suportar um saco de 10 ou 15
kg. Por isso, dedicava-se a realizar a campanha de pé, parado nas
esquinas, quando estendia a mochila aos transeuntes e pedia para as
internas da Casa dos Humildes.
Á medida que a
idade avançava, afirmava que a atividade espírita que ele mais
amava era a campanha do quilo. Perguntou-me várias vezes se havia
campanha do quilo no mundo espiritual. Eu, apenas para confortá-lo
de suas preocupações, respondia afirmativamente.
O tempo continuou
avançando, e com ele a idade de Sobreira. As forças continuaram
declinando, em pouco tempo não tinha mais condições de permanecer
de pé. Com mais de 80 anos, decidiu continuar realizando a campanha;
a partir de então, sentado em um banquinho. As rugas muito aparentes
a ancianidade muito pronunciada e Sobreira (nesta época com a
patente de Major da Aeronáutica), continuava realizando a campanha
sentado. Só parou quando não tinha absolutamente mais forças para
tal.
Ele não precisava
de pedir para si ou para sua família. O salário que recebia era
suficiente para sua manutenção e ainda para adquirir alimentos e
distribuir fartamente para os pobres.
Outros trabalhadores nos oferecem exemplos semelhantes: Pedro Augusto (também militar da reserva da Aeronáutica), realiza campanhas por décadas a fio. Conheci o Pedro em 1976 no Núcleo Eespírita Auta de Souza; desde aqueles tempos, dedicado tarefeiro da campanha do quilo. Hoje, segundo relatos de amigos, Pedro encontra-se com as forças físicas declinantes; realiza a campanha de pé, encostado em uma parede por não ter energia para dispensar o apoio.
O que se pode concluir desses e de vários outros exemplos? Existem pessoas, conhecedoras do Espiritismo, que perceberam a grande importância espiritual da Campanha do Quilo. Nesse mister, difunde-se a mensagem do Cristo - esclarecida pelo Espírito da Verdade -, a Doutrina Espírita. Muitos são tocados por essa Luz, recuam dos males que eventualmente desejariam praticar e livram-se de dores por vezes muito grandes para si e seus familiares. Despertam para o Bem Infinito e, gratos a Deus, tornam-se mais felizes.
Outros trabalhadores nos oferecem exemplos semelhantes: Pedro Augusto (também militar da reserva da Aeronáutica), realiza campanhas por décadas a fio. Conheci o Pedro em 1976 no Núcleo Eespírita Auta de Souza; desde aqueles tempos, dedicado tarefeiro da campanha do quilo. Hoje, segundo relatos de amigos, Pedro encontra-se com as forças físicas declinantes; realiza a campanha de pé, encostado em uma parede por não ter energia para dispensar o apoio.
O que se pode concluir desses e de vários outros exemplos? Existem pessoas, conhecedoras do Espiritismo, que perceberam a grande importância espiritual da Campanha do Quilo. Nesse mister, difunde-se a mensagem do Cristo - esclarecida pelo Espírito da Verdade -, a Doutrina Espírita. Muitos são tocados por essa Luz, recuam dos males que eventualmente desejariam praticar e livram-se de dores por vezes muito grandes para si e seus familiares. Despertam para o Bem Infinito e, gratos a Deus, tornam-se mais felizes.
domingo, 29 de junho de 2014
Imortalidade e comunicação dos espíritos - Caridade e Humildade essa é a Lei
1869 – Allan Kardec partia para a pátria espiritual. Após legar a maior obra filosófica de todos os tempos, entregou o corpo à mãe Terra. Sim a maior obra filosófica de todos os tempos, porque reuniu em um corpo doutrinário, ciência, filosofia e religião; composto de contribuições das maiores personalidades que viveram na Terra e que haviam se destacado por seus talentos intelecto-morais. Essas personalidades espirituais além de terem animado os homens mais talentosos da História avançaram, além disso, em saber e moral na continuação da vida, no além túmulo.
Sua obra haverá de influenciar a cultura terrestre nos próximos séculos. À medida que tal for ocorrendo, o mundo avançará, a fraternidade legítima se fará presente; a loucura da guerra cederá lugar à cooperação entre os povos; a fome será extinta pela educação, pelo trabalho e pela solidariedade. As dores rudes serão amenizadas. O mundo alcançará, paulatinamente uma situação de felicidade.
Em 1870 pouco a pós a morte do mestre Allan Kardec, Willian Crookes havia decidido investigar as manifestações dos espíritos. Objetivava averiguar a autenticidade dos fenômenos. Em 1876 o grande cientista, físico e químico britânico, respeitado por suas realizações e descobertas declarou: Não digo que isso é possível, mas que isso é real.
A partir de então, significativo número de acadêmicos, cientistas, pesquisadores de renome realizaram suas observações, análises e publicaram grande quantidade de livros. Os fenômenos mediúnicos foram testados de várias formas. Submetidos a observações rigorosas a realidade dos fatos foi estabelecida, pode-se dizer, oficialmente. O estudo da ciência espírita penetrou pela porta da frente nos institutos científicos. Charles Richet procurou sistematizar o resultado de todos esses trabalhos. Observou que os métodos utilizados pelos colegas e por ele mesmo era o de certificar-se rigorosamente dos fatos. Não havia preocupação em acumular grandes quantidades de fatos para uso de métodos estatísticos. A ciência então nova (fundada por Richet) era antiestatística. O fato era o que importava. Para Richet contra fato não há argumentos. O fato bem estabelecido e confirmado.
Com Crookes, Richet e seus companheiros, fatos extraordinários puderam ser observados, como mensagens em línguas estrangeiras, desconhecidas dos médiuns, materializações, “interpenetração” da matéria, ruídos paranormais – raps, poltergeist, casas mal assombradas, etc.
Em 1930, Rhine foi nomeado diretor do laboratório de parapsicologia da Universidade de Duke. A partir dessa data foram utilizadas outras formas de abordagem do fato mediúnico e paranormal: a estatística e métodos numéricos. Tal metodologia adaptava-se a fenômenos mais simples, qual a telepatia e a precognição.
Por mais de um caminho a alma humana e os espíritos dos mortos se fizeram presentes. Os fatos foram irrecusavelmente confirmados e muitos dos investigadores se renderam à realidade da sobrevivência.
Os espíritos nos disseram como é o além túmulo. A grande mensagem foi enfaticamente repetida: Caridade e Humildade. Essa a grande Lei.
É preciso aliviar a dor dos nossos irmãos. É necessário descer do pedestal do comodismo. As grandes almas voltaram para conclamar: Amigos! Unamos as mãos, arregacemos as mangas – vamos ajudar incansavelmente, que venham as críticas e as ingratidões. Jesus nos dará vigor invencível.
Vamos empunhar uma saco às costas, uma mochila na mão e enfrentar a própria vaidade, tolo sentimento que desejaria eternizar as coisas passageiras!
Visitemos os enfermos, os famintos, os detentos, os esquecidos e marginalizados. Prodigalizemos conforto e instrução, alimento e consolo em nome de Jesus.
Trabalhemos para nós e para os nossos, sem esquecer que outros também são nossos irmãos e esperam que Deus os envie o reconforto. Sejamos nós os enviados do Altíssimo: pratiquemos a Caridade.
Sua obra haverá de influenciar a cultura terrestre nos próximos séculos. À medida que tal for ocorrendo, o mundo avançará, a fraternidade legítima se fará presente; a loucura da guerra cederá lugar à cooperação entre os povos; a fome será extinta pela educação, pelo trabalho e pela solidariedade. As dores rudes serão amenizadas. O mundo alcançará, paulatinamente uma situação de felicidade.
Em 1870 pouco a pós a morte do mestre Allan Kardec, Willian Crookes havia decidido investigar as manifestações dos espíritos. Objetivava averiguar a autenticidade dos fenômenos. Em 1876 o grande cientista, físico e químico britânico, respeitado por suas realizações e descobertas declarou: Não digo que isso é possível, mas que isso é real.
A partir de então, significativo número de acadêmicos, cientistas, pesquisadores de renome realizaram suas observações, análises e publicaram grande quantidade de livros. Os fenômenos mediúnicos foram testados de várias formas. Submetidos a observações rigorosas a realidade dos fatos foi estabelecida, pode-se dizer, oficialmente. O estudo da ciência espírita penetrou pela porta da frente nos institutos científicos. Charles Richet procurou sistematizar o resultado de todos esses trabalhos. Observou que os métodos utilizados pelos colegas e por ele mesmo era o de certificar-se rigorosamente dos fatos. Não havia preocupação em acumular grandes quantidades de fatos para uso de métodos estatísticos. A ciência então nova (fundada por Richet) era antiestatística. O fato era o que importava. Para Richet contra fato não há argumentos. O fato bem estabelecido e confirmado.
Com Crookes, Richet e seus companheiros, fatos extraordinários puderam ser observados, como mensagens em línguas estrangeiras, desconhecidas dos médiuns, materializações, “interpenetração” da matéria, ruídos paranormais – raps, poltergeist, casas mal assombradas, etc.
Em 1930, Rhine foi nomeado diretor do laboratório de parapsicologia da Universidade de Duke. A partir dessa data foram utilizadas outras formas de abordagem do fato mediúnico e paranormal: a estatística e métodos numéricos. Tal metodologia adaptava-se a fenômenos mais simples, qual a telepatia e a precognição.
Por mais de um caminho a alma humana e os espíritos dos mortos se fizeram presentes. Os fatos foram irrecusavelmente confirmados e muitos dos investigadores se renderam à realidade da sobrevivência.
Os espíritos nos disseram como é o além túmulo. A grande mensagem foi enfaticamente repetida: Caridade e Humildade. Essa a grande Lei.
É preciso aliviar a dor dos nossos irmãos. É necessário descer do pedestal do comodismo. As grandes almas voltaram para conclamar: Amigos! Unamos as mãos, arregacemos as mangas – vamos ajudar incansavelmente, que venham as críticas e as ingratidões. Jesus nos dará vigor invencível.
Vamos empunhar uma saco às costas, uma mochila na mão e enfrentar a própria vaidade, tolo sentimento que desejaria eternizar as coisas passageiras!
Visitemos os enfermos, os famintos, os detentos, os esquecidos e marginalizados. Prodigalizemos conforto e instrução, alimento e consolo em nome de Jesus.
Trabalhemos para nós e para os nossos, sem esquecer que outros também são nossos irmãos e esperam que Deus os envie o reconforto. Sejamos nós os enviados do Altíssimo: pratiquemos a Caridade.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Instituição Espírita de Educação de Crianças estará presente na Fenearte
A Comunidade Espírita Elias Sobreira terá um stand na Fenearte - Feira Nacional de Negócios do Artesanato, entre os dias 02 a 12 de julho próximo, no Centro de Convenções de Pernambuco.
O Stand da Comunidade será localizado na Rua 18 estande "P1".
Haverá produtos variados a preços também variados, dentre eles:
Sacolas em tecido (pintadas pelas crianças)
Tiara (confeccionadas por mães e adolescentes)
Vasos de cerâmica pintados
Garrafas pitadas e decoradas (material reciclado)
Caixas de MDF
Flor de jujubas ,
Livros de mensagens
DVd contendo mensagens do Evangelho Segundo o Espiritismo
Livros da Codificação, etc.
Participe.
O Stand da Comunidade será localizado na Rua 18 estande "P1".
Haverá produtos variados a preços também variados, dentre eles:
Sacolas em tecido (pintadas pelas crianças)
Tiara (confeccionadas por mães e adolescentes)
Vasos de cerâmica pintados
Garrafas pitadas e decoradas (material reciclado)
Caixas de MDF
Flor de jujubas ,
Livros de mensagens
DVd contendo mensagens do Evangelho Segundo o Espiritismo
Livros da Codificação, etc.
Participe.
Campanha do Quilo com jovens espíritas de Pernambuco
A Comissão Estadual de Espiritismo - CEE estará promovendo a Semana do Jovem Espírita. Dentre as ações integrantes do evento, destacamos uma Campanha com a participação de jovens espíritas de diversas instituições.
A Fraternidade do Quilo foi procurada pela CEE para transmitir orientações aos dirigentes e participantes da campanha.
Os jovens menores de 18 anos e maiores de 14 anos poderão participar da campanha, desde que autorizados pelos pais ou responsáveis.
A autorização será concedida por meio de preenchimento pelo pai ou responsável de formulário disponível no Blog da Semana do Jovem Espírita.
Um dos organizadores da campanha enviou uma mensagem que reproduzimos a seguir:
A Fraternidade do Quilo foi procurada pela CEE para transmitir orientações aos dirigentes e participantes da campanha.
Os jovens menores de 18 anos e maiores de 14 anos poderão participar da campanha, desde que autorizados pelos pais ou responsáveis.
A autorização será concedida por meio de preenchimento pelo pai ou responsável de formulário disponível no Blog da Semana do Jovem Espírita.
Um dos organizadores da campanha enviou uma mensagem que reproduzimos a seguir:
Amigos Legionários,
Segue, abaixo, o link com o formulário de inscrição para a Campanha do Quilo de 20 de julho. Na verdade trata-se da abertura da 26ª Semana do Jovem Espírita de Pernambuco - evento promovido anualmente pela Comissão Estadual de Espiritismo. Para os que desejarem participar de outros dias, além do domingo da Campanha, é só marcar no formulário.
Link para inscrição: http://sejepe.blogspot.com.br/ p/blog-page_17.html
domingo, 22 de junho de 2014
DEUS – A Justiça Perfeita é Plena de Misericórdia.
A ideia de um Ser Superior a todas as coisas, detentor de maior poder do que a Humanidade, Criador e Justiceiro, esteve presente em todos os lugares e em todos os tempos. Variações a respeito desse conceito são muitas, mas o sentimento de submissão que se deve ter por esse Ser ou esses seres, no caso do politeísmo, é muito persistente.
Da taba ao palácio, da selva ao templo, todos referem-se a esse ente supremo, e a visão, a forma de entender evolui com o avanço do espírito humano. De início deuses infernais, vingativos, cruéis, que exigiam vítimas para aplacar seus ciúmes e até seus ódios. Tratava-se de concepções próprias de seres ignorantes. O crescimento dos sentimentos, o refinamento gradual da civilização foi permitindo melhor compreensão dessas potências que vigiam as ações humanas e definem seus destinos.
Paulatinamente a concepção de instintos sanguinolentos vinculados aos seres divinos, foi cedendo lugar à visão de um Deus que protege, ensina e liberta.
A evolução do pensamento é consequência da evolução dos espíritos que animam a Humanidade. A percepção do Criador aperfeiçoa-se com a purificação das almas. Jesus, com muita propriedade revelou que os puros de coração verão a Deus.
O Espiritismo nos fornece a melhor e mais avançada descrição de Deus. “Inteligência Suprema, Causa primária de todas as coisas”. Nas palavras de Allan Kardec “Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Criou o Universo, que abrange todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.” - O Livro dos Espíritos – Introdução – item VI”
Essa mensagem de um Deus Justo sim, mas principalmente Bom e Amoroso é que a Campanha do Quilo divulga. O ensino é ministrado sem palavras; dirige-se o legionário aos lares e implora – Somos da Campanha do Quilo. Em nome de Jesus, ou em nome de Deus, pedimos uma doação para crianças e idosos necessitados!
Muitos podem discordar, argumentam que se ajudarem estarão criando acomodados. Outros dizem que não importa o quanto sofram as crianças abandonadas e filhos de pais que vivem em condições miseráveis. Se são assim é por causa de sua preguiça, por gastarem seus parcos recursos com drogas, álcool e cigarro. Concluem que não se deve ajudar a ninguém; que cada um faça por si apenas e todos os problemas estariam sanados. Deveriam agir como eles mesmos agiram; segundo afirmam, não têm problemas porque seguiram os caminhos do dever.
Mas esses que se jactam do êxito de suas vidas não deveriam esquecer-se que a bondade de Deus entrou radicalmente na formação de seus sucessos e que por uma decisão do Supremo Juiz ocorrem reviravoltas que lançam à pobreza famílias abastadas e com fortunas que pareciam solidamente fundamentadas.
Que seriam eles se nascessem entre os infelizes e viciosos? Entre os pobres, que se acotovelam em barracos à beira de canais de esgotos todos os dias? Que seriam eles sem escola e sem igreja? Sem o amor paterno ou materno, de um tio ou de uma tia. É bem verdade que nenhuma derrota, ou todas as derrotas juntas escusam o egoísmo, o vício ou a revolta, porque em última instância todos temos o amor divino que nunca falha.
Por isso mesmo é que devemos submeter-nos aos desígnios de Deus praticando o Bem.
O gesto de pedir a quem tem para dar a quem não tem traz em si muitos ensinos. Deus quer que distribuamos a misericórdia que Ele nos dispensa. Força física, saúde, inteligência, informações, conhecimentos, fé, recursos de todas as ordens são empréstimos que nos concede para multiplicarmos e utilizarmos para o progresso material e espiritual de todos.
Ajudar e educar os que precisam é missão de todos os filhos de Deus (que são todos os homens sem exceção). Mas essa missão será levada a bom termo apensas se efetuada com Amor e Misericórdia. Sem maiores rigores contra os defeitos alheios do que aqueles que aplicamos à auto corrigenda.
Da taba ao palácio, da selva ao templo, todos referem-se a esse ente supremo, e a visão, a forma de entender evolui com o avanço do espírito humano. De início deuses infernais, vingativos, cruéis, que exigiam vítimas para aplacar seus ciúmes e até seus ódios. Tratava-se de concepções próprias de seres ignorantes. O crescimento dos sentimentos, o refinamento gradual da civilização foi permitindo melhor compreensão dessas potências que vigiam as ações humanas e definem seus destinos.
Paulatinamente a concepção de instintos sanguinolentos vinculados aos seres divinos, foi cedendo lugar à visão de um Deus que protege, ensina e liberta.
A evolução do pensamento é consequência da evolução dos espíritos que animam a Humanidade. A percepção do Criador aperfeiçoa-se com a purificação das almas. Jesus, com muita propriedade revelou que os puros de coração verão a Deus.
O Espiritismo nos fornece a melhor e mais avançada descrição de Deus. “Inteligência Suprema, Causa primária de todas as coisas”. Nas palavras de Allan Kardec “Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Criou o Universo, que abrange todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.” - O Livro dos Espíritos – Introdução – item VI”
Essa mensagem de um Deus Justo sim, mas principalmente Bom e Amoroso é que a Campanha do Quilo divulga. O ensino é ministrado sem palavras; dirige-se o legionário aos lares e implora – Somos da Campanha do Quilo. Em nome de Jesus, ou em nome de Deus, pedimos uma doação para crianças e idosos necessitados!
Muitos podem discordar, argumentam que se ajudarem estarão criando acomodados. Outros dizem que não importa o quanto sofram as crianças abandonadas e filhos de pais que vivem em condições miseráveis. Se são assim é por causa de sua preguiça, por gastarem seus parcos recursos com drogas, álcool e cigarro. Concluem que não se deve ajudar a ninguém; que cada um faça por si apenas e todos os problemas estariam sanados. Deveriam agir como eles mesmos agiram; segundo afirmam, não têm problemas porque seguiram os caminhos do dever.
Mas esses que se jactam do êxito de suas vidas não deveriam esquecer-se que a bondade de Deus entrou radicalmente na formação de seus sucessos e que por uma decisão do Supremo Juiz ocorrem reviravoltas que lançam à pobreza famílias abastadas e com fortunas que pareciam solidamente fundamentadas.
Que seriam eles se nascessem entre os infelizes e viciosos? Entre os pobres, que se acotovelam em barracos à beira de canais de esgotos todos os dias? Que seriam eles sem escola e sem igreja? Sem o amor paterno ou materno, de um tio ou de uma tia. É bem verdade que nenhuma derrota, ou todas as derrotas juntas escusam o egoísmo, o vício ou a revolta, porque em última instância todos temos o amor divino que nunca falha.
Por isso mesmo é que devemos submeter-nos aos desígnios de Deus praticando o Bem.
O gesto de pedir a quem tem para dar a quem não tem traz em si muitos ensinos. Deus quer que distribuamos a misericórdia que Ele nos dispensa. Força física, saúde, inteligência, informações, conhecimentos, fé, recursos de todas as ordens são empréstimos que nos concede para multiplicarmos e utilizarmos para o progresso material e espiritual de todos.
Ajudar e educar os que precisam é missão de todos os filhos de Deus (que são todos os homens sem exceção). Mas essa missão será levada a bom termo apensas se efetuada com Amor e Misericórdia. Sem maiores rigores contra os defeitos alheios do que aqueles que aplicamos à auto corrigenda.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Comunidade Espírita Elias Sobreira
Dentre diversas oportunidades de produzir o Bem, chegou-nos um convite da Comunidade Espírita Elias Sobreira, entidade dedicada à educação de crianças.
Eis como apresentou esse convite:
Prezados e Prezadas colaboradores, bom dia!
Como é
do conhecimento de todos,realizamos trabalho voluntário com crianças da
área de risco social juntamente com seus familiares. A Instituição
sobrevive de doações, e sempre contou e conta com a solidariedade de
vocês. Estamos necessitando de mais pessoas associadas ao Projeto a
Caminho do Futuro com a finalidade de podermos pagar um professor de
músicas de preferência eruditas, como forma de beneficiar as crianças. Se
conseguirmos 20 amigos ou mais que possam colaborar mensalmente com
valor de R$ 40,00 a R$ 50,00, poderemos então contratar um professor. Já
fomos ao conservatório por duas vezes, em busca de voluntários nesta
área. O TEMPO está passando, precisamos melhorar a autoestima das pessoas
que estão passando pela nossa vida, oferecendo-lhes o melhor de
nós. Vamos juntos contribuir cada vez mais levando alegria e formando
homens e mulheres de BEM! Convidemos os nossos amigos para chegarem mais
perto afim de conhecer o nosso espaço. Reflitamos nisso!Vera Lucia Gonçalves
Contatos:
Rua Dr. Machado, 882-A Campo Grande. Fica nas proximidades do Colégio Mário Melo.
contatos: 32422756/96617739 - Vera.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Zabelinha Ferraz
Por volta de 2002 eu
estava trabalhando em Floresta, interior de Pernmbuco. A cidade,
situa-se no encontro do rio Pajeú com o Riacho do Navio em uma
região conhecida por cultivar canabis sativa; erva
psicoativa ilícita.
Floresta
era conhecida por relatos de violência entre seus habitantes. Duas
famílias eram mencionadas como inimigas mortais, os Novaes e os
Ferraz. Quando fui designado em 1999 para trabalhar na cidade como
Agente de Desenvolvimento do Banco do Nordeste, confesso que senti
medo; uma sensação de enorme insegurança visitou meu coração.
Poucos meses antes de eu assumir o novo posto de trabalho, haviam
tirado a vida do prefeito de Floresta sem justificativa.
Contava-se
que se, por alguma razão, houvesse uma ofensa considerada grave, a
questão era resolvida à bala. Os assassinos, para escaparem da
justiça, utilizavam motocicletas e aproveitavam a obrigatoriedade do
uso de capacetes para anomimamente tirarem a vida de seus desafetos.
Eram
muito frequentes os crimes. Nessa situação, o juiz local teria
proibido o uso de capacetes para motociclistas (inversamente ao que
prescreviam normas federais) para coibir os crimes. Uma situação de
tensão ocorria quando algum motociclista trafegava com capacete –
isso era interpretado como insubordinação ao juiz e presságio de
atentados possivelmente mortais.
Estava
presente em muitas mentalidades que a violência seria o caminho
indicado para resolução de querelas fortes. Alguns até seriam
capazes de matar por simples contrariedade.
Além
disso, as famílias das vítimas tomavam a iniciativa de “fazer
justiça” com as próprias mãos. Tomavam vingança e esta recaía
sobre qualquer membro da família inimiga. Em épocas de assassínios,
que, por força do costume de vindita, tornavam-se assassínios em
série, o clima reinante era de terror.
Um belo dia enquanto
caminhava pela praça principal de Floresta, uma diretora do
Instituto Espírita Caetano Coimbra, que funcionava na cidade,
convidou-me a conhecer “Tia Zabelinha”. Dona Isabel era uma
senhora de estatura média, que aparentava pouco mais de 60 anos.
A senhora, ao
apertar-me a mão perguntou: “Você é o rapaz espírita?”.
Respondi afirmativamente. Em cidades de pequeno porte em que não
havia grupos espíritas até ao final dos anos 1990, as pessoas sabem
bastante sobre os forasteiros. Principalmente sobre costumes e
crenças diferentes das adotadas no local.
Afirmou a recém
apresentada que confiava na continuidade da vida e no reencontro com
os entres queridos. Mencionou que perdera dois filhos vítimas de um
atentado violento, resultante de intenção de desforra. O relato da
morte dos filhos estava associada a uma fé na vida porvindoura. Fé
de tal forma viva que beirava à felicidade. Os breves relatos e a
expressão de esperança nesse reencontro acompanhado de expressões
de felicidade (na verdade um prelibar de felicidade devido à certeza
do fruir do amor maternal engrandecido e purificado).
As expressões eram
totalmente isentas de rancor, ressentimento ou tristeza. Não sei o
que pensei. Fiquei admirado, pasmo mesmo. Os sentimentos daquela
mulher eram muito superiores à minha compreensão imadiata. Não
sabia o que pensar, não estava entendendo.
Posteriormente, alguns
conhecidos esclareceram.
Na
praça principal, funcionava uma loja de eletrodomésticos de
propriedade de Isabel Ferraz. Certa feita, seus filhos Aroldo e
Romero encontravam-se trabalhando no estabelecimento. Um cidadão
passava nas proximidades da loja, quando foi morto por um tiro. Não
se sabia de onde havia partido o disparo. Alguns supunham que teria
se originado da loja e que o autor seria um dos filhos de Dona
Isabel.
Algum
tempo depois, um grupo de homens encapuzados equipados com escopetas
calibre 12 adentraram à loja e dispararam contra Aroldo e Romero. O
resultado foi mortes imediatas e desfiguração dos rostos de ambos
devido a abundância dos disparos.
Neste
dia, a mãe das vítimas encontrava-se em Recife, quando recebeu a
trágica notícia. Sua alma recebeu, obviamente, terríveis, penosos
e inimagináveis abalos. Sua dor foi superlativa. Para nossa
perplexidade, apesar de nascida e criada em um ambiente de violência
e cuja mentalidade de justiça restringia-se à vingança desapiedada
e inflexível, Dona Isabel tomou de um lápis, um papel, permaneceru
de pé, e grafou, imediatamente:
“Deus
mais uma vez me tomou em suas mãos fazendo-me passar pelo fogo do
sofrimento! Mas, não me queixo!... Só ELE, o grande Pai, sabe por
que está me submetendo a este tratamento tão doloroso! Só ELE sabe
do que preciso para meu crescimento espiritual! Eu confio no PAI! Eu
me entrego totalmente ao tratamento que for necessário à minha
alma, pois o nosso espírito tem que ser fortalecido e como nas
doenças do corpo se torna muitas vezes necessário um tratamento
rigoroso, assim também nossa parte espiritual se engrandece e se
torna mais forte quando submetida a dores que nos parecem
insuportáveis!
Maior,
porém, do que esta dor, é a FÉ inabalável que tenho de que
suportando-a com paz, sem revolta, sem abrigar no meu peito o mínimo
desejo de vingança contra aqueles que cruelmente os roubaram o
direito de viver é a certeza que tenho que Deus e Nossa Senhora os
tomarão em suas mãos e perdoando suas faltas lhes dará o carinho,
o amor, que transbordam do meu coração! Que vocês tenham almas
gererosas que os ajudem a se desligar das coisas terrenas e enfim
desfrutar da paz dos justos. Esta paz, que embora difícil, já
podemos começar a sentir mesmo aqui na terra, quando aprendemos a
perdoar aqueles que nos ofendem! Considero isto o principal requisito
para começarmos a sentir um pouco de paz celestial, esta paz que eu
desejo, vocês possam, num período breve, chegar a sentir.
Sua maezinha aqui estará atenta a tudo, não deixando passar as
oportunidades que surgirem para oferecer pela paz dos seus espíritos.
…..” Este texto foi publicado no DIÁRIO DE PERNAMBUCO em
31-agosto-1993.
Ao chegar à Floresta, D, Isabel reuniu a família e com uma
grande autoridade moral proibiu vingança. Todos
aquiesceram; todos seguiram o caminho do perdão.
Algum
tempo depois, após a polícia já ter encerrado as buscas pelo
assassino da primeira vítima (aquela vítima cujo assassinato
levantou suspeitas contra Aroldo e Romero). Quando já tudo estava
esquecido, um homem apresentou-se à polícia, certamente tomado de
remossos profundos, e confessou que não foram Aroldo e Romero que
tinham assassinado o transeunte e sim ele próprio . Tinha se
acomodado em uma casa próxima, em um primeiro andar; a partir dessa
posição, próxima à loja alvejara o homem.
D. Zabelinha como a chamavam os familiares tinha sentido a dor pela
perda de dois filhos inocentes. A mesma dor que Maria de Nazaré
sentiu ao contemplar as violências inauditas que cometeram contra o
meigo Jesus.
Mesmo
tendo experimentado o coração estraçalhado pela perda dos entes
amados, nunca deixou de cumprimentar com um sorriso os suspeitos de
haverem decretado a morte dos filhos.
Desejei
retornar à Floresta para revê-la. Estive lá por duas vezes mas não
avistei D. Izabel, a grande alma.
Soube
hoje, que no final do ano de 2013, D Zabelinha voltou para a pátria
espiritual. Com certeza um retorno triunfal ao mundo das causas. Foi
premiada pelo reencontro com seus rebentos queridos.
Resta a nós legionários do quilo homenagea-la, seguindo seus
exemplos de grandeza realizando a campanha na região onde morou e
onde deixou muitos entres queridos.
Honra à Dona. Zabelinha.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Evangelho no Lar
Os trabalhadores da
campanha do quilo são chamados a realizar outras tarefas
beneméritas: visitas a enfermos, a presidiários, a famílias
carentes, etc.
Dentre as tarefas
que somos levados a realizar quase que com obrigatoriedade temos o
culto evangélico no lar. Índispensável estabelecer pelo menos um
dia em que a família esteja disponível para reunir-se em horário
pré determinado. Por exemplo: Sábados das 20 às 20h30. Ou outro
dia e horário. Nossa sugestão – 30 minutos, assim distribuídos:
Dois minutos –
prece inicial
13 minutos –
leitura e comntário de uma página psicografada por Francisco
Cândido Xavier – uma mensagem de Emmanuel, de André Luiz ou de
Meimei, Maria Dolores...
13 minutos para
leitura e comentário de uma mensagem de O Evangelho Segundo o
Espiritismo.
2 minutos – prece
final.
Uma atividade como
esta embora singela tem efeitos muito importantes e salutares. Tende
a agregar a família em um ambiente de Paz e compreensão. Incentiva
o respeito e carinho entre os membros da família. Conduz-nos a
refletir sobre as próprias ações e pensamentos sob a luz dos
conceitos cristãos. Passa, com o tempo a fornecer boas energias para
o trabalho socorrista dos bons espíritos.
Podemos colocar
sobre a mesa um vasilhame com água que será fluidificada pelos
amigos espirituais presentes. Após a reunião os participantes
beberão dessa água. Trata-se de recurso calmante e terapêutico.
Os vizinhos, sem o
saberem, também receberão os benefícios das energias salutares
emitidas.
Após o evangelho,
evitar ligar a televisão e conversações destrutivas. Procurar,
cada um prosseguir em leituras edificantes. À noite, antes de
recolher-se ao leito, cada um elevará novamente o pensamento aos
céus rogando a assistência de Jesus para si, para a família e para
toda a humanidade.
Podemos incentivar
outras famílias à realização do evangelho no lar e eventualmente
ir até suas residências implantar essa bendita tarefa.
sábado, 10 de maio de 2014
Coração Maternal
Mãe,
que te recolhes no lar, atendendo à Divina Vontade, não fujas à
renuncia que o mundo te reclama ao coração.
Recebeste
no templo familiar o sublime mandato da vida.
Muitas
vezes, ergueste cada manhã, com o suor do trabalho, e confiaste à
noite, lendo a página branca das lagrimas que te emanam da alma
ferida.
Quase
sempre, a tua voz passa desprezada, com vazio rumor (em meio a)o alarido das
discussões domestica, e as tuas mãos diligentes servem com
sacrifício, sem que ninguém lhes assinale o cansaço...
Lá
fora, os homens guerreiam, entre si, disputando a posse efêmera do
ouro ou da fama, da evidencia ou da autoridade...Além, a mocidade ,
em muitas ocasiões,grita festivamente, buscando o mentiroso prazer
do momento rápido...
Enquanto
isso, medita(s) e esperas, na solidão da prece,com que te elevas ao
Alto, rogando a felicidade daqueles de quem te fizeste o gênio
guardião.
Quando
o santo sobe às eminências do altar, ninguém te vê nas amarguras
da base, e quando o herói passa, na rua, coroado de louros, ninguém
se lembra de ti, na retaguarda de aflição.
Deste
tudo e tudo ofereceste, entretanto, raros se recordam de que teus
olhos jazem nevoados de pranto e de que padeces angustiosa fome de
compreensão e carinho.
No
entanto, continuas amando e ajudando, perdoando e servindo...
Se
a ingratidão te relega à sombra na Terra, o Criador de tua
milagrosa abnegação vela por ti dos Céus, através do olhar
cintilante de milhões de estrelas.
Lembra-te
de que Deus a fonte de todo o amor e de toda a sabedoria, é também
o Grande Anônimo e o Grande Esquecido entre as criaturas.
Tudo
passa no mundo...
ajuda
e espera sempre.
Dia
virá em que o Senhor, convertendo os braços da cruz de teus
padecimentos em grandes asas de luz, transformará tua alma em astro
divino a iluminar para sempre a rota daqueles que te propuseste
socorrer.
Pelo
Espírito Meimei
Mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido XAVIER.
Do livro Cartas do Coração. Editora LAKE.
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